Da Redação do Campos 24 Horas
Nas últimas eleições, seus votos não foram computados pela Justiça Eleitoral em razão de ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mesmo assim, o ex-prefeito de Campos, Arnaldo Vianna (PEN), declarou, nesta quarta-feira (20), ao Blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, hospedado no site da Folha da Manhã, que será candidato a prefeito e conta com o apoio do filho Caio Vianna (PDT) que tem se anunciado também como pré-candidato à prefeitura.
“Vou disputar a eleição para prefeito. Mas é muito pouco provável que haja uma disputa de pai para filho. Tenho certeza que, quando chegar a hora, Caio (Vianna) vai se engajar na minha campanha. Seria até melhor para ele, no sentido de adquirir experiência, do que já querer começar se lançando a prefeito”, disse Arnaldo ao blog.
Arnaldo disse que hoje teria “90% dos problemas jurídicos resolvidos”. Quantos aos outros 10%, ele disse que resolverá até a convenção. Caso contrário, ele disse que não mais concorrerá sub judice. “É muito desgastante”. (Leia mais abaixo)
Arnaldo se filiou ao PEN porque a direção regional do PDT desistiu de mantê-lo na disputa eleitoral e decidiu este ano apostar em seu filho, em razão do ex-prefeito ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa e as seguidas condenações de Arnaldo em várias decisões colegiadas de diferentes tribunais.
Nas últimas eleições, os votos do ex-prefeito sequer foram computados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).
As decisões contra Arnaldo se devem a uma série de irregularidades de seus governos à frente da prefeitura de Campos. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma lista de 6.700 políticos ou gestores com contas rejeitadas.
Entre esses nomes está o de Arnaldo Vianna, por irregularidades na aplicação de recursos federais quando prefeito.
PENDENCIAS - Além de pendências no TCU, o ex-prefeito teve condenações também no Tribunal Regional Eleitoral (TER-RJ), Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e Tribunal de Juustiça do Estado do Rio (TJ-RJ), além de suas contas rejeitadas pela Câmara Municipal. (Leia mais abaixo)
Seu governo foi marcado por uma série de escândalos, inclusive a CPI dos Shows, instalada na Câmara de Vereadores, que resultou de contratações superfaturadas de artistas para espetáculos no Teatro Municipal Trianon.