14/07/2016 11h13 | Foto: Campos 24 Horas e PMCG
Postado por: Fabiano Venancio
A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), afirmou na manhã desta quinta-feira (14) que não teve alternativa se não decretar intervenção em empresas de ônibus que operam na região da Baixada Campista por mau atendimento aos passageiros.
“Não tive alternativa. Não faltou diálogo com as empresas, para as quais levamos por diversas vezes reclamações que nos chegavam dos usuários. Eles pediram prazos, e nós atendemos. Depois pediram que déssemos outro, prazo. Nós atendemos à solicitação. Mas chega um momento em que não dá mais”, disse Rosinha, ao participar do programa Fala Garotinho, na Rádio Diário FM, apresentado pelo secretário de Governo, Anthony Garotinho, seu marido.
“A equipe interventora já se encontra nas garagens tomando as devidas providências formais de praxe que o caso requer para, já nas próximas horas, buscar uma melhora no serviço. Vamos pagar os salários dos funcionários, onde estejam atrasados e colocar os coletivos na rua. Não é possível que a população seja prejudicada pela falta de ônibus, enquanto as empresas mantêm os veículos nas garagens”, disse a prefeita.
Durante o programa, Rosinha trocou impressões com Garotinho e esmiuçou a situação para a população. “Tem empresa que está atrasando salários de funcionários, alegando que a prefeitura não repassa o dinheiro dos subsídios. Não é verdade porque os repasses estão em dia. Só nos últimos sete anos, a partir da implantação da passagem a R$ 1,00, foram repassados mais de R$ 300 milhões às empresas de ônibus para complementar o valor real do preço da passagem, que é de R$ 2,75”, lembrou Garotinho.
Rosinha lembrou que a prefeitura contribuiu na renovação da frota com a aquisição de 85 ônibus novos paras empresas que estavam em dificuldades, através de financiamento do Fundecam, mas há empresas que tem retido esses ônibus nas garagens, utilizando ônibus velhos.
A prefeita reiterou que a prefeitura tem buscado manter uma relação de diálogo com as empresas. “Demos também novos prazos para o pagamento do financiamento do Fundecam. O refinanciamento foi feito, mas algumas dessas empresas não tem cumprido os seus compromissos com a população que não pode ser prejudicada”, declarou.
Pelo projeto Campos Cidadão (da passagem a R$ 1,00) uma parte da frota de novos ônibus deveria estar climatizada, por veículos equipados com aparelhos de ar refrigerado, outra exigência que algumas empresas não tem cumprido.
A prefeita também abordou a enorme extensão territorial do município de Campos. Rosinha lembrou que, caso não fosse implantado o programa da passagem a R$ 1,00, o morador de localidades mais distantes como Santo Eduardo ou Farol de São Thomé estaria pagando R$ 18,00 pelo preço da tarifa.
“Imagine se uma pessoa que mora nessas localidades tivesse necessidade ou urgência de visitar um parente num hospital ou mesmo trabalhar em Campos... Teria que desembolsar R$ 36,00 num dia, fora a alimentação”.
A prefeita também não descartou a medidas igualmente drásticas em outras empresas e consórcios que operam em outras linhas, caso haja necessidade.

AGENCIA REGULADORA - No mês de junho, Rosinha enviou projeto de lei à Câmara Municipal, aprovado pelos vereadores, que cria a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Campos dos Goytacazes.
De acordo com o vereador Mauro Silva (PSDB), líder do governo na Câmara, “a agência terá por finalidade formalizar e tornar mais ágil a resolução de reclamações de usuários e ao mesmo tempo fiscalizar a eficiência das empresas de transporte coletivo, limpeza pública, além das concessionárias que operam no fornecimento de água e luz, entre outros serviços concedidos”.