8/1: Quem é o empresário que virou réu, apesar de PF não ter provas

Relatório da PF concluiu que empresário de Itatiba, em São Paulo, não cometeu crimes nos atos antidemocráticos de 8/1; STF aceitou denúncia


  • 21/08/2024, 15h14, Foto: Divulgação.

O empresário Jeferson Mattos, que teve a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do processo de 8 de Janeiro, é de Itatiba, município que compõe a região metropolitana de Campinas.

Conforme mostrou a coluna, Jeferson foi denunciado mesmo com parecer contrário da Polícia Federal. Segundo relatório do órgão, não foi constatado nenhum crime praticado por ele nos atos golpistas de 8 de janeiro. (Leia mais abaixo)

Concluiu a PF haver “ausência de vestígios mínimos que indiquem outras práticas criminosas como atos de financiamento ou coleta de valores via doação ou congênere”.

“Não foram localizados, ao longo da investigação, outros elementos que indiquem a prática criminosa dos atos antidemocráticos, ora investigados, especialmente no que tange ao núcleo incitador/vândalo”, escreveu a PF.

A PGR, contudo, enviou ao STF uma manifestação oposta. Denunciou Mattos por cinco crimes: associação criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração do patrimônio tombado.

Jeferson, que é proprietário de um estabelecimento de alumínios, foi a Brasília acompanhado de outros dois empresários da cidade, que trabalham com calçados e móveis.

O trio se gravou na manifestação, mas apenas gritando palavras de ordens e não foi constatado nenhum ato de violência ou vandalismo praticados por eles. (Leia mais abaixo)

Jeferson Mattos foi preso em março de 2023 e ficou nove meses detido preventivamente. Desde dezembro do ano passado, cumpre medidas cautelares.

Durante a investigação, a PF não obteve provas de que Mattos trocou mensagens de preparação para os atos golpistas, invadiu as sedes dos Poderes ou carregou alguma arma.

O empresário foi alvo de busca e apreensão em março do ano passado, pouco antes de ser preso, e prestou depoimento negando qualquer irregularidade.

Fonte: Metrópoles



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