
Veja vídeo ao final das informações - A ex-governadora do Rio e ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, registrou queixa na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM/Campos), no início da tarde desta segunda-feira (14/08), contra o ex-presidente da Câmara Municipal, Marcos Bacellar. Acompanhada do advogado Paulo Roberto e da ex-vereadora Linda Mara, a ex-prefeita disse que se sentiu ofendida por Bacellar durante um vídeo publicado neste domingo nas redes sociais, durante o qual o ex-presidente da Câmara e pai do deputado e presidente da Alerj Rodrigo Bacellar cita tanto ela quanto o ex-governador Garotinho. As declarações de Marcos Bacellar foram feitas após Garotinho divulgar um vídeo, no qual faz denuncias contra Rodrigo.
Em um dos trechos do vídeo, Marcos Bacellar diz: “...Eu vou bater muito em um boi da Lapa e a sua mulher vaca...Vão apanhar igual a ladrão"... (Leia mais abaixo)
Ao ser abordada por repórteres, a ex-prefeita disse que vai dar declarações após prestar depoimento na unidade policial.
OPOSIÇÃO ROMPEU PACIFICAÇÃO - O clima entre os políticos das famílias Garotinho e Bacellar esquentou após a votação, na semana passada, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na Câmara de Campos, quando houve aprovação para que o prefeito Wladimir remaneje apenas 10% dos recursos em 2024, quando o acordado seria de 20%. Com essa posição dos vereadores oposicionistas, a pacificação entre os dois principais grupos políticos de Campos parece ter mesmo ficado comprometida.
No ano passado, o prefeito Wladimir Garotinho e o deputado estadual Rodrigo Bacellar anunciaram um pacto a fim de selar a paz para por um fim nas hostilidades entre os dois grupos. Entretanto, a decisão do presidente da Câmara Municipal de Campos, Marquinho Bacellar, de votar e aprovar a LDO 'amarrando' o governo, pode ter decretado o rompimento unilateral da pacificação com o prefeito Wladimir.
Após anunciar a paralisação dos trabalhos na sessão para uma consulta à Procuradoria Jurídica da Câmara, o presidente do Legislativo decidiu atender um pedido de questão de ordem do vereador Rogério Matoso (União), que argumentou:
Marquinho alegou estar baseado no artigo 375 do regimento interno da Casa e submeteu a votação ao plenário que aprovou o projeto da LDO e outros projetos com as emendas por 13 votos. (Leia mais abaixo)
A bancada governista propôs uma suplementação de 20% para o Executivo, mas foi rejeitada pelos mesmos 13 vereadores presentes ao plenário.
A suplementação orçamentária é um acréscimo de despesa, reforço orçamentário autorizado pelo Legislativo a fim de ajustar o orçamento disponível aos objetivos a serem atingidos pelo Governo em áreas onde, eventualmente, houver insuficiência de recursos.
O líder do governo na Câmara, Álvaro Oliveira (PSD) classificou como “teatral” e um “equívoco bizarro” a votação. “Do ponto de vista prático, é um equívoco bizarro. Viola o regimento interno em vários artigos. Fizeram um belo teatro. O que foi votado é uma tentativa de inviabilizar o governo do prefeito Wladimir Garotinho”. VEJA VÍDEO ABAIXO.