1ª Turma do STF forma maioria para manter Bolsonaro preso na Papudinha

Colegiado do Supremo começou a analisar nesta quinta, no plenário virtual, se mantém ou não a decisão de Moraes que rejeitou um novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente


  • 05/03/2026, 11h49, Foto: Divulgação.

Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta quinta-feira (5) para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso no 19º Batalhão da Polícia Militar (PM-DF), prédio conhecido como "Papudinha", que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Esse julgamento se encerra na noite desta quinta. Agora, só falta o voto da ministra Cármen Lúcia. Com os três votos favoráveis pela manutenção da prisão, o Supremo formou maioria. (Leia mais abaixo)

A Primeira Turma do Supremo começou a analisar nesta quinta, no plenário virtual, se mantém ou não a decisão de Moraes que rejeitou um novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente.

Essa é a primeira vez que o colegiado analisa os pedidos de prisão domiciliar. Antes, só o relator do caso — ministro Alexandre de Moraes — tinha avaliado.

Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de estado em 2022.

Os advogados alegaram ao Supremo que, diante do quadro de saúde delicada e com várias doenças graves, Bolsonaro deveria cumprir pena em casa.

Relator, Moraes apontou que a perícia médica da Polícia Federal concluiu que, até o momento, não há necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar, mesmo reconhecendo que possui “quadro clínico o de alta complexidade". (Leia mais abaixo)

O ministro destacou que a prisão domiciliar é um benefício excepcional e que o ex-presidente não cumpre os requisitos, uma vez que foram identificadas tentavas de fuga durante cumprimento da prisão preventiva., quando houve a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica,

Diferentemente do alegado pela defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização.

Fonte: g1



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