Suledil: Governo Federal não para de fazer gastos

ARTIGO


02/07/2016    00h12 SULEDIL-CAPASuledil Bernadino_______________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Quem acompanhou o noticiário desta semana, pode perceber que o presidente interino, Michel Temer, anda ansioso para ter apoio popular. O objetivo é “legitimar” o seu mandato conquistado à base do impeachment, gerado a partir de um pacto político entre o principal partido da base de sustentação do governo Dilma, o PMDB, e a oposição, capitaneados pelo PSDB e DEM. O reajuste do Bolsa Família, superior ao que tinha sido dado pela presidente Dilma, é mais uma prática de caráter fisiológico pela busca do apoio popular.  O reajuste não surpreendeu especialistas em contas públicas. Foi recebido como mais uma benesse no conjunto de concessões que o governo vem fazendo, desde que assumiu em 12 de maio e que, contabilizadas todas as benesses,  já somam R$ 125,4 bilhões em gastos e renúncias fiscais, com impactos até 2018. Enquanto isso, a reforma previdenciária não sai do campo do debate e outras reformas. O que o governo está demonstrando na prática é que a história de austeridade fica adiada mais uma vez, aguardando uma “conjuntura” favorável, do ponto de vista político, que não vai acontecer tão cedo porque os desdobramentos da operação Lava Jato vêm abalando os alicerces dos políticos, que construíram as suas carreiras de forma patrimonialista, visando enriquecimento pessoal em detrimento do interesse público. Grande parte da classe política só pensa em fazer negócios. Daí, a disputa acirrada entre partidos e políticos para indicar “amigos” para ocupar diretorias financeiras em órgãos estratégicos do governo federal. Enquanto isso, perdem o sono empresários sérios, ameaçados de quebrarem suas empresas, diante da crise econômica. Também os trabalhadores não conseguem dormir em paz porque, a cada dia, não para de crescer o desemprego em nosso país.



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