Atualizado: domingo, 22 de março de 2015 - Foto: Campos 24 Horas

No momento em que o Brasil passa por um acúmulo de problemas e limitações de ordem administrativa, política e econômica, é preciso organizar, cortar custos, se preparar para encolher, para que se possa crescer depois.
O professor e secretário de Controle e Orçamento de Campos, Suledil Bernardino, cita que o momento enfrentado pelo país é de gravidade, mas que como ensinam os economistas, há perspectivas de recuperação, numa expressão muito usada, “a curva do J”: “A curva do J é assim, a gente percebe que o País vai ter um momento de insegurança, de retração antes de melhorar”.
Suledil considera positivas recentes declarações de membros da equipe econômica da presidente Dilma Roussef e do Banco Central que apontam que do primeiro ao terceiro trimestre deste ano o momento será de retração do crescimento econômico, com perspectiva de recuperação no último trimestre.
“Acho que o Governo Federal atuou de forma rápida com sua nova equipe econômica e que nem mesmo o mercado esperava essa postura, e reagiu bem às medidas tomadas”, declara Suledil Bernardino. O secretário acredita que em 2015 devem ser confirmadas as projeções de crescimento negativo da ordem de -1% com perspectivas para 2016 de crescimento positivo de -1, 5%. “Eu penso que o desafio do superávit primário perseguido por Dilma é difícil mas não é impossível”.
O retorno do crescimento brasileiro, explica Suledil, é necessário para que Estados e municípios possam ter a mesma possibilidade de recuperação. “Sabemos que a crise política e econômica do governo federal nos prejudicam, prejudicam aos Estados e municípios. Mas temos também que nos manter alertas, porque a crise internacional do barril do petróleo continua com uma cotação muito baixa. Somente em março devemos perder R$ 20 milhões de royalties”, completa Suledil.