As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam 24 dias nesta terça-feira (27) e continuam intensas em Bacabal (MA). As equipes de segurança seguem concentradas na mata e na outra margem do Rio Mearim, onde cães farejadores sentiram o cheiro das crianças.
No último sábado (24), o menino de 8 anos, que havia se perdido junto com Ágatha e Allan, foi levado de volta ao povoado São Sebastião dos Pretos. Ele foi encontrado quatro dias após o desaparecimento, debilitado e internado até a última quarta-feira (21). (Leia mais abaixo)
Agora, com o auxílio de Pandora, uma das cadelas farejadoras, o menino está sendo reintegrado à comunidade e recebe apoio psicoterapêutico especializado para lidar com a ansiedade e o medo causados pela experiência de ter ficado perdido.
Além disso, o Núcleo Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, a pedido do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Froy Sobrinho, e da presidente do Núcleo, desembargadora Graça Amorim, está em Bacabal para acompanhar de perto o caso. A equipe visitará a comunidade São Sebastião dos Pretos ainda nesta semana para ouvir os moradores e avaliar a situação. (Leia mais abaixo)
Enquanto a investigação segue, as equipes de resgate, com o auxílio de cães farejadores, intensificam os esforços tanto na mata quanto na margem oposta do Rio Mearim. As operações buscam rastrear os sinais das crianças em regiões de difícil acesso.
Crianças encontradas em SP não são os irmãos - A Polícia Civil de São Paulo descartou a hipótese de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, teriam sido vistos em um hotel no Centro da capital paulista. De acordo com a polícia, equipes foram até o endereço apontado na denúncia e constataram que as crianças encontradas não são as mesmas que estão desaparecidas. (Leia mais abaixo)
As crianças estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro, no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão.
Leia a nota na íntegra da SSP-SP (Leia mais abaixo)
"A Polícia Civil, por meio da Divisão Antissequestro do DOPE, esclarece que não procede o fato das crianças citadas terem sido encontradas em São Paulo. Os policiais da divisão, cientes da denúncia, foram aos endereços informados e constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas".
Protocolo Amber Alert - A força-tarefa adotou também o protocolo Amber Alert, alerta internacional em caso de desaparecimento de crianças. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, o uso do Amber Alert é essencial para ampliar o alcance das buscas pelos irmãos. (Leia mais abaixo)
O sistema Amber Alert emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças e utiliza plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.
O alerta é ativado por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e permanece ativo no feed de usuários da região. As notificações incluem dados como nome, características físicas e contato para envio de informações (veja na imagem mais abaixo). (Leia mais abaixo)
Segundo o MJSP, o protocolo é utilizado de forma excepcional, quando há indícios de que a criança ou adolescente esteja em risco de morte ou de lesão corporal grave.
Sem pistas - Depois de varreduras minuciosas em diversas áreas, sem pistas significativas, as autoridades informaram que as buscas foram reduzidas, enquanto a investigação policial será intensificada. (Leia mais abaixo)
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes permanecem em prontidão para retomar as buscas em locais específicos caso novos indícios surjam.
“O trabalho continua. A Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do inquérito, vão dar mais vazão às suas atividades. Enquanto isso, buscas localizadas serão feitas ou refeitas de acordo com a necessidade”, afirmou Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão. (Leia mais abaixo)
Nos primeiros 20 dias de buscas pelas crianças, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em operações por terra e por água, incluindo áreas de mata fechada e de difícil acesso.
Mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações. Desde o desaparecimento, buscas em áreas de mata e no rio Mearim ocorreram paralelamente à investigação, conduzida por uma comissão especial de segurança. (Leia mais abaixo)
Uma comissão especial de segurança, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas.
Menino ajuda nas buscas - Após 14 dias internado, o menino de 8 anos que ficou cerca de três dias desaparecido na mata recebeu alta hospitalar na terça-feira (20). A Justiça do Maranhão também autorizou que ele participasse das buscas pelos primos. (Leia mais abaixo)
Um dos locais citados por ele foi a chamado de "casa caída", onde cães farejadores confirmaram a passagem das crianças.
Segundo os bombeiros, o local fica a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, de onde as crianças desapareceram. Mas considerando obstáculos naturais, como trilhas, lagoas e áreas de mata, a distância percorrida até o local pode chegar a aproximadamente 12 km. (Leia mais abaixo)
Pistas dadas por ele ajudaram a reconstruir parte do trajeto feito pelas crianças dentro da mata e a esclarecer o momento em que o grupo teria se separado. O menino contou que a intenção inicial era ir até um pé de maracujá próximo à casa de seu pai. Para evitar serem vistos por um tio, ele decidiu entrar por outro trecho da mata.
A partir desse ponto, o grupo teria se perdido. O menino afirmou ainda que não havia nenhum adulto acompanhando o trajeto e que as crianças não encontraram frutas para se alimentar. (Leia mais abaixo)
No sábado (24), ele retornou ao quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão, onde vive com a família. Eles, que antes viviam em uma casa simples feita de barro e madeira, ganharam uma nova casa no povoado.
Secretário faz apelo sobre fake news - O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou que todas as pessoas ouvidas até momento, durante a investigação do desaparecimento dos irmãos foram na condição de testemunhas e que “qualquer informação diferente disso é falsa”. (Leia mais abaixo)
Maurício Martins usou as redes sociais para alertar que os boatos que estão sendo espalhados sobre o caso prejudicam as buscas e aumentam a dor da família.
“É inaceitável e irresponsável a disseminação de notícias falsas sobre o desaparecimento das crianças no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Boatos apenas ampliam a dor da família e prejudicam diretamente os trabalhos de busca”, afirmou Maurício Martins. (Leia mais abaixo)
O secretário destacou, ainda, que espalhar boatos ou repassar informações falsas às forças de segurança é crime e reforçou que as informações oficiais sobre o caso são divulgadas por meio de porta-vozes autorizados ou de notas oficiais.
Fonte: g1 (Leia mais abaixo)