sábado, 11 de abril de 2015 - Foto: Campos 24 Horas - 6:00h
Postado por: Fabiano Venancio

O brasileiro está sofrendo na carne com os novos custos da conta de luz que, nos últimos 12 meses, teve aumento superior a 60%, penalizando todas as famílias, independente de classe social. Claro que esse peso é sempre maior para aqueles que têm uma menor renda, pois a inflação para este segmento no mês de março foi de 1,64% contra 1,32% do IPCA do mesmo mês.
- É preciso reeducar-se no que se refere à utilização de energia para não ficar sofrendo com a corrosão salarial em um item tão importante, praticamente, com atendimento universal em todos os domicílios. É comum ver luminárias ligadas, ao mesmo tempo, fora de hora queimando recursos não renováveis, pois a alta da energia neste período tem uma causa provocada pela crise hídrica fazendo com que a produção de energia, a base de hidrelétricas, não atenda a demanda em função do baixo volume de água dos reservatórios que movem as turbinas das principais hidrelétricas do Brasil - informa o secretário de Controle Orçamentário e Auditoria, Suledil Bernardino.
Para substituir este modelo de produção de energia, o governo teve que utilizar-se da produção de energia à base de termoelétricas, movidas a gás ou diesel, cujo custo é extremamente superior à produção em hidrelétricas. "A Prefeitura de Campos implantou em maio de 2013 uma central de custos para monitorar as contas de combustível, água, luz e telefone, cujo orçamento anual ultrapassa a casa de R$ 50 milhões".
-Neste momento, estamos revendo as luminárias das nossas quadras poliesportivas, do prédio da sede da prefeitura, da sede da Secretaria de Obras, já iniciamos a implantação de sensor presencial na Escola Municipal Modelo João Goulart, além de já contar em alguns setores da prefeitura sem prejudicar a qualidade do serviço e, consequentemente, os usuários -explica o secretário.
Suledil afirma, ainda, que a perspectiva da reversão deste quadro se dará a médio e longo prazos, pois o processo educacional e a mudança de hábitos culturais é lento, "mas nem por isso deve ser motivo de parar de lutar por essa transformação tão importante para a vida de cada cidadão e da cidade que vivemos", finaliza.