Articulador informal das negociações para tentar barrar na Câmara a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta segunda-feira no Rio para comandar uma megamanifestação contra o afastamento da presidente da República.
Ao lado do cantor e compositor Chico Buarque e de personalidades como o ator Wagner Moura e o teólogo Leonardo Boff, Lula espera reunir milhares de pessoas nos Arcos da Lapa em um protesto em defesa da democracia. Tanto a manifestação quanto a votação do impeachment de Dilma na Comissão Especial da Câmara estão previstas para começar às 17h.
Mas os esforços de Lula para salvar Dilma não se restringem a manifestações de rua. Apesar de ainda não ter assumido formalmente a Casa Civil, o ex-presidente montou um QG em hotel de luxo em Brasília, onde se reúne com presidentes e líderes de diversos partidos, além de deputados, senadores, governadores e até mesmo ministros de Estado. “O que você precisa para ficar com a gente?”, pergunta Lula, a seus interlocutores.
Além de traçar a estratégia para conseguir os 171 votos necessários para derrubar o impeachment no plenário da Câmara, Lula acompanha pessoalmente um mapa de potenciais votos dividido por Estados. (Leia mais abaixo)