sábado, 16 de maio de 2015 - Foto: Campos 24 Horas
A r t i g o
Suledil Bernardino_________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
No ano de 2014, com o clima de eleição, muita gente não percebeu que a crise econômica mundial tinha chegado ao Brasil, mas o governo do PT preferiu tratá-la, conforme disse o ex-presidente Lula, como uma “marolinha”, entretanto, fracassou com a política de incentivo ao consumo principalmente com a redução do IPI para a indústria automobilística, hoje um setor estratégico da economia nacional e para a indústria chamada de linha branca, bens de consumo como geladeira, fogão, máquina de lavar e outros.
Também acreditava-se que, mantendo a ampliação do Programa Bolsa Família, estaria contribuindo para o incremento do consumo em grande escala por uma massa alijada do mercado. Ao contrário do que preconiza a escola econômica, predominante no mundo capitalista, o governo abriu mão de dar continuidade ao que tinha sido implantado no primeiro governo Lula, que deu prosseguimento à política de estabilização econômica adotada pelo PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Não podemos negar que o incentivo à construção civil, através do programa Minha Casa, Minha Vida, é importante para garantir a redução do déficit habitacional brasileiro, bem como garantir milhares de empregos para a mão de obra menos qualificada da área urbana no setor. Perdeu-se muito tempo em reagir à crise internacional que, para surpresa de todos, logo após às eleições, não sobrou outra alternativa à presidente Dilma a não ser tomar medidas de caráter ortodoxo, conforme reza a cartilha do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Então, o então deputado federal e candidato ao Governo do Estado a época, Anthony Garotinho, identificou que a crise chegaria como um “tsunami” sobre o país, os estados da federação e aos municípios vinculados ao mercado produtor de petróleo. Irresponsavelmente, setores ligados à imprensa, às redes sociais, que se acham porta-vozes de setores da nossa sociedade, não entenderam o alerta feito pelo então deputado, ainda no início do mês de novembro: tentaram carimbar nele que esse assunto era resultante de uso de dinheiro da Prefeitura de Campos na campanha, um total devaneio de uma elite que deveria colocar sua inteligência a serviço da sociedade, tentando confundir o povo por interesses meramente privados e escusos.
Agora, toda Campos está vendo que Garotinho tinha razão: a crise chegou com força, atingindo os setores público e privado. Se essas pessoas fossem honestas, intelectualmente, deveriam fazer mea culpa e reconhecer que não se deve confundir “galho e bugalho”. A crise é uma realidade: vemos prefeituras, principalmente, da região do circuito do petróleo tomando medidas enérgicas em consequência da crise como demissões, comprometimento de pagamento, entre outras. “E agora, José?”