A cotação do dólar e a crise econômica brasileira

ARTIGO


08/08/2015     Suledil Bernardino capa A r t i g o Suledil Bernardino_________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Todos que estão acompanhando o noticiário econômico estão sendo informados que a desvalorização do real diante do dólar tem sido crescente, nos últimos dias, superando dados dos últimos 12 anos. A instabilidade provocada pelo ajuste fiscal, que ainda não teve sua aprovação concretizada, mexe com o mercado. Para que se tenha noção, o déficit do governo federal do mês de junho foi acima de R$ 9 bilhões entre receita e despesa. A economia pede socorro, mas os parlamentares de plantão, em sua grande parte, parecem não enxergar que é hora de contenção de gastos. Há uma confusão na cabeça de muitas pessoas de quanto pior para a presidente Dilma, melhor será para os políticos. Isso é um equívoco. O caixa é do país e, não, do governo. Diante desse quadro, o real vem se desvalorizando e o dólar subindo. Como toda crise tem seu lado ruim e bom, a balança comercial brasileira, em julho de 2015, teve um superávit de R$ 2,37 bilhões e o acumulado de janeiro até julho chega a 4,59 bilhões. Se compararmos o mesmo período do ano anterior, a diferença era de R$ 952 milhões. Mesmo com os preços do minério de ferro e soja muito baixo no mercado internacional, om a cotação do barril do petróleo a menos de U$ 50, a conta petróleo do governo federal, que trata de importações de derivados, favorece aos dados positivos no decorrente deste ano da balança comercial. O problema é que, com a desvalorização do real perante o dólar, os produtos importados, do qual o Brasil não é auto-suficiente, provocam encarecimento dos custos de produção como, por exemplo, a importação do trigo, matéria prima básica para a produção do pão nosso de cada dia. Alguns analistas econômicos já estão fazendo previsão de que o dólar deve passar de R$ 4 no próximo ano.  Esse é um dado lamentável que aponta a perpetuação da crise ano que vem. Poderemos ter um novo ano perdido porque 2015, já sabemos, “a vaca já foi para o brejo”.  



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