Clássico de situações opostas e ingredientes especiais no Aryzão

O Alvianil luta para fugir do rebaixamento, enquanto o Alvinegro quer chegar à semifinal deste Campeonato Estadual da Série B(Taça Corcovado)


12/06/2016  07h12  |   Foto: Campos 24 Horas/arquivo AmericanoXPortuguesa_FilipeLemos-8Postado por: Fabiano Venancio Quiseram os deuses do futebol que o maior clássico do interior do Estado, entre Goytacaz e Americano, no Aryzão, às 15 horas, tivesse neste domingo ingrediente especial:  O Alvianil da Rua do Gás luta para fugir do rebaixamento, enquanto o Alvinegro do Parque Tamandaré quer chegar à semifinal deste Campeonato Estadual da Série (Taça Corcovado), além de que, se vencer a partida, se garantirá no triangular final. Para o Goytacaz, portanto, um jogo de vida ou morte. Uma derrota pode representar sua queda à Série C (terceira divisão) do futebol do Rio. Um empate, portanto, serve. O mesmo resultado pode servir para o Americano continuar sua briga para retornar à divisão principal do futebol estadual. O Goytacaz vem de um empate com o Barra da Tijuca, em 1 a 1, em jogo disputado quarta-feira última, no estádio de Moça Bonita (Bangu). Com o resultado, o Alvi-anil precisa, no mínimo de um empate no clássico deste domingo para garantir sua permanência na série B. Já o Americano obteve importante resultado na última rodada, ao vencer o Audax, por 1 a 0, em Cardoso Moreira. O resultado levou o Alvi-anil para mais próximo das semifinais da competição. Série B Goytacaz x Barra da Tijuca no Estádio Ary de Oliveira E Souza - (36)Por causa do preço dos ingressos, a diretoria do Americano abriu mão de suas entradas e a partida no Ary de Oliveira e Souza terá apenas torcedores do Goytacaz. A entrada para o clássico vale R$ 50,00; meia entrada, R$ 25,00 para estudantes e idosos. O volante Joelzinho comemorou este fato (jogo de uma torcida só) e pediu apoio maciço dos torcedores do Goyta para a equipe chegar à vitória, o que livraria o clube do rebaixamento. “Ficou para a última rodada. Mas nós que vamos jogar em casa e peço a presença da torcida para empurrar a equipe, o que nos dará um bom incentivo para fazermos um belo trabalho, conseguir os três pontos para manter o clube na Série B e , no próximo ano, tentar subir para a elite, o que é o mais importante - ressaltou o volante Joel. No banco de reservas, será um jogo decisivo para o técnico Ricardo Bóvio, que pode aparecer também no gramado ajudando seus companheiros no Alvi-anil, a exemplo do que ocorreu contra o Barra da Tijuca. De um outro lado, o treinador João Carlos espera somar neste clássico mais um trunfo para consolidar o seu bom trabalho à frente do Alvinegro. torcida goytaRIVALIDADE CENTENÁRIA – Além destes atrativos especiais, para apimentá-lo ainda mais, trata-se de um clássico de rivalidade centenária. Goytacaz e Americano sempre foi sinônimo de disputas épicas e por demais acirradas. Em mais de 100 anos de história, este é o clássico de número 202. Segundo a enciclopédia Wikipedia, o primeiro confronto do clássico ocorreu em, 1914, em vitória do Goytacaz por 4 a 2. No antigo Campeonato Campista, o Americano soma 27 títulos e o Goytacaz com 20 títulos. Nos campeonatos do antigo Estado do Rio  antes da fusão com, o Estado da Guanabara, o Americano foi campeão estadual em 5 ocasiões e o Goytacaz em 5. Nos anos 40 e 50, nos tempos do saudoso Campeonato Campista (o único certamente municipal de futebol profissional disputado no país), era comum o Goytacaz vencer do Americano, no Aryzão (à época chamado de Estádio da Cidade) ou na casa do Americano no campo da Rua São Bento (atual Barão de Miracema, próximo à delegacia do Centro). Depois, até a primeira metade dos anos 60, o Goytacaz bicampeão fluminense ainda mandava no futebol da planície goitacá. Eram os tempos do Goyta de Carlos Augusto, Dudu, Chico Preto, Ronaldo e Rodoval, o extraordinário goleiro Zé da Ilha. PARQUE DE DIVERSÕES - Depois, no estádio Godofredo Cruz, no Parque Tamandaré, a torcida alvi-anil passou a denominar ironicamente o local de “nosso parque de diversões”, após uma sequência de vitórias do Azul na casa do rival. No entanto, a partir da segunda metade da década de 60, surge o embrião do timaço que viria conquistar o inédito título do Eneacampeonato campista. Era a o começo da supremacia do esquadrão comandado por Adalberto, Paulo Roberto, César, Edinho Rangel, Messias, Zé Henrique e Joel, entre outros. SALÃO DE FESTAS - Então, a torcida do Americano passou a apelidar o estádio Ary de Oliveira e Souza de “nosso salão de festas”. Nos tempos atuais, os dois times estão numa fase bem distante dos gloriosos tempos em que disputavam o Campeonato Estadual, o Brasileiro, a Taça de Ouro e a Taça de Prata. Há alguns anos, estão fora das competições nacionais. ARBITRAGEM - A arbitragem será de Wagner do Nascimento Magalhães, tendo como assistentes Daniel do Espírito Santo e Diego Luiz Couto Barcelos.



fique bem informado