Suledil Bernadino: A dor do desemprego

A R T I G O


26/03/2016     00h22 suledil 2111 2Suledil Bernadino_____________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria A pior coisa que pode acontecer para um chefe de família é chegar na sua empresa, para mais um dia de trabalho, e receber a comunicação de que, a partir daquele momento, ele irá cumprir o aviso prévio, conforme determina a Lei Trabalhista. Neste momento de recessão, a dor do desemprego tem atingido a vida de milhares de brasileiros. Só no mês de fevereiro, segundo dados  do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho esta semana, o desemprego bateu a marca de 104.582 vagas formais de trabalho fechadas. Esse é o pior resultado para esse mês desde o início da série histórica, em 1992. De forma prática, sabe o que significa? Intranquilidade para milhares de famílias que perdem da noite para o dia a perspectiva de ter em sua mesa o pão nosso de cada dia. Todo trabalhador brasileiro precisa entender a necessidade de investir tempo para fazer novas capacitações, pois o mercado será cada vez mais exigente na escolha de seus trabalhadores e terão como preferência pessoas pró-ativas e com capacidade de polivalência. O ano promete ser de aprofundamento da recessão, pois a previsão é que teremos novamente um PIB negativo muito alto, repetindo o que aconteceu no ano passado, porém ainda é cedo para dizer, mas pode ser que a inflação, de fato, comece a cair a partir do segundo semestre, o que ajudaria muito na possibilidade de pensarmos em sair da atual crise econômica. A agenda política com o processo do impeachment e a operação Lava Jato, em andamento, continuam gerando instabilidade e dificultando a capacidade do governo de tomar medidas que sejam eficazes e possam debelar a propagação da recessão e o desemprego. Enquanto isso não ocorre, o trabalhador continua ameaçado pela instabilidade do dia seguinte ao chegar ao seu local de trabalho.



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