Trem Bala segura o Fogão e é bicampeão invicto

O time de Jorginho jogou com o regulamento debaixo do braço e ficou com a taça


08/05/2016    18h01    |    Foto: Divulgação 13177836_10157015507470454_6991428022757918090_nUm título inquestionável, invicto, de um time organizado e identificado com a cruz-de-malta e a torcida. O Vasco soltou o grito de "é campeão" e faturou o Campeonato Carioca de 2016, neste domingo, no Maracanã, ao empatar com o Botafogo: 1 a 1 (venceu o primeiro jogo da final por 1 a 0). Foi um bicampeonato especial, histórico pela invencibilidade - feito que não acontecia desde 1992. Pela 24ª vez, o Rio tem o Vasco como dono.

O técnico Jorginho é um capítulo especial deste título, o primeiro dele à beira do gramado no Brasil. Ele assumiu o time em 2015 com o objetivo de salvá-lo do rebaixamento para a Série B. Não foi possível, mas a semente foi plantada. A conquista coroa o trabalho do treinador e do elenco.

O Vasco não tem um herói, tem um time que valoriza o coletivo. A conquista do Carioca mostra isso. Riascos, Andrezinho, Jorge Henrique e Rafael Vaz, todos decisivos em algum momento, sempre com o toque de talento de Nenê - foi dele a assistência para o gol. (Leia mais abaixo)

O vice-campeonato não apaga a campanha do Botafogo, um time remontado e que mostra valor, com padrão de jogo e consistência. Falta acertar o terço final, como avalia Ricardo Gomes.

O Vasco volta a campo na quarta-feira, para o primeiro duelo com o CRB, pela segunda fase da Copa do Brasil. O jogo será no Rei Pelé, às 21h45. O próximo compromisso do Fogão também é pela competição nacional. Na quinta-feira, às 19h15, encara o Juazeirense.

O jogo A final começou eletrizante. O Vasco logo envolveu o Botafogo e chegou com Riascos. Porém, o chute do colombiano saiu sem força, para defesa tranquila de Jefferson. A resposta do Fogão foi imediata. Gegê obrigou a Martín Silva a se virar e espalmar chute. O Botafogo precisou fazer uma mudança logo aos 21 minutos. Diogo Barbosa sentiu um problema muscular e deu lugar a Diego, que ocupou a lateral direita. Desta forma, Luis Ricardo foi deslocado para a esquerda. O início eletrizante se transformou em um clássico pegado, com muita reclamação, cartões e poucos momentos de emoção. O Botafogo procurava o ataque, mas encontrava dificuldade em criar. A aposta do Vasco era o contra-ataque, também sem sucesso. O "marasmo" só acabou na reta final do primeiro tempo, quando Bruno Silva pegou a sobra e chutou com força. Martín Silva espalmou. Com a etapa inicial sem gols, o Vasco foi para o intervalo mais perto do título. O Vasco voltou para o segundo tempo com Rafael Vaz no lugar de Luan, que sentiu a panturrilha esquerda. A estrela do Glorioso brilhou logo aos quatro minutos da etapa final. Diego cruzou na medida para Leandrinho. A cabeçada foi certeira, no ângulo: 1 a 0. O placar levava a decisão para os pênaltis. A estrela do Vasco brilhou na mesma moeda. Nenê, em cobrança de falta, colocou a bola na cabeça de Rafael Vaz. Ele deixou tudo igual: 1 a 1, devolvendo a vantagem ao Gigante da Colina. O Botafogo partiu para o ataque. Luis Ricardo parou em Martín Silva. Depois, Gegê errou o alvo. O Gigante da Colina se segurou e conquistou o título. De forma incontestável. (Via O Dia)



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