A calvície atinge homens e mulheres ao redor do mundo

A Dermatologista e Cirurgiã Capilar Dra Leila Bloch tira as principais dúvidas a respeito da calvície e orienta sobre o que fazer ao notar a queda excessiva dos fios


  • 07/05/2023, 00h20, Foto: Reprodução.

A calvície, ou alopecia, é uma condição relativamente comum e que mexe bastante com a autoestima das pessoas que acabam sofrendo do problema. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)  apontam que 30% dos pacientes do sexo masculino começam a conviver com a calvície quando atingem a idade dos 30 anos, um período em que os fios de cabelo afinam com mais frequência e potencializam a queda. Da mesma forma, mesmo que muitas vezes seja vista como algo mais frequente nos homens, a calvície também atinge o público feminino. Dados da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC) mostram que 25% das mulheres entre 35 e 40 anos lidam com algum grau de calvície, enquanto acima dessa idade a porcentagem chega aos 50%. Por ser um problema que atinge homens e mulheres, sem ter uma idade certa para acontecer, é importante conhecer mais sobre a calvície e como evitá-la, até mesmo tratá-la para quem  já sofre com ela.

Dra. Leila Bloch, que tem doutorado em cabelos e é criadora da Clínica Bloch, vem tirar algumas dúvidas a respeito da calvície. (Leia mais abaixo)

O que causa a calvície? A causa mais comum para a calvície envolve questões hereditárias, ou seja, vem da genética da pessoa. Ainda que existam outras possibilidades, cerca de 90% do total de perda capilar é resultado de uma doença conhecida como Alopecia Androgenética, caracterizada por um afinamento dos fios. Essa situação é estimulada por uma maior sensibilidade à ação hormonal da di-hidrotestosterona. Depois que esse processo tem início, acontece um quadro lento e progressivo da perda capilar.

Os tratamentos para queda de cabelos para homens e mulheres são similares? Existem inúmeras formas para tratar problemas com a queda de cabelo, entre eles o uso de shampoos específicos, loções capilares, vitaminas, medicamentos e o próprio transplante capilar. Para adotar o melhor tratamento primeiro é necessário conhecer o caso de cada paciente.

"É importante lembrar que nem todo mundo pode fazer qualquer tipo de tratamento. É preciso saber quais são as causas da queda capilar para, então, iniciar o melhor tratamento . É muito importante a consulta com o médico dermatologista , para uma melhor orientação e avaliação  sobre o tratamento a ser seguido para a queda de cabelos", pontua a Dra. Leila Bloch

Uma dúvida que também costuma ser bastante comum ao falar sobre queda capilar é se há, de fato, eficácia nas medicações utilizadas.  Atualmente existem medicamentos que são aprovados pelo FDA para tratar a perda de cabelo padrão androgenética, incluindo Minoxidil, que é uma medicação tópica para homens e mulheres e Finasterida, medicamento via oral. No entanto, assim como pontuado anteriormente, nem todos os casos podem ser resolvidos apenas com medicação."

Embora esses medicamentos possam retardar e até interromper a progressão da perda capilar, em grande número de casos ocorre queda mesmo com a medicação, o que faz com que a cirurgia de Transplante Capilar seja a melhor solução para os casos mais avançados de Calvície/ Alopécia", ressalta a especialista. (Leia mais abaixo)

Como funciona a cirurgia de transplante capilar? Uma serie de mudanças vêm transformando a restauração capilar em um procedimento altamente sofisticado, artístico e, ao mesmo tempo, minimamente invasivo. O transplante deixou de ser apenas um procedimento médico e tornou-se uma "arte capilar", dada a plenitude de seus resultados.

"O cabelo transplantado é removido de uma área do corpo (área doadora) e transferido para outra (área receptora). O folículo transplantado não é "rejeitado" pois não é estranho ao organismo", explica a Dra. Leila.

Além disso, o procedimento tem um resultado permanente, uma vez que os fios não passaram por um afinamento, já que preservam a memória da área doadora. Ou seja, o resultado da cirurgia é prolongado. b

Existe idade mínima para a realização da cirurgia? A calvície pode atingir diferentes faixas etárias, homens e mulheres. Dentro desse contexto é importante ressaltar que não existe uma idade mínima para fazer a realização da cirurgia de transplante capilar, já que ela possui baixo risco cirúrgico. No entanto, é importante ter uma definição concreta de perda capilar para a realização de transplantes em pacientes mais jovens. Esse diagnóstico é avaliado a partir das consultas médicas com um especialista. A calvície está relacionada diretamente com a autoestima. Para algumas pessoas, a queda de cabelo pode acabar ocasionando o desenvolvimento de outras doenças, como a depressão e transtornos de ansiedade, uma vez que a pessoa não consegue ficar feliz com a autoimagem. Por isso, assim que a queda dos fios for detectada é fundamental procurar um médico especialista para verificar as causas da perda de cabelo e analisar as melhores opções de tratamento para cada caso. Estar bem com a própria imagem é uma questão de saúde psicológica e emocional, que afeta diretamente os relacionamentos interpessoais.

Fonte: TERRA (Leia mais abaixo)



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