terça-feira, 09 de julho de 2013 - Foto: Campos 24 Horas
Discussão de três pautas de reivindicações entre manifestantes e vereadores (Leia mais abaixo)

O presidente da Câmara Municipal, Edson Batista, e o líder do governo, Paulo Hirano, debateram ítens de três pautas de reivindicações entregues por representantes do movimento “Cabruncos Livres”, que realizou três manifestações na cidade, da classe médica e da área de Educação. O encontro ocorreu na tarde desta terça-feira(09/07), na sede do poder legislativo. Ainda participaram da reunião o presidente da Associação dos médicos, Paulo Romano, e o médico Erick Shunk.
Nas pautas apresentadas, melhorias foram reivindicadas nas áreas de educação, transporte e saúde, como elaboração de orçamento participativo, eleição direta para diretores de escolas, retorno do Programa Saúde da Família (PSF), Plano de Cargos e Salários para profissionais da Saúde, entre outros. Durante o debate, houve divergências em alguns pontos e consenso em outros.
Inicialmente, o vereador Edson Batista esclareceu um dos pontos da pauta que diz respeito a um orçamento participativo. Segundo ele, o momento de apresentar sugestões foi em maio, quando o governo apresentou à Câmara a Lei de Diretrizes Orçamentárias. “Foi feita uma audiência pública em maio. Esse foi o momento para apresentar propostas e nenhum membro da sociedade as apresentou”, enfatizou Edson Batista, que acrescentou "nosso compromisso é o de levar essas sugestões para serem analisadas pelo conjunto dos vereadores. Para o presidente do legislativo, a reunião foi extremamente positiva.
Para a representante do movimento "Cabruncos Livres", Carolina Cidade, alguns pontos foram bem esclarecidos e outros não. Ela enfatizou que não gostou do momento em que o presidente da Câmara afirmou que o sucesso do encaminhamento das reivindicações depende da densidade política de quem as apresenta.
“Não estamos satisfeitos. Se, infelizmente, eles acham que nós não temos densidade política, achamos que eles(vereadores) não tem vontade de resolver. Quem tem a possibilidade de mudar as coisas não somos nós. Podemos fazer pressão, reivindicar. E vamos continuar nos organizando e indo para às ruas até que as reivindicações sejam atendidas.
Já o presidente da Associação dos Médicos, Paulo Romano, ressaltou que vai aguardar uma semana para saber as respostas, caso contrário passará a convocar uma nova manifestação.
“Vim aqui encaminhar as questões e torço para que tudo seja resolvido. Mas, Doutor Edson falou que tudo depende de densidade política. E nós vamos mostrar nossa densidade na rua, porque é o que podemos mostrar”, ressaltou.