11/06/2016 08h03
Suledil Bernadino_____________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
O Governo do Estado do Rio de Janeiro vem passando por uma grave crise econômica decorrente da recessão em que vive o país, do alto grau de endividamento, nos últimos anos, e o crescimento da folha de pagamento bem acima da inflação.
Desde o final de 2015, o servidor público estadual vem vivendo dias de intranquilidade desde que aconteceu o parcelamento em cinco vezes da segunda parcela do décimo terceiro. A mudança do calendário de pagamento do Estado foi a gota d’água para por o servidor estadual de pires na mão.
Para o pagamento referente ao mês de maio, o governador Dornelles acaba de anunciar novo parcelamento. Muito complicada a fórmula adotada, que confunde ainda mais a cabeça do servidor. No serviço público, a estabilidade tornou-se o sonho de consumo da maioria dos trabalhadores brasileiros, haja visto o grande número de pessoas que se inscrevem em centenas de concursos públicos realizados em todo o país.
Agora, inesperadamente, diversos estados e prefeituras encontram-se parcelando ou atrasando pagamentos. O símbolo da estabilidade está em xeque pela brutal crise econômica pela qual passam as finanças públicas nas três esferas de poder. Quem não se preveniu para a crise, está passando por uma turbulência maior.
A Prefeitura de Campos, por ter tomado medidas de contenção de despesas ainda o final de 2014, tem sido uma das exceções entre os municípios do nosso Estado. A prefeitura já investiu mais de R$ 350 milhões em pagamentos aos seus servidores ativos e inativos e encontra-se rigorosamente em dia, além de conceder neste mês de junho um reajuste de, aproximadamente, 10%.
As principais lideranças que representam o comércio varejista de Campos reconhecem que o pagamento dos servidores da prefeitura em dia tem sido a principal fonte de manutenção das vendas do setor lojista, aquecendo a economia local. Vale o refrão da música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.