VEJA VÍDEO: Família acredita na inocência de Nelson Nahim no caso “Meninas de Guarus”

Família de político comenta trechos em que ele foi citado durante as investigações


(Atualizado em 15/07/2016    às  11h57  ) Publicação em 14/07/2016   18h57   |   Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas VEJA VÍDEO - FILHO DE NELSON NAHIM FALA SOBRE DEPOIMENTOS: família nahim 8 família nahim 10família nahim 11A família do ex-vereador Nelson Nahim passa por um pesadelo desde que ele teve o nome envolvido no Caso Meninas de Guarus. Familiares  acreditam na sua inocência e dizem que ele foi condenado a 12 anos de prisão  por um crime que não cometeu. Na manha desta sexta-feira(15), Helio Montezano, o Alemão(filho), Nélia Nahim(esposa), Francisco Matheus(irmão) e Lucas(genro), concederam uma entrevista coletiva, no Hotel Ramada, em Campos, e citaram trechos dos depoimentos de uma testemunha e de uma das vítimas do caso. Segundo os familiares, Nahim não estava em Campos no dia em que é atribuída a ele a coação de uma testemunha. Além disso, uma vítima teria reconhecido Nahim através de foto. Porém, em seguida, teria voltado atrás. "Não vou falar do caso meninas de Guarus, e sim falar do caso Meninas de Guarus relacionado a Nelson Nahim. Primeiro, deixar claro que todo processo se baseou em uma testemunha e uma vítima", disse o empresário Hélio Montezano, o Alemão, seu filho. FILHO COMENTA DEPOIMENTOS Hélio Monteno comentou alguns pontos da investigação nos quais seu pai foi citado. E o que mais chama a atenção é o que uma das vítimas declara que nunca teria feito programa com Nahim. O filho de Nahim frisa que o inquérito é baseado em três depoimentos:  uma das meninas, uma conselheira tutelar e um policial. Todavia, somente a menina cita o nome de Nahim. De acordo com Hélio, o primeiro depoimento da menina à polícia foi prestado na madrugada do dia 28 de maio de 2009, e não citou seu pai. No mesmo dia, porém, às 11h52, ela retorna a 146ª DP/Guarus, e declara  que ouviu dizer que uma colega, também vítima, fazia programas com Nelson Nahim. Hélio  explica que uma testemuna prestou depoimento ao Ministério Público, em Campos,  e afirmou que teria visto Nahim buscar outra menina de carro, no motel situado em Custodópolis, onde as vítimas eram mantidas em cárcere privado. Segundo o filho, a mesma testemunha mudou seu depoimento  no Ministério Público, no Rio de Janeiro, dizendo que não teria reconhecido as fotos de Nelson Nahim. COAÇÃO Hélio Montezano revela que a testemunha disse ter sofrido uma coação praticada por Nelson Nahim em 13 de dezembro de 2010. “Nessa data, meu pai estava no Tribunal de Contas, no Rio de Janeiro, cumprindo exigências do cargo de prefeito, que ele ocupava na época”, disse. Hélio mostra trechos de novo depoimento da testemunha em que ela muda, novamente,  a versão sobre a suposta coação, e afirma que foi alguém a mando de Nahim que cometeu a coação. (VEJA NO VÍDEO ACIMA TUDO QUE FOI DITO PELO FILHO DE NELSON NAHIM) IRMÃO “Não acredito em hipótese alguma que meu irmão esteja envolvido.  Será que as provas colhidas foram suficientes para ensejar uma prisão preventiva? Será que essa prisão preventiva aconteceu por conta de que? Eu não sei. Eu não conheço caso semelhante. Em 24 anos atuando como oficial de justiça, eu não conheço caso semelhante. Mas, eu acredito firmemente na independência do Poder Judiciário. Acredito que vai se fazer justiça. Mas, agora eu pergunto: como reverter aquilo que foi feito em relação a um homem  público? É isso que deixa a gente magoado, questionando o porquê”, disse Francisco Matheus Montezano, irmão de Nahim. O CASO De acordo com a Justiça, o caso "Meninas de Guarus" diz respeito a exploração sexual de adolescentes que foram mantidas em cárcere privado. Os condenados são políticos, donos de farmácia e de motel e policiais, além de um professor de música. NAHIM ALEGA INOCÊNCIA Nahim coletiva capa 6Antes de ser condenado, Nelson Nahim convocou uma entrevista coletiva para se defender.  A entrevista aconteceu em novembro de 2014. Acompanhado da mulher,  dos filhos e do seu advogado, o ex-presidente da Câmara Municipal e da Fenorte falou sobre o caso. Ele teve prisão decretada por 30 dias e foi preso por acusação de envolvimento no caso. Ocorre que, seu advogado conseguiu um habeas corpus no Tribunal de Justiça e ele saiu da prisão para responder o processo em liberdade. Na ocasião, após conseguir liberdade, o ex-vereador alegou inocência e afirmou que nunca foi ouvido no inquérito policial do caso. Destacou ainda não ter sido reconhecido por nenhuma das pessoas que deram depoimento durante a investigação. Após a sentença do caso, Nahim voltou a ser preso no dia 9 de junho deste ano, visto que foi condenado a 12 anos de prisão. Todos os acusados condenados ainda podem recorrer da sentença. Condenados: Leilson Rocha da Silva – 31 anos e 1 mês de prisão Ronaldo de Souza Santos – 31 anos e 1 mês Thiago Machado Calil (Ex-vereador) – 25 anos e 8 meses Fabricio Trindade Calil (Ex-vereador) – 25 anos e 8 meses Renato Pinheiro Duarte – 14 anos Nelson Nahim Matheus de Oliveira (Ex-presidente da Câmara de Vereadores) – 12 anos Fabio Lopes da Cruz – 8 anos Dovany Salvador Lopes da Silva – 8 anos Gustavo Ribeiro Poubaix Monteiro – 8 anos Robson Silva de Barros Costa – 8 anos Marcos Alexandre dos Santos Ferreira (Ex-vereador) – 7 anos Cleber Rocha da Silva – 6 anos e 6 meses Jayme Cesar de Siqueira – 6 anos Sergio Crespo Gimenes Junior – 1 ano e 6 meses  



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