Em algumas situações ele sai “peitando” todo mundo, falando o que pensa, sem muito rodeios, o que alguns classificam como politicamente incorreto. Seu modo de ser e agir ele não vê dessa forma e considera que tudo isso pode acontecer, porque a prioridade para ele são as pessoas, as vidas. E se tiver que tomar alguma atitude para preservar o ser humano, vai sim, agir desta maneira. É assim o secretário municipal de Defesa Civil, Henrique Augusto de Souza Oliveira, o Doutor Henrique, para os mais conhecidos.
Em diferentes situações a Defesa Civil está presente, a mesma que em época de chuvas vai para comunidades salvar vidas, móveis e até animais. A mesma que emite laudo de residências com perigo eminente e, em determinada situação, é obrigada a demolir o imóvel para que outros não o ocupem e corram perigo de vida. Também a mesma que numa ação integrada com outras secretarias faz a desocupação de áreas invadidas e, ainda, a mesma que é chamada para poda de árvores dentro e fora dos quintais quando essas causam perigo. Sem falar nos chamados para retirada de colméia de abelhas. E por ai vai... (Leia mais abaixo)
Campos 24 Horas – Estamos próximos das enchentes de final de ano, quando a Defesa Civil aparece mais. Não podemos esquecer de Três Vendas...
Henrique Oliveira - Sim, é verdade. E lá o problema é antigo e muito sério. Para resolver de vez a situação da localidade seria preciso construir cerca cerca de 1,5km de dique e o projeto já foi feito para o Ministério das Cidades e estamos esperando, porque é de competência do governo federal. Isso iria acabar definitivamente com a enchente naquele local.
Henrique – Você está falando do dique da boianga, um dique de terra que a usina do local mantinha para proteger suas plantações. Mas o dique não é seguro, porque é de terra e quando a água passa por cima, ele rompe tranquilamente. O Instituto Estadual de Ambiente (Inea) reforçou e não serviu, porque rebaixaram demais o dique, foi dinheiro perdido. Eles usaram o dinheiro como se fosse para obra de emergência e não era. Tudo errado...
C24H– Um crime, então? (Leia mais abaixo)
Henrique– Olha, eles estão colocando a vida de muita gente em perigo. Tinham que ver também a situação da estrada da localidade, que quando a água tomar conta daquela estrada, ela pode ceder e abrir um boqueirão, bem em frente a Três Vendas. Já tem infiltração de água por baixo da estrada, tipo formigueiro.
C24H – E as outras áreas com perigo de alagamentos em Campos?
Henrique – Com o programa Morar Feliz, a maioria das famílias que vivia em áreas de risco já mudou e hoje está em segurança. Estou falando daquelas áreas que antigamente eram manchete na cidade, como Ilha do Cunha, Aldeia, Coroa, Lagoa do Sapo, Lagoa Azul, Lagoa do Vigário, entre outras. Milhares de pessoas que moravam nessas localidades podem hoje contar o que passaram anos e anos com as enchentes.
C24H – E por falar em Morar Feliz, muitas áreas estão sendo invadidas. A Defesa Civil também atua neste caso?
Henrique – A Defesa Civil faz parte de um grupo que participa de ação integrada, reunindo Guarda Civil Municipal, Postura, secretaria de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, Meio Ambiente e Procuradoria Geral do Município, além da Polícia Militar, se for o caso. Esse grupo fiscaliza, faz a retirada dos invasores e retoma as áreas. E a Defesa Civil, se precisar, executa a demolição do que foi construído de forma ilegal nesses locais. (Leia mais abaixo)
C24H – E o ordenamento da área pública. É isso?
Henrique – Isso mesmo. Além de todos serem retirados, eles perdem tudo o que investiram, porque foi feito ilegalmente, em área com destinação para a própria população. A gente leva homens, máquinas, caminhão, tudo o que precisar para ordenar as áreas públicas, que não são bagunças.
C24H – E a questão da segurança diária de quem mora nestes locais?

Henrique – Problema com pessoas que perturbam a ordem de quem quer viver em paz nas casas, isso é com o governo do Estado, através da Polícia Militar, e não com a prefeitura. Não podemos confundir as coisas.
C24H– Que outros trabalhos a Defesa Civil executa que a gente não vê? (Leia mais abaixo)
Henrique – Muitos. Retirada de colméia de abelhas, por exemplo, é um dos nossos trabalhos também. Nós temos pessoal treinado para isso e as abelhas não são mortas não e, sim, levadas para um apiário.
C24H– Mais o que?
Henrique – Poda de árvores é outro exemplo. A gente faz esse trabalho na rua e também dentro das casas, mas neste caso, quando a árvore apresenta risco para o imóvel. Mas antes um técnico vai ao local para constatar se realmente há necessidade da poda por motivo de perigo...
C24H – Qualquer um pode requisitar esse trabalho?
Henrique – Claro, mas desde que o proprietário do imóvel não tenha condições financeiras para isso, porque é um trabalho caro, que não fica por menos de R$ 1.500. (Leia mais abaixo)
_______________________________ Postado por Fabiano Venancio