08/03/2016 07h38 | Foto: Divulgação

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de mais um inquérito contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). É a terceira investigação contra Cunha sobre a suposta participação do parlamentar no esquema de corrupção da Petrobras. Ele é suspeito de ter cometido corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A decisão foi tomada a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A nova suspeita contra Cunha surgiu a partir da delação premiada de empresários da Carioca Engenharia, que acusam o parlamentar de ter recebido dinheiro ilegal em contas no exterior. A propina teria vindo do investimento do FGTS no projeto Porto Maravilha, no Rio, do qual a Carioca Engenharia obteve a concessão em consórcio junto com as construtoras Odebrecht e OAS, que já eram investigadas na Lava-Jato.
A liberação do dinheiro era feita supostamente por influência de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal ligado a Cunha. O delatores disseram em depoimento que foram repassados a contas indicadas por Cunha US$ 3,9 milhões entre 2011 e 2014.
Na semana passada, o STF abriu ação penal contra Cunha para investigar suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ele teria recebido U$ 5 milhões em propina para, em troca, viabilizar a contratação de navios sondas pela Petrobras. Em outro inquérito, Cunha é suspeito de manter contas secretas na Suíça. Janot apresentou denúncia contra o parlamentar nesse caso na semana passada.