28/03/2016 0h13 | Foto: Campos 24 Horas/arquivo

O secretario de Governo de Campos, Anthony Garotinho, em entrevista à Rádio Diário FM, repudiou veementemente divulgações de um jornal e um site de notícias de Campos que publicaram ou fizeram insinuações de que ele, Rosinha e Clarissa receberam dinheiro ilícito da Odebrecht. Segundo o ex-governador, os veículos de comunicação serão acionados judicialmente. Ele também se manifestou através de seu blog.
— Eles vão responder judicialmente, e a lei é clara quanto a isso e a penalidade é bem dura. Que eles arquem com as conseqüências. Não vamos permitir que nosso nome seja jogado na lama. Construímos nossa vida por serviços prestados à população e eles tentam confundir induzindo as pessoas ao erro — afirmou Garotinho.
Ele também criticou adversários políticos que se aproveitaram da situação para fazer as mesmas acusações ou insinuações.
— São pessoas que não tem uma história de vida ou o que tem o que apresentar a população que, de forma irresponsável e leviana, buscam difamar as pessoas. Vão ter que responder também judicialmente — , adiantou.
Comenta lista
— Existem três situações desta lista do grupo Odebrecht divulgada pelo juiz Sérgio Moro. Uma, trata-se das doações legais declaradas. Outra, as doações não declaradas, que é ilegal, o caso do caixa dois. A outra é propina. No meu caso, da Rosinha e de Clarissa, não há nenhuma ilegalidade. São doações legais, que inclusive constam no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ)—, declarou Garotinho na mesma entrevista concedida por telefone à Rádio Diário FM.
— A nossa doação é legal. Está rigorosamente dentro da lei. Quem não deve não teme, podem investigar o que quiser. Não se pode confundir doação eleitoral lícita, conforme determina a lei, com propina. Agora o juiz Sérgio Moro determinou o envio da lista para o Supremo Tribunal Federal, e em suas razões afirma que “notoriamente o grupo Odebrecht realizou doações eleitorais registradas nos últimos anos”. Em outro trecho, Moro afirma que “as planilhas não foram apreendidas no setor de Operações Estruturadas da Odebrecht (de propina), exemplo, aos agentes da Petrobras”—, explicou ainda Garotinho.
— Portanto, confundir pessoas honestas com quem agiu pensando nos seus interesses patrimoniais não é correto, nem justo. Aliás, quando as doações são feitas diretamente ao nome do candidato ou ao nome do partido é porque não há nada a esconder — , acrescentou.
O presidente regional do PR comparou também as situações entre os que receberam doações ilegais e os que levaram propinas ou recursos oriundos de caixa dois, cujos nomes aparecem ao lado de códigos (apelidos).
— Estranho são as doações feitas a pessoas que são escondidas por meio de apelidos, alguns deles notoriamente compreensíveis para quem conhece as figuras citadas. A lista de apelidos inclui políticos de todos os estados, e em todos estados existe também um grupo determinado como “históricos”, à frente do apelido. São aqueles, que segundo investigadores da Polícia Federal, recebiam uma espécie de mesada há anos, um tipo de mensalão — concluiu.