Novas imagens mostram o cometa interestelar 3I/ATLAS expelindo um jato de poeira e gás em direção ao Sol. Os registros foram capturados em 2 de agosto pelo Telescópio Gêmeo de Dois Metros (TTT), do Observatório de Teide, na Espanha. As fotografias foram divulgadas em 15 de outubro em um site de monitoramento de objetos.
O objeto espacial que vem de fora do Sistema Solar foi detectado em junho e posteriormente confirmado pela Nasa como um cometa. Com entre 5 e 11 km de diâmetro, o 3I/ATLAS é considerado o maior e mais antigo a passar próximo à Terra, podendo ser datado de até antes do nascimento do Sol. Ele é originário de um sistema estelar ainda desconhecido. (Leia mais abaixo)
Com algumas peculiaridades, uma pequena parte da comunidade científica afirma que o objeto é uma nave alienígena. Por outro lado, grande parte dos cientistas refutam a ideia, destacando que o 3I/ATLAS tem todas as características de um cometa e apenas é um exemplar mais veloz. Como mostram as novas imagens, expelir jatos é um comportamento esperado para corpos celestes.
Jato do cometa - Na fotografia, os cientistas identificaram o núcleo e o jato saindo do cometa e apontado para o Sol. Também foi possível observar a nuvem de gás brilhante ao redor do objeto. Ao todo, foram combinadas 159 exposições, com 50 segundos de duração cada, para formar a imagem final. (Leia mais abaixo)
Os cometas são feitos de gelo, poeira e rochas. Ao se aproximar do Sol, a parte mais afetada pelo calor aquece. Caso o pedaço atingido tenha gelo, ele poderá passar do estado sólido para gasoso e escapar com força, formando o jato.
“Os jatos estão apontando para a direção do Sol e a cauda do cometa na direção antissolar. Isso é comum”, explica o astrofísico Miquel Serra-Ricarto, do Observatório de Teide, em entrevista ao portal Live Science. De acordo com a estimativa do especialista, o jato tem o comprimento de cerca de 10 mil km, sendo composto principalmente de poeira e dióxido de carbono (CO2). (Leia mais abaixo)
No início do mês, o 3I/ATLAS passou por Marte e deve chegar mais próximo do Sol na próxima quarta-feira (29/10). O cometa só voltará a ser visível para a Terra em meados de novembro. Assim que reaparecer, os cientistas observarão as mudanças do objeto e seu jato após passar perto da estrela central.
Fonte: Metrópoles (Leia mais abaixo)