quinta-feira, 23 de abril de 2015 - Foto: Divulgação

Representantes da Prefeitura de Campos, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do setor produtivo do município, principalmente, da área agrícola se reuniram nesta quarta-feira (22) na sede do Sindicato dos Ceramistas, na localidade de Mineiros, na Baixada Campista, para cobrar soluções imediatas do Estado para barrar a salinização dos canais, que vem provocando temor aos produtores rurais e pescadores na região de produção agrícola e de pecuária, entre a Bacia do Terminal Pesqueiro e de canais no entorno do Farol de São Tomé. Outro tema criticado foi a falta de manutenção das comportas, que estão emperradas e, portanto, não vedam a água do mar que invade o Canal das Flechas e o Sistema São Bento, devido a baixa cota de água doce por causa da seca.
O encontro reuniu os secretários de Agricultura, Eduardo Crespo; e de Meio Ambiente de Campos, Zacarias de Albuquerque; o diretor de Planejamento da Secretaria Municipal de Defesa Civil, major Joaquim; produtores rurais; dirigentes de entidades do setor rural, dentre eles os presidentes dos sindicatos Rural, José do Amaral e dos Ceramistas, Amaro da Conceição. Também estiveram presentes do superintendente regional do Inea, Fernando Guida; o coordenador do Inea, René Justen e o secretário executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul, Luiz Mário Concebida, que também é gerente executivo da Firjan/Norte (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro no Norte Fluminense).
O secretário de Agricultura informou que, apesar de a manutenção de canais ser uma responsabilidade do Estado, a prefeitura vem adotando medidas emergenciais, com máquinas custeadas com recursos próprios, e pediu ao novo superintendente regional do Inea, Fernando Guida, que alerte ao governador Pezão sobre a necessidade urgente de providências para impedir que a água do mar continue invadindo a Baixada, através dos canais de água doce, porque as comportas com defeito não fecham.
Eduardo Crespo apresentou aos gestores do Inea as providências que precisam adotadas. O levantamento foi feito com a participação dos produtores rurais nos pontos de entrada da água do mar e também nos diversos pontos de assoreamento dos Canais Quitinguta, Canal das Flechas e outros do sistema hídrico da Baixada Campista.
Durante os pronunciamentos, foi abordada a necessidade de se elevar a cota do Rio Paraíba do Sul. “Para evitar o caos, é preciso tirar o assunto do debate e colocá-lo em execução”. Luiz Mário Concebida informou que, na última reunião do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (Ceivap), o diretor executivo, André Marques, anunciou que o órgão vai custear a realização dos estudos para a elevação da cota do Paraíba do Sul para 6 metros. Por sua vez, o superintendente do Inea, Fernando Guida disse que vai reforçar o pedido de máquina à Secretaria de Meio Ambiente do Estado para realizar as intervenções necessárias na rede de canais da Baixada. O secretário Eduardo Crespo enfatizou o caráter de urgência e assegurou que a Prefeitura vai continuar auxiliando o governo do Estado para que providências como retificação do nível das manilhas, dragagens dos canais e e reparos das comportas sejam realizados já.