domingo, 28 de julho de 2013 - Foto: Divulgação
Denúncias graves e declarações infelizes protagonizadas pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (Leia mais abaixo)
A partir de um acidente de helicóptero, que expôs suas ligações íntimas com empresários (sobretudo com o dono da Delta), que têm negócios com o Estado, os índices de popularidade de Sérgio Cabral caíram ao ponto de ser considerado, em pesquisa do Ibope divulgada esta semana, como o governador com maior índice de rejeição do Brasil.
A partir do acidente de helicóptero na Bahia, foram escândalos atrás de escândalos. Além disso, Cabral cometeu erros graves no campo político, como chamar de “vândalos irresponsáveis” soldados do Corpo de Bombeiros que ganham salário de R$ 950 e enfrentam inúmeros problemas. No campo ético, foi ainda pior: o escritório de advocacia da primeira-dama atua em mais de 50 processos nos quais o Estado do Rio figura como réu. Os deslizamentos na região Serrana e os apagões no Metrô também tiveram grande peso.
Confira a sucessão de escândalos
Greve dos bombeiros e acusação grave de Sérgio Cabral
O governador classificou como “vândalos irresponsáveis” soldados que ganham salário inicial de R$ 950 numa cidade que todos os anos enfrenta enchentes e deslizamentos. (Leia mais abaixo)
Metrô parou
No campo administrativo, Cabral sofreu desgaste com um inédito apagão que parou o Metrô do Rio.
No campo pessoal
Enfrenta uma crise com a mulher, que teria pedido a separação.
No campo ético (Leia mais abaixo)
Tem sido obrigado a explicar suas ligações pessoais com empresários que têm interesses e contratos com o Estado.
Acidente com helicóptero: quando tudo começou
Revelou a relação próxima do governador com os empresários Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, empresa que embolsou quase R$ 1 bilhão em obras durante seu governo, 25% desse total sem passar por licitação, e Eike Batista.
Sérgio Cabral, seu filho, Marco Antonio, e a namorada dele, Mariana Noleto, deixaram o Rio com destino a Porto Seguro, no sul da Bahia, a bordo de um jato Legacy pertencente a Eike Batista. A viagem no jatinho foi um mimo feito a Cabral pelo amigo Eike, cujas empresas têm R$ 75 milhões em incentivos fiscais do Estado.
Em Porto Seguro, o grupo se encontraria com Cavendish e outros amigos, e todos seguiriam de helicóptero para a Fazenda Jacumã, um resort frequentado por ricaços no litoral baiano, para comemorar o aniversário do empresário. Como o aparelho não tinha lugar para tanta gente, dividiram-se em dois grupos. Sete pessoas seguiriam na primeira viagem e o restante esperaria pela volta do helicóptero, que retornaria em apenas dez minutos. Por gentileza, Cabral, o filho e Cavendish deixaram que mulheres e crianças fossem na frente. Mas a aeronave não voltou. Ela caiu no mar, deixando, além dos mortos, uma dúvida constrangedora sobre o comportamento de Cabral: pode um governador de Estado manter laços tão estreitos e usar jatinhos de empresários com interesses em suas decisões? (Leia mais abaixo)
Cavendish, o aniversariante, tinha mesmo tudo para dar uma festa. Um ano antes de Cabral tomar posse, ele recebeu R$ 163 milhões do governo fluminense. No ano passado, os empenhos da construtora foram de R$ 506 milhões.