20/06/2016 07h13 | Foto: Divulgação

Mesmo já tendo seu acordo de delação premiada homologado na Operação Lava Jato e devolvido R$ 100 milhões aos cofres públicos, a empreiteira Carioca Engenharia voltará a depor, pois segundo os investigadores, cometeu omissões.
A acusação de que pode ter omitido informações em seus depoimentos rendeu uma multa de R$ 10 milhões à companhia. Agora, o foco principal dos investigadores mira dois personagens: o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e seu ex-secretário de Governo, Wilson Carlos, segundo informou a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Os dois já haviam sido citados antes em delação da Andrade Gutierrez por receberem propina em obras no Rio de Janeiro, e por Paulo Roberto Costa, que apontou R$ 30 milhões em propina por superfaturamento no Comperj.
No último dia 9, o Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu, por unanimidade, criar uma nova força-tarefa da Lava Jato. O novo grupo ficará no Rio de Janeiro sob a coordenação do procurador José Augusto Vagos.
A nova força-farefa vai cuidar de assuntos como a propina para o Maracanã e o Arco Metropolitano, revelada pelos Executivos da Andrade Gutierrez, tendo como alvos Sérgio Cabral e o governador licenciado Luiz Fernando Pezão (PMDB).