19/05/2016 10h53 | Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas


A Avenida 28 de Março foi interditada na manhã desta quinta-feira (19), durante um ato de professores e alunos da rede estadual, em frente Instituto Estadual de Educação Professor Aldo Muylaert (Isepam).
Os manifestantes relatam o descaso do governo do Estado em relação aos movimentos e ocupação das instituições. Além disso eles alegam que não há condições de retomar às aulas devido a precariedade das escolas.
O aluno do 3º ano, Douglas Barreto (
foto ao lado), disse ao
Campos 24 Horas, que o colégio sofre com falta de professores, de merenda, kits de emergência e de extintores de incêndio para a segurança de alunos e professores. "A escola está com fiação elétrica precária e em toda a escola só há três extintores", disse o estudante.

Douglas relata ainda que, mesmo que as aulas retornem, os alunos do Isepam não têm condições de ter aulas, já que a escola não tem professores para suprir.
A professora e diretora do Sindipe (Sindicato dos Profissionais da Educação) - Faetec, Victória Carogion, o ato está sendo realizado pelos alunos com apoio dos professores. Segundo ela, a escola tem carência de seis professores. Além de outros problemas de falta de estrutura.
Victória disse que ontem (18/05) houve uma audiência de conciliação, no Rio de Janeiro, em relação a greve, que completa 79 dias. " O juiz deu 48 horas para que o sindicato chamasse uma assembleia extraordinária, que deve acontecer amanhã, às 14h, para que a categoria avalie a proposta apresentada. Amanhã será decidido se a greve termina ou se vai continuar", explicou,

Ainda de acordo com a professora, hoje está prevista uma reunião dos alunos dos grêmios estudantis com o presidente interino da Faetc, Ubirajara Cabral, às 16h.
Victória destaca que se a greve terminar e o movimento de ocupação permanecer, vai dificultar o retorno das aulas."O movimento de ocupação é um movimento estudantil, que é paralelo a greve, são dois movimentos distintos', finaliza.