13/07/2016 09h56 | Foto: Campos 24 Horas

Luís Roberto Cruz Viana, conhecido como “Bireca” foi julgado no Plenário do Tribunal do Júri do Fórum Maria Tereza Gusmão, nesta terça-feira (12) e a 17 anos e nove meses de prisão pelo assassinato do vigia João Carlos Vieira, de 56 anos. Familiares e amigos estiveram presentes no julgamento, trajando camisas brancas com as palavras “Justiça” e “Luto”. Bireca confessou o crime e disse ter atirado após ter sofrer ameaças da vítima.
O crime
No dia do crime, a Polícia Militar informou que a vítima foi baleada em frente a um estacionamento onde trabalhava. João teria discutido com o acusado do crime, porque presenciou o ex-presidiário batendo em sua mulher. O ex-presidiário teria dito “você não tem nada com isso, a mulher é minha”, tendo João dito de iria denunciá-lo à polícia. A discussão teria ocorrido na última sexta-feira (19).
João foi socorrido pela equipe médica do Corpo de Bombeiros em estado grave e levado para o Hospital Ferreira Machado (HFM), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo populares, o autor dos tiros fugiu a pé pela Rua Sacadura Cabral, atrás do condomínio Formosão.
A prisão
Após denúncia anônima de que o acusado estava escondido em uma residência no Parque Guarus, policiais militares procederam ao local. O acusado resistiu a prisão, mas diante de um trabalho de inteligência, conseguiram prendê-lo.
Num gesto de união, policiais militares do 8º BPM que participaram da prisão deram as mãos(foto abaixo) no pátio da 134ª DP/Centro. “Somos da família do 8º BPM e juntos atuamos”, disseram os militares, de mãos dadas.
A vítima, que é irmão de um sargento do 8º BPM, morreu na tarde de sábado (21), no Hospital Ferreira Machado (HFM). Ele levou dois tiros, sendo um na face e outro na cabeça.