Vídeo ao final das informações - Policiais civis da 134ª Dp/Centro, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária de Campos, prenderam em flagrante, na tarde desta segunda-feira (22), a proprietária de uma clínica de estética localizada na Lapa. A mulher é acusada de manter em depósito medicamentos fora da validade e de administrar fármacos para emagrecimento de forma irregular.
De acordo com a Polícia Civil, a ação ocorreu por volta das 12h, após denúncias encaminhadas à Vigilância Sanitária na última semana. O órgão recebeu informações anônimas de que a clínica estaria oferecendo tratamentos para emagrecimento utilizando o medicamento Mounjaro, cujo rótulo estava em idioma estrangeiro, levantando suspeitas sobre a legalidade da importação. (Leia mais abaixo)
A partir da denúncia, foi agendada uma diligência conjunta que se concretizou nesta segunda-feira. Durante a fiscalização, os agentes encontraram diversas irregularidades. Segundo a Polícia Civil, foram identificados produtos vencidos, sem indicação de fabricante ou importador e até mesmo medicamentos sem rótulo, impossibilitando a identificação de sua composição.
Demais disso, ainda restou constatado que a clínica utilizava um protocolo irregular de prescrição e administração do Mounjaro: os pacientes procuravam o estabelecimento com o intuito de iniciar tratamento para emagrecimento, eram atendidos pela proprietária — formada em enfermagem — e, após uma suposta prescrição médica, o medicamento era vendido e administrado no próprio espaço.
Essa conjunção de fatores, segundo os agentes, além de representar lesão à Economia Popular, também coloca em risco a Saúde Pública, especialmente porque a clínica possuía mais de 25 mil seguidores nas redes sociais, o que ampliava o alcance de sua atuação irregular.
Frente ao exposto, os materiais apreendidos e a proprietária foram conduzidos até a 134ª DP, onde os fatos foram apresentados à autoridade policial de plantão para a formalização dos atos de polícia judiciária de praxe.
A ação foi coordenada pelos delegados Carla Tavares, Caetano Neto e Giordano Barreto. A investigação prossegue para identificar possíveis vítimas e fornecedores dos medicamentos irregulares. A Vigilância Sanitária interditou o estabelecimento até que todas as medidas cabíveis sejam adotadas. (Leia mais abaixo)