02/04/2016 16h48 | Foto: Divulgação

Depois do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, afirmar que iria sugerir que a fosfoetalonamina, mais conhecida como pílula do câncer, fosse legalizada como suplemento alimentar, sociedades médicas criticaram a solução. Segundo o UOL, na visão delas, tal saída seria uma maneira de "camuflar" a substância, que acabaria sendo utilizada como medicamento por pacientes.
"Compreendo que o ministro e o próprio legislativo estejam sofrendo uma pressão muito grande, mas liberar um remédio como suplemento alimentar é uma forma de tentar passar ao largo de toda a experimentação científica a que essa substância tem de se submeter", afirmou Mauro Gomes Aranha de Lima, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).
A fosfoetalonamina sintética ainda não foi testada em humanos para saber se é eficiente no combate ao câncer, por esta razão está impedida de ter seu registro como medicamento pela Anvisa. Os primeiros resultados de pesquisas encomendadas pelo MCTI, ainda em laboratório, denotam que a molécula não tem efeito no tratamento.
Como a substância em pequenas doses não é uma substância tóxica, a aprovação dela como suplemento alimentar pela Anvisa seria facilitada, já que não necessita provar efeitos medicinais.
Se aprovada como suplemento, a pílula poderia ser vendida sem prescrição médica em estabelecimentos de produtos naturais e para atletas, como os que vendem a famosa Whey Protein. É proibida qualquer expressão que se refira ao uso para prevenir, aliviar ou tratar uma enfermidade nos suplementos.