A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (23), uma operação para investigar a suspeita de operações financeiras irregulares envolvendo o patrimônio da Rioprevidência, autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado do Rio, e o Banco Master. Agentes estão em bairros da Zona Sul e no Centro para cumprir quatro mandados de busca e apreensão. Os alvos são os diretores da autarquia.
Segundo as investigações, iniciadas em novembro de 2025, aconteceram nove operações financeiras entre, novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
A Operação Barco de Papel apura crimes contra o sistema financeiro nacional, como: gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
Segundo a PF, entre os alvos da ação estão o presidente da Rioprevidência, o diretor de investimentos e o ex-gerente de investimentos, exonerado em dezembro.
Os mandados, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio, são cumpridos em Botafogo, Urca e Gávea, na Zona Sul, e na sede da autarquia, no Centro.
O trabalho investigativo contou com apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social (SPREV/MPS), que elaborou o Relatório de Auditoria Fiscal que impulsionou a apuração.
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes (PSD) lembrou que a autarquia não tem relação com servidores do município.
"O da Prefeitura chama-se Funprevi e só faz aplicações em Bancos Públicos! Ou seja, aqui não rola esse tipo de desvio. Pela atenção, obrigado! Bom dia!", escreveu.
Questionada, a Rioprevidência ainda não respondeu. O espaço está aberto para manifestação.
Entenda o caso
Em novembro de 2025, o deputado estadual Flávio Serafini (Psol) e o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT), pediram ao Ministério Público Federal (MPF) e à PF uma investigação sobre a gestão financeira da Rioprevidência.
Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) citados na representação de Serafini na época, o fundo tinha R$ 2,618 bilhões aplicados no Banco Master até julho do ano passado.
Ainda em novembro de 2025, a Rioprevidência informou ter aplicado cerca de R$ 960 milhões, entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. A instituição negou que o valor de investimento seja superior a R$ 2,6 bilhões, como destacado. A autarquia ressaltou que está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.
Apesar dos problemas com o Banco Master, a instituição garantiu o pagamento de aposentadorias e pensões.
De acordo com o apurado, o banco emitiu falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. A instituição financeira também negociou carteiras de crédito fraudulentas com outros bancos.
O Master ficou conhecido por adotar uma política agressiva para captar recursos, oferecendo aos clientes um rendimento de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI).
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, foi preso em novembro do ano passado pela PF. No mesmo mês, o Bacno Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Fundo Garantidor de Créditos
O investimento feito pela Rioprevidência não entra na garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), pois o limite é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, instituição ou conglomerado financeiro. Na hipótese de ocorrer uma liquidação de mais de uma instituição financeira associada em um período de até quatro anos, o valor máximo a ser pago pelo FGC para o mesmo CPF ou CNPJ fica limitado a R$ 1 milhão.
O valor máximo garantido é válido para aplicações realizadas a partir de 22 de dezembro de 2017 e a contagem do período de quatro anos se inicia na data da liquidação ou intervenção em instituição financeira onde o investidor detenha valor garantido pelo FGC. Após esse período, o valor máximo é restabelecido.
Os investidores estrangeiros têm direito à mesma garantia que o FGC oferece aos investidores brasileiros, seguindo recomendações internacionais. Os depósitos devem ser elegíveis para a garantia do FGC.
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou nesta quinta-feira (22) uma resolução que permite que enfermeiros prescrevam antibióticos para pacientes, ampliando formalmente o rol de medicamentos que podem ser indicados por esses profissionais.
A medida vem na esteira de uma atualização feita no ano passado pela Anvisa no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que passou a incluir o registro profissional de enfermeiros.
O sistema monitora as movimentações de entrada (compras e transferências) e saída (vendas, transformações, transferências e perdas) de medicamentos comercializados em farmácias e drogarias privadas do país.
Com a atualização, a agência reconhecia o registro do enfermeiro nas receitas para fins de monitoramento. A permissão da prescrição, no entanto, dependia de uma resolução do Cofen, que é quem regulamenta a permissão -- o que aconteceu com essa publicão.
O documento atualiza a lista de medicamentos que podem ser prescritos por enfermeiros e inclui os antibióticos:
Na prática, a regra permite que receitas assinadas por enfermeiros com esses medicamentos sejam aceitas pelas farmácias e os produtos vendidos diretamente aos pacientes, desde que respeitados os critérios e protocolos previstos na norma. Eles podem ser prescritos por enfermeiros tanto para adultos, quanto para crianças.
No ano passado, quando houve a atualização o Conselho Federal de Medicina (CFM) reagiu e se posicionou contra a autorização. A entidade havia entrado na Justiça contra uma resolução que permitia que enfermeiros do DF prescrevessem antibióticos.
Fonte: g1
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta segunda-feira (19) que vai renunciar ao cargo para disputar o governo estadual.
É a primeira vez que Paes confirma publicamente a candidatura, que vinha costurando desde o ano passado. A decisão contraria as promessas reiteradas de que concluiria seu quarto mandato à frente do município.
Paes confirmou que é pré-candidato após reunião com o secretariado nesta segunda, na sede da prefeitura. Ele afirmou que deve anunciar oficialmente a saída até o Carnaval.
No sábado (17), o prefeito já havia indicado que era pré-candidato durante agenda no município de Santo Antonio de Pádua, no noroeste fluminense. Na fala, em tom jocoso, Paes pediu apoio ao prefeito da cidade, Paulinho da Refrigeração (MDB).
Na semana passada, Paes comunicou a aliados que sairá no dia 20 de março. Ele também esteve com o presidente Lula para reafirmar o apoio à sua candidatura à reeleição, apesar de rusgas recentes na relação com o PT.
O movimento foi uma consolidação do que já ocorria nos bastidores, em que Paes já falava abertamente sobre sua saída.
A promessa de que concluiria o mandato foi feita durante as eleições e reafirmada em diferentes momentos ao longo de 2025.
Na campanha, ele classificou como uma "obrigação" permanecer no cargo pelos quatro anos. Prometeu pela Portela, Vasco e o rei Momo. O compromisso foi renovado no primeiro ano de mandato, quando chegou até a ser chamado, de forma jocosa, de "mentiroso" pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Em agosto, cometeu um ato falho ao dizer que o vice Eduardo Cavaliere tiraria sua "marca de prefeito mais jovem da história do Rio de Janeiro". O sucessor tem 31 anos e Paes assumiu seu primeiro mandato aos 38.
Em seguida, Paes buscou tirar da fala a conotação de despedida. Argumentou que fazia referência ao fato de que o vice assumiria o cargo dias depois em razão de uma viagem internacional já programada. Contudo, Cavaliere já havia sido prefeito interino em outras oportunidades semelhantes, inexistindo qualquer ineditismo como descrito no ato falho.
Aliados do prefeito dizem avaliar que não haverá desgaste ao prefeito. Eles afirmam que pesquisas internas apontam o desejo do eleitorado do prefeito para que ele concorra ao governo, que vive uma crise financeira e na segurança pública.
Paes intensificou a agenda de Cavaliere a partir do segundo semestre de 2025, num plano, segundo aliados, de acostumá-lo aos ritos do cargo. Parte dos secretários passou a se reportar a ambos.
Em artigo publicado neste domingo (18) no jornal The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a "captura" do presidente do país, ocorridos no início de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.
No texto, Lula critica o que classifica como ataques recorrentes de grandes potências à autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança. Segundo o presidente, “quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.
Lula afirma ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais compromete o sistema global.
“Se as normas são seguidas apenas de forma seletiva, instala-se a anomia, que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo”, escreveu.
Para o presidente, “sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”.
Democracia
No artigo, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, “de qualquer país”, podem ser responsabilizados por ações que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais.
No entanto, ressalta que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”. Segundo ele, “ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, desorganizam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.
O presidente afirma ser “particularmente preocupante” que essas práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe.
Segundo Lula, elas levam “violência e instabilidade a uma parte do mundo que busca a paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos”.
Ele destaca que, “em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”.
Ao tratar da região, Lula afirma que a América Latina e o Caribe, com mais de 660 milhões de habitantes, “têm seus próprios interesses e sonhos a defender”. Em um mundo multipolar, “nenhum país deveria ter suas relações externas questionadas por buscar a universalidade”.
"Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos” e defende que “construir uma região próspera, pacífica e plural é a única doutrina que nos serve”.
Agenda regional
Lula também defende, no artigo, a construção de uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas.
“Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e ampliar o comércio dentro da região e com países de fora dela”, afirma. Segundo o presidente, “a cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas”.
Sobre a Venezuela, Lula afirma que “o futuro do país, assim como o de qualquer outro, deve permanecer nas mãos de seu povo”.
"Apenas um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”.
Cooperação
No texto, Lula diz ainda que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para “proteger os mais de 1.300 quilômetros de fronteira compartilhada” e aprofundar a cooperação bilateral.
Ao tratar da relação com os Estados Unidos, o presidente afirma que Brasil e EUA são “as duas democracias mais populosas do continente americano”. Segundo Lula, “unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir”.
“Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós.”
O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) requisitou, nesta sexta-feira (16/01), o Rioprevidência e o liquidante do Banco Master. O objetivo é que os dois informem, em até 15 dias, quais medidas estão sendo tomadas para recuperar valores investidos pela autarquia previdenciária.
O MPRJ apura informações divulgadas pela imprensa de que o liquidante do Banco Master, nomeado após a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central, recusou uma proposta de substituição dos investimentos do Rioprevidência em letras financeiras por precatórios estaduais e federais, alternativa considerada pelos gestores como estratégia para reduzir riscos e viabilizar a recuperação dos recursos aplicados.
No documento encaminhado ao Rioprevidência, o GAESF/MPRJ requisita explicações sobre essa recusa e solicita o envio da íntegra da decisão que fundamentou a recusa. Também requer esclarecimentos sobre as medidas que serão adotadas para reaver os valores investidos. Já ao liquidante do Banco Master, o Ministério Público quer informações sobre a existência de um plano específico para o crédito de titularidade do Rioprevidência no processo de liquidação, considerando a negativa da substituição de ativos.
O ofício expedido faz parte de uma atuação iniciada logo após a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. Na ocasião, o GAESF/MPRJ emitiu recomendações ao Rioprevidência e à Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ-RJ) para que fossem adotadas medidas urgentes, como apuração de responsabilidades, afastamento cautelar de envolvidos, reestruturação do Comitê de Investimentos e adoção de medidas judiciais para recuperar os valores investidos. Também foi requisitado um plano para regularizar o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP).
Como desdobramento dessa atuação, o Governo do Estado exonerou dez servidores investigados e a Controladoria-Geral do Estado criou um grupo de trabalho para acompanhar o cumprimento das recomendações. Ainda em atendimento às providências adotadas pelo GAESF/MPRJ, o Estado do Rio de Janeiro e o Rioprevidência ajuizaram ação judicial e obtiveram decisão que suspendeu os repasses de empréstimos consignados ao Banco Master até o limite de R$ 970 milhões, valor equivalente ao total investido, para reduzir riscos e viabilizar a recuperação dos recursos.
Fonte: MPRJ
Uma solicitação da defesa de Jair Bolsonaro de “prisão domiciliar humanitária” foi o que levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a determinar a transferência do ex-presidente da República para a Complexo Penitenciário da Papuda.
Após ser condenado a mais de 27 anos de prisão, Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal, de onde foi transferido nesta quinta-feira (15) para a Papudinha, como é conhecida a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O despacho de Moraes que determinou a transferência traz declarações dos filhos de Bolsonaro afirmando que o local onde o ex-presidente estava na PF não tinha condições “mínimas de dignidade”.
Cela
No despacho, o ministro lembrou que o ex-presidente estava custodiado em condições bem melhores do que outros presos condenados por participação na tentativa de golpe de estado de 2023 e ressaltou que Bolsonaro que irá para um ambiente com melhores qualidades.
A cela individual da Polícia Federal onde o ex-presidente cumpria a pena é de 12m², com banheiro privativo, água corrente e aquecida; televisão a cores; ar-condicionado; frigobar; médico da PF de plantão 24 horas por dia; autorização de acesso médico particular 24h; autorização para realização de fisioterapia; banho de sol diário e exclusivo; visitas reservadas sem a presença dos demais presos, entre outros benefícios.
O ministro apontou que a nova unidade, na Papuda, tem melhores condições com uma área total de 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos. A infraestrutura inclui ambientes como banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa.
Além disso as acomodações incluem cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro com água quente, geladeira, armários, cama de casal e TV.
Serão oferecidas 5 refeições diárias (café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia) pela unidade custodiante. Bolsonaro terá ainda à sua disposição espaço para tomar banho de sol, com total privacidade e horário livre.
“Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado Maior a um ‘cativeiro’, ao apresentar reclamações do ‘tamanho das dependências’, do ‘banho de sol’, do ‘ar-condicionado’, do ‘horário de visitas’, ao se desconfiar da ‘origem da comida’ fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da ‘televisão por uma SMART TV’, para, inclusive, ‘ter acesso ao YOUTUBE’, enfatizou Moraes.
O local na Papuda ainda comporta a instalação de equipamentos de ginástica, tais como esteira e bicicleta. Local para visitas e atendimento de advogados e médicos. Segundo Moraes, o espaço para visitas é amplo, podendo ocorrer tanto na área coberta quanto na externa, “com cadeiras e mesa disponíveis nos dois ambientes”.
Na Papuda, Bolsonaro terá direito a visita da esposa Michelle Bolsonaro, dos filhos Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan, Laura Bolsonaro e da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva, por três horas, a serem divididas pelos visitantes.
“Dessa maneira, antes da análise do novo pedido de prisão domiciliar humanitária, deverá ser realizada perícia por junta médica da Polícia Federal, para analisar a atual situação do custodiado Jair Messias Bolsonaro e as eventuais adaptações para a manutenção do cumprimento de pena no novo local”, diz a decisão.
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.
A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.
“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.
O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.
Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.
Herpes-zóster
O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.
Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.
Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.
Tratamento no SUS
Nos casos leves e sem risco de agravamento, o SUS oferece tratamento sintomático com remédios para aliviar a dor, febre e coceira, além de orientações de higiene e cuidados com a pele. Quando o risco é maior, como em pessoas idosas, imunocomprometidas ou com doença grave, recomenda-se o uso do antiviral aciclovir.
De acordo com dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e hospitalares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster no Brasil.
Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS, entre os anos de 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram por herpes-zóster no país, o que representou uma taxa de mortalidade pela doença de 0,05 óbitos por 100 mil habitantes no período. Do total de óbitos registrados, 90% foram de pessoas com idade maior ou igual a 50 anos, sendo 53,4% em idosos mais de 80 anos de idade.
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.
A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.
“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.
O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.
Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.
Herpes-zóster
O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.
Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.
Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.
Tratamento no SUS
Nos casos leves e sem risco de agravamento, o SUS oferece tratamento sintomático com remédios para aliviar a dor, febre e coceira, além de orientações de higiene e cuidados com a pele. Quando o risco é maior, como em pessoas idosas, imunocomprometidas ou com doença grave, recomenda-se o uso do antiviral aciclovir.
De acordo com dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e hospitalares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster no Brasil.
Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS, entre os anos de 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram por herpes-zóster no país, o que representou uma taxa de mortalidade pela doença de 0,05 óbitos por 100 mil habitantes no período. Do total de óbitos registrados, 90% foram de pessoas com idade maior ou igual a 50 anos, sendo 53,4% em idosos mais de 80 anos de idade.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general Mário Fernandes, condenado como um dos autores intelectuais do plano de golpe de Estado julgado pela Corte, a trabalhar no Comando Militar do Planalto, em serviços como a revisão de produtos doutrinários e literários utilizados pelos militares.
Fernandes cumpre pena de 26 anos e seis meses de prisão no próprio Comando Militar do Planalto, por seu envolvimento no núcleo 2 da trama golpista que tentou manter o ex-presidente Jair Bolsonaro ilegalmente no poder.
De acordo com os autos do processo, Fernandes foi o responsável por elaborar o plano Punhal Verde e Amarelo, que foi encontrado pela Polícia Federal (PF) e que previa diversas ações para a realização de um golpe de Estado em 2022, incluindo o sequestro e assassinato de autoridades como o próprio Moraes, além do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o governo Bolsonaro, Mário Fernandes foi chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
A defesa do general apresentou a Moraes um plano de trabalho elaborado pelo Comando Militar. O general prestará serviços “de cunho intelectual” à Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército e ao Centro de Doutrina do Exército. Entre as suas atribuições do militar da reserva está a “revisão de produtos doutrinários e literários”, informa o documento.
Moraes afirmou que o trabalho do preso deve “ser estimulado como instrumento de ressocialização”. O ministro destacou que o ordenamento jurídico assegura ao preso o “direito-dever” de trabalhar.
Ao ser condenado, Fernandes foi considerado culpado de praticar cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
A cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), foi atingida pela passagem de um tornado no início da noite deste sábado (10) e houve destelhamento de casas, queda de árvores e de energia. A velocidade dos ventos foi de 180km/h, segundo avaliação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o que significa dizer que o fenômeno está na categoria F2 na escala Fujita, que vai até 5.
A região mais afetada foi o bairro de Guatupê, onde os ventos causaram a destruição dos telhados de cerca de 350 residências, segundo informações da Defesa Civil. 1,2 mil pessoas foram impactadas pelo evento, sendo que duas famílias ficaram desalojadas e precisaram ser abrigadas por parentes. Duas pessoas ficaram levemente feridas.
A Prefeita de São José dos Pinhais, Nina Singer, anunciou na noite de sábado que foi montado um ponto de apoio na subprefeitura de Guatupê com a disponibilização de lonas para proteger provisoriamente suas casas.
A Defesa Civil mandou para São José dos Pinhais 2,6 mil telhas para ajudar as famílias atingidas e reconstruir suas residências.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, na sexta-feira (09), que o ex-presidente Jair Bolsonaro vem enfrentando episódios de tontura ao se levantar, o que tem gerado preocupação com sua segurança física. Segundo ela, o problema está relacionado aos efeitos colaterais de medicamentos que ele estaria utilizando. A declaração foi feita por meio de uma publicação em suas redes sociais.
Michelle relatou que tomou conhecimento da situação por intermédio do advogado de Bolsonaro. “Hoje soube, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ai se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, o quarto segue trancado”, escreveu. Ela destacou que o risco de uma nova queda é concreto e que a situação se agrava pelo fato de ele permanecer isolado.
De acordo com a ex-primeira-dama, houve mudança no procedimento de vigilância desde que a responsabilidade pela custódia deixou de ser da Polícia Federal e passou para a Polícia Penal. Ela afirmou que, anteriormente, a porta do local onde Bolsonaro está detido permanecia aberta, o que não ocorre atualmente. “O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir. Até quando essa maldade vai durar?”, questionou.
Michelle também declarou que as autoridades responsáveis estariam plenamente cientes dos riscos enfrentados pelo ex-presidente. Segundo ela, Bolsonaro permanece trancado no quarto durante todo o dia, mesmo apresentando sintomas de tontura associados ao uso de medicamentos, o que, em sua avaliação, representa um perigo grave à sua saúde. Para a ex-primeira-dama, a situação pode evoluir para consequências ainda mais sérias.
Encerrando sua manifestação, Michelle ressaltou a responsabilidade do poder público sobre a segurança do ex-presidente. “A integridade física dele é responsabilidade do estado”, concluiu.
O estado do Rio de Janeiro terá, ao todo, 26 feriados municipais, considerando aniversários das cidades e outras datas de relevância regional, além dos feriados nacionais e estaduais, como o Dia de São Jorge (23 de abril). Com isso, o comércio varejista fluminense pode deixar de faturar mais de R$ 2 bilhões neste ano. O faturamento mensal do comércio fluminense atinge, em média, R$ 1,4 bilhão, sendo a cidade do Rio de Janeiro responsável pela metade, em torno de R$ 700 milhões. O levantamento é do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio).
Para o comércio, o ponto sensível é que datas comemorativas importantes cairão em dias úteis, podendo se estender devido aos chamados enforcamentos, levando muitas empresas a não funcionarem, diminuindo a movimentação de pessoas nas ruas, o que impacta, principalmente, o comércio lojista. É importante lembrar ainda os 52 domingos deste ano, quando boa parte do comércio não funcionará. Além disso, 2026 será ano de Copa do Mundo e de eleições, que também podem afetar negativamente o comércio.
Outro fator a ser considerado é a lucratividade, observada por meio do custo de abertura do estabelecimento e da receita auferida com a loja aberta. Essa oportunidade é muito examinada nos shoppings e no comércio de rua, que abrem nos feriados e lidam, em particular, com produtos essenciais.
“Os feriados são importantes para a sociedade. O excesso é que preocupa. Não fossem os acordos coletivos, que permitem a abertura nos feriados e domingos, e o comércio eletrônico, as perdas de faturamento poderiam ser ainda maiores”, afirma Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio.
“O excesso de feriados acaba por prejudicar a atividade do comércio, freando a circulação de mercadorias e o giro do dinheiro e dos negócios. Em algumas localidades, afeta notadamente os lojistas de rua, principalmente os de menor porte, que são mais sensíveis aos efeitos dos finais de semana e feriados porque já não abrem nesses dias, normalmente”, avalia Gonçalves.
Nos feriados, os gastos das famílias se misturam aos de lazer. Assim, os apelos para os consumidores viajarem, passearem e buscarem outros divertimentos são maiores, favorecendo mais as atividades relacionadas ao turismo, bares e restaurantes”, concluiu o presidente do Sindilojas.
Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou 1.399 acusados de participação nos atos que tentaram abalar a democracia brasileira e o funcionamento das instituições. Os dados foram atualizados nesta segunda-feira (8) pelo gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Segundo o balanço, 179 pessoas estão presas, das quais 114 em regime fechado, após trânsito em julgado das condenações. Outros 50 presos cumprem prisão domiciliar. Há ainda 15 prisões preventivas, como a de Felipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os números incluem o ex-presidente da República Jair Bolsonaro e 28 ex-integrantes do governo dele, condenados por planejar uma tentativa de golpe para evitar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. Entre os presos também estão cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, responsabilizados pelo STF por omissão no exercício de suas funções, por permitirem o acesso dos manifestantes à praça dos Três Poderes e o vandalismo nos prédios.
Acusações
Após os atos golpistas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou 1.734 ações penais no STF. As acusações foram divididas entre incitadores, executores e quatro núcleos principais, que deram sustentação à tentativa de Bolsonaro de se manter no poder após perder as eleições, subvertendo assim, de acordo com o STF, a ordem democrática.
O balanço mostra que a maioria, 979 pessoas (68,9%), foi responsabilizada por delitos de menor gravidade e tiveram penas de até um ano de detenção (415) ou foram beneficiadas por Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs).
O STF informou que os ANPPs foram oferecidos aos réus que respondiam unicamente pelos delitos de incitação ao crime e associação criminosa, considerados de menor gravidade, a exemplo dos que estavam acampados em frente aos quartéis, mas que não houve provas de que tenham participado da tentativa de golpe de Estado, de obstrução dos Poderes da República e nem de dano ao patrimônio público.
“Para serem beneficiados, os réus confessaram os crimes e devem cumprir condições como a prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, a não cometer delitos semelhantes nem serem processados por outros crimes ou contravenções penais, além do pagamento de multa”, disse o STF.
Além disso, eles também estão proibidos de participar de redes sociais abertas até o cumprimento total das condições estabelecidas no acordo. O documento determina ainda que eles terão que fazer um curso de 12h sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado.
Maiores penas
Dos condenados, 254 (18,1%) tiveram penas fixadas entre 12 e 14 anos de prisão, e 119 (8,5%) entre 16 e 18 anos. Essas penas foram impostas para os que cometeram crimes de maior gravidade.
Núcleos
Com a finalização do julgamento dos réus pela trama golpista, o STF condenou à prisão 29 integrantes de quatro núcleos principais da trama golpista. Somente dois foram absolvidos.
O general de Exército Estevam Theófilo, que foi denunciado no Núcleo 3; e Fernando de Sousa Oliveira, delegado de carreira da PF e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, réu do Núcleo 2, foram os únicos absolvidos por falta de provas.
Somente os réus do Núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, tiveram as condenações executadas. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão. Os demais núcleos ainda estão em fase de recurso.
As condenações ocorreram pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Para julgar os quatro núcleos, 1, 2, 3 e 4, ao longo de quatro meses, foram realizadas 21 sessões pela Primeira Turma, colegiado responsável pelo julgamento.
O Núcleo 5 é formado pelo réu Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos, e não há previsão para o julgamento.
Foragidos
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na ação penal da trama golpista e fugiu para os Estados Unidos para não cumprir a pena.
O pedido de extradição está em tramitação. Em função da condenação, Ramagem perdeu o mandato de parlamentar.
Ainda estão foragidos na Argentina cerca de 60 condenados pelos atos golpistas. Eles romperem a tornozeleira eletrônica e também são alvo de pedidos de extradição.
Indenização
O STF impôs também o pagamento de indenização por danos morais coletivos, relacionado ao custo da destruição nos prédios públicos. O valor estipulado foi de no mínimo R$ 30 milhões. Esse valor será quitado de forma solidária por todos os condenados por crimes graves, independentemente do tamanho da pena.
Perda do cargo e inelegibilidade
Em função da condenação, os culpados estão inelegíveis por oito anos. No caso de militares do Exército, eles também serão alvo de uma ação na Justiça Militar para perda do oficialato. Servidores públicos deverão perder o cargo estatutário.
Quem são os condenados dos quatro grupos principais
Núcleo 1 – data da condenação: 11 de setembro de 2025
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República: 27 anos e três meses
Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato à vice na chapa de 2022: 26 anos;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha: 24 anos;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa: 19 anos;
Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro: 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada.
Núcleo 2 – data da condenação: 16 de dezembro de 2025
Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e seis meses de prisão;
Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e seis meses de prisão;
Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão;
Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex- presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;
Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e seis meses de prisão.
Núcleo 3 – data da condenação: 18 de dezembro de 2025
Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel: 24 anos de prisão;
Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
Wladimir Matos Soares, policial federal: 21 anos de prisão;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros , tenente-coronel: 17 anos de prisão;
Bernardo Romão Correa Netto, coronel: 17 anos de prisão;
Fabrício Moreira de Bastos, coronel: 16 anos de prisão;
Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel: 3 anos e cinco meses de prisão;
Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel: um ano e onze meses de prisão.
Núcleo 4 – data da condenação: 21 de outubro de 2025
Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército: 17 anos de prisão;
Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército: 15 anos e seis meses de prisão;
Marcelo Araújo Bormevet, policial federal: 14 anos e seis meses de prisão;
Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército: 14 anos de prisão;
Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva do Exército: 13 anos de prisão;
Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército: 13 anos e seis meses;
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal: 7 anos e seis meses de prisão.
O médico Claudio Birolini se tornou o responsável pelas cirurgias do ex-presidente Jair Bolsonaro em abril do ano passado. Desde então, já foram três procedimentos, sendo o mais recente feito há duas semanas para o tratamento de hérnia inguinal bilateral, no Hospital DF Star, em Brasília, do complexo da Rede D´Or. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, o diretor técnico do Departamento de Cirurgia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP) e chefe do Grupo de Hérnias do HC falou do estado de saúde do ex-presidente, das recomendações médicas que devem ser seguidas na Superintendência da Polícia Federal, onde ele cumpre pena, e do risco atual de quedas.
Como foi a queda que Bolsonaro sofreu dentro da Superintendência da Polícia Federal?
Sei que ele bateu a cabeça de leve em um móvel perto da cama. O ideal de qualquer forma é fazer um exame para detalhar. Mas lembre-se, Bolsonaro está em um ambiente que não é o dele, dormindo em uma cama relativamente estreita e usando todas as noites o CPAP, um aparelho no rosto para tratar apneia, ligado a uma tomada. É risco para quedas. E as quedas são as minhas grandes preocupações neste momento. Ele tem 70 anos. É corpulento, mas tem fragilidades de uma pessoa da idade dele.
Você pode ver que, na maioria dos hospitais, coloca-se uma pulseirinha no braço de um idoso com o alerta de risco de queda. Além disso, ele tem uma tendência natural a tropicar, a cair, é um pouquinho estabanado na forma de levantar-se, de andar. Você pode notar que ele não anda exatamente em linha reta. Ele já foi avaliado sob ponto de vista neurológico para ver se havia algum problema, nada foi identificado. É dele isso.
Ele recentemente reclamou do barulho do ar-condicionado, isso de fato pode ser um problema?
Lógico. Imagina você ficar 24 horas com um rumor constante. Isso tem de ser considerado sob ponto de vista médico. É irritante, insalubre, especialmente para alguém com o quadro dele.
Qual é o estado de saúde dele agora e quais são as recomendações médicas?
Ele requer cuidados, mas neste momento a saúde gastrointestinal está estável. Quero citar aqui que trabalho com uma equipe de primeira de médicos, as decisões são tomadas em conjunto, especialmente com os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado.
Bolsonaro toma medicamentos importantes, como a gabapentina e a clorpromazina para o controle do soluço e um antidepressivo. São medicações que devem ser administradas em horários fixos. Ele tem de fazer fisioterapia respiratória e motora e atividade física diariamente. A alimentação deve ser fracionada em porções maiores e em quantidades menores. Deve mastigar bem, engolir devagar. Tem que ter acompanhamento nutricional e fazer medição de impedância corporal.
Ele engordou 8 kg, perdeu massa muscular e ganhou massa gorda desde que saiu da prisão domiciliar e foi para a Superintendência da Polícia Federal. Ele não pode engordar por vários motivos. Um deles é a apneia intensa. Na mais recente avaliação que fizemos, ele teve 50 episódios de interrupção do sono por hora. Isso não é bom, não apenas para a qualidade do sono, mas para a saúde em geral. Pedimos a avaliação da pressão arterial três vezes ao dia também.
Quais são as chances de acontecer um novo problema no trato intestinal?
Todo paciente com histórico de múltiplas cirurgias abdominais tem aderências intestinais. Não tem como evitar a formação dessas aderências ao longo da vida. O problema é que, em algumas situações, elas podem predispor a uma obstrução intestinal. Ele tem sequelas múltiplas do atentado a facada e das cirurgias que foram feitas, embora o problema original que motivou a última operação, as obstruções intestinais, tenha sido aparentemente saneado na cirurgia de abril do ano passado.
Mas ele tem outras marcas que são permanentes. Ele perdeu um pedaço do intestino, tem sequelas na parede intestinal, uma atrofia significativa de alguns músculos da parede abdominal, tem uma tela que nós colocamos para conter e evitar a formação de novas hérnias.
O que é exatamente o problema de soluço do Bolsonaro?
Bolsonaro já tinha uma propensão a ter soluço antes da facada. Mas isso se intensificou desde a cirurgia feita em abril. Resumidamente, quando o paciente tem um quadro de obstrução intestinal crônica, isso dificulta o esvaziamento do estômago. O estômago fica mais dilatado e o risco de soluços também.
Houve outra coisa também. Depois dessa operação, ele ficou com um quadro chamado de íleo paralítico, que é quando o intestino fica mais lento. Isso é normal ocorrer em decorrência de grandes cirurgias digestivas. Como o intestino fica mais parado, você tem que descomprimir o estômago com uma sonda nasogástrica, o acaba estimulando a produção de refluxo. Ele ficou 17 dias com essa sonda.
O quadro todo provocou uma esofagite muito intensa, que é agora uma das grandes causas dos soluços. A esofagite foi tratada de forma agressiva, melhorou. Nessa última internação no fim do ano, uma nova endoscopia mostrou que ele ainda tem um pouco da inflamação no esôfago e precisa de um tratamento de manutenção, que é o que está sendo feito. Conseguimos diminuir a intensidade e a frequência das crises, mas, ainda assim, elas persistem.
Há ainda mais uma hipótese a ser considerada, o aspecto emocional envolvido nesses meses conturbados. E por fim outros dois gatilhos importantes, que é a forma que ele fala e como ele come. Ele fala como se engolisse as palavras e se alimenta de forma rápida, o que pode piorar o quadro.
Qual é a sua avaliação sobre o ambiente em que ele está agora sob ponto de vista médico?
Não dá para dizer se ele está em um lugar seguro ou inseguro. Posso afirmar que ele não está em um lugar adequado. Na minha opinião pessoal, o ambiente mais adequado neste momento, frente a situação toda, as demandas, os riscos, é o domiciliar.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encerrou 2025 com números expressivos no enfrentamento financeiro às organizações criminosas que atuam no estado. Como resultado da atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ao longo do ano, foi requerido ao Judiciário o bloqueio de R$ 906.265.077,21 em recursos vinculados a pessoas e organizações criminosas.
Para isso, o grupo qualificou seus métodos de investigação, ampliou o intercâmbio de informações relacionadas a crimes financeiros de alcance nacional e transnacional e firmou parcerias estratégicas que permitiram expandir o alcance de suas ações. Um exemplo é o Acordo de Cooperação Técnica firmado pelo MPRJ com a Polícia Civil, em março do ano passado, com o objetivo de ampliar a aplicação do confisco de bens nas investigações patrimoniais, instrumento essencial para rastrear, bloquear e recuperar patrimônios ilícitos.
De acordo com a coordenadora do Gaeco, promotora de Justiça Letícia Emile Alqueres Petriz, o impacto dessas ações vai além dos números.
“A asfixia financeira das organizações criminosas atinge o núcleo de sustentação, enfraquecendo a capacidade de operação e expansão. A atuação do Gaeco é estrategicamente orientada para minar o poder econômico desses grupos, especialmente por meio da investigação patrimonial e da aplicação do confisco alargado, que permite retirar da criminalidade os recursos obtidos de forma ilícita e impedir sua reinserção no circuito econômico”, afirmou
Denúncias
Em 2025, o Gaeco ajuizou 70 denúncias contra 767 pessoas, entre elas 120 agentes públicos, e obteve ordens judiciais que subsidiaram 39 operações voltadas ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
Entre as principais ações realizadas ao longo do ano, o MPRJ cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados pelo envolvimento no homicídio do advogado Rodrigo Crespo; atuou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa que furtava petróleo bruto dos dutos da Transpetro, com atuação nos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais; e participou de ações conjuntas com ministérios públicos de outros estados, como a Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um esquema bilionário de adulteração e distribuição irregular de combustíveis.
Destacam-se também as denúncias ajuizadas contra nove integrantes do chamado novo “Escritório do Crime”, incluindo três policiais militares; contra membros da nova cúpula do jogo do bicho, entre eles Rogério de Andrade, Flávio da Silva Santos, conhecido como “Pepé” ou “Flávio da Mocidade”, e Vinicius Drumond; além de 67 integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
Também foram denunciados servidores públicos por crimes como peculato, corrupção, fraudes a licitação, lavagem de capitais e envolvimento com atividades relacionadas à milícia. Em destaque, as denúncias contra 22 agentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), acusados de incitar internos do Centro de Socioeducação (Cense) Ilha do Governador à depredação da unidade; contra servidores e engenheiros do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), envolvidos em esquema de corrupção para a emissão irregular de licenças ambientais; além de três bombeiros militares de Cabo Frio e de dois ex-secretários municipais de Silva Jardim, por crimes relacionados à emissão irregular de licenças e a fraudes em licitação.
Ao longo do ano, o Gaeco também obteve decisões judiciais favoráveis em medidas cautelares. Entre elas estão a manutenção do contraventor Rogério de Andrade no Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS); a permanência do miliciano Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, no Presídio Federal de Segurança Máxima em Brasília (DF); e a confirmação, em segunda instância, da sentença de pronúncia que levou o bicheiro Bernardo Bello e seu comparsa, Wagner Dantas Alegre, a julgamento pelo Tribunal do Júri pelo homicídio do contraventor Alcebíades Paes Garcia, conhecido como Bid, morto quando chegava em casa, após assistir aos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Ele era irmão de Waldemir Paes Garcia, o Maninho, também assassinado quando saia de uma academia de ginástica em Jacarepaguá.
Ambiente digital
De acordo com a coordenadora do Gaeco, Letícia Petriz, a iniciativa reflete a adaptação necessária ao avanço das práticas criminosas. “A criação do CyberGaeco representa passo estratégico para a modernização das investigações, diante da crescente atuação das organizações criminosas no ambiente digital. A experiência de outros ministérios públicos com estruturas semelhantes demonstra que a especialização é fundamental para ampliar a efetividade das apurações, especialmente em crimes que envolvem tecnologia, criptomoedas e lavagem de dinheiro”, explicou a promotora.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (4) que a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, pode pagar um preço maior do que o líder capturado Nicolás Maduro "se ela não fizer o que é certo", de acordo com uma entrevista à revista americana The Atlantic.
Inicialmente, Trump elogiou Rodríguez no sábado, após as forças norte-americanas prenderem o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa em Caracas. Delcy Rodríguez afirmou posteriormente, no entanto, que seu país defenderia seus recursos naturais.
"Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro", disse Trump, segundo a entrevista por telefone concedida ao chegar ao seu campo de golfe em West Palm Beach, na Flórida.
O presidente dos EUA defendeu sua decisão de prender Maduro à força, declarando à revista: "Sabe, reconstruir o país e promover uma mudança de regime, como queiram chamar, é melhor do que a situação atual. Não pode piorar."
Trump também afirmou que outros países podem estar sujeitos à intervenção norte-americana.
"Precisamos da Groenlândia, com certeza", declarou ele sobre a ilha que faz parte da Dinamarca, um país membro da Otan [Organização Tratado do Atlântico Norte], aliança militar liderada pelos EUA.
O Governo Federal publicou uma portaria com a lista de feriados nacionais e pontos facultativos para 2026. O calendário foi divulgado na última edição do Diário Oficial da União.
Ao todo, o próximo ano terá 10 feriados, em que nove caem em dias úteis, sendo sete em segundas ou sextas-feiras, o que facilita a formação de feriados prolongados. Para aqueles que preferem organizar suas viagens com antecedência, o calendário é um dos mais favoráveis dos últimos anos.
As repartições públicas localizadas em estados ou municípios específicos ainda devem somar os feriados locais a lista, como aniversários de cidades ou celebrações religiosas. Além deles, o governo divulgou que ainda terão nove pontos facultativos em 2026.
Veja abaixo o calendário de feriados e pontos facultativos em 2026
. 1º de janeiro (quinta-feira): Confraternização Universal (feriado nacional);
. 16 de fevereiro (segunda-feira): Carnaval (ponto facultativo);
. 17 de fevereiro (terça-feira): Carnaval (ponto facultativo);
. 18 de fevereiro (quarta-feira): Quarta-Feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14 horas);
. 3 de abril (sexta-feira): Paixão de Cristo (feriado nacional);
. 20 de abril (segunda-feira): (ponto facultativo);
. 21 de abril (terça-feira): Tiradentes (feriado nacional);
. 1º de maio (sexta-feira): Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional);
. 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi (ponto facultativo);
. 5 de junho (sexta-feira): (ponto facultativo);
. 7 de setembro (segunda-feira): Independência do Brasil (feriado nacional);
. 12 de outubro (segunda-feira): Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional);
. 28 de outubro (quarta-feira): Dia do Servidor Público federal (ponto facultativo);
. 2 de novembro (segunda-feira): Finados (feriado nacional);
. 15 de novembro (domingo): Proclamação da República (feriado nacional);
. 20 de novembro (sexta-feira): Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional);
. 24 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Natal (ponto facultativo após as 13 horas);
. 25 de dezembro (sexta-feira): Natal (feriado nacional);
. 31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano Novo (ponto facultativo após as 13 horas).
O Réveillon de Copacabana, na Zona Sul, entrou para o livro do Guinnes World Records como a maior celebração de Ano Novo do mundo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30), durante a vistoria do prefeito do Rio, Eduardo Paes, no palco principal, que vai receber shows de Gilberto Gil e Ney Matogrosso, João Gomes e Iza, Belo e Alcione, DJs Alok e Cady, e a bateria da Beija-Flor.
"A quantidade de pessoas por metro quadrado no Rio é sempre maior que em qualquer lugar do mundo, eu acho que a gente vai bater o recorde. O Rio ganhou o prêmio de maior réveillon das galáxias, não é só do planeta terra, conversei com pessoal de Marte, Saturno, não há réveillon maior", disse o prefeito, que garantiu que o Palco Rio e toda a estrutura estão aprovados.
O certificado foi entregue por uma juíza do Guiness ao prefeito, que estava acompanhado do vice, Eduardo Cavaliere, o cenógrafo do Réveillon de Copacabana, Abel Gomes, e do presidente da Riotur, Bernardo Fellows, e outros membros da administração municipal. Para Paes, o Rio vai além de uma cidade onde as pessoas gostam de passar férias e já se tornou uma marca que impacta a economia.
"Eu não vou ser ingênuo ou bobo achando que a cidade não tem problema, sei que tem muita coisa pra gente resolver, mas é uma cidade incrível, as pessoas desejam o Rio de Janeiro. Então, fazer o maior Réveillon do mundo, trazer uma Lady Gaga, uma Madonna, além da celebração, é desenvolvimento econômico, gente que está no bar, restaurante, comércio, no shopping, nos aeroportos, hotéis, é redução da pobreza. É esse astral e esse clima que a gente quer para o Rio".
Cariocas e turistas que já estiverem na Praia de Copacabana nesta terça, terão uma amostra do espetáculo da noite da virada, com a passagem de som do cantor Gilberto Gil. Para garantir a segurança das cerca de 2,5 milhões de pessoas que vão comemorar a chegada de 2026, 3,5 mil PMs estarão em 17 pontos de revista, com uso de reconhecimento facial e detectores de metal; pontos de bloqueio e revista nas vias de acesso; 78 torres de observação; 70 pontos de baseamento de viaturas; e em uma aeronave do Grupamento Aeromóvel (GAM), que usará ainda três drones em toda a orla.
"Está tudo pronto, sensacional, vai ser uma festa linda no Rio, segura, a PM está junto com a Guarda Municipal, vai ter um esquema especial de checagem na Praia de Copacabana, então não vai ter mais aquela cenas que a gente via no passado, de assalto, roubo, e até outros crimes. É uma festa pra vir com a família e celebrar", declarou o prefeito do Rio.
Réveillon terá shows de samba e música gospel
Além do palco principal da festa, em frente ao Copacabana Palace, a orla do Zona Sul ainda terá outros dois palcos. No Leme, o público celebra o fim de 2025 com shows dos artistas da música gospel, como o DJ Marcelo Araújo e os cantores Midiam Lima, Samuel Messias, Thalles Roberto, além do grupo de pagode evangélico Marcados.
Já na altura da Rua República do Peru, a Palco Samba recebe shows de Roberta Sá, Mart'nália, Diogo Nogueira e o Bloco da Preta, comandado por Feyjão, além da bateria da escola de samba Grande Rio. Segundo Paes, a festa foi planejada para que todos os públicos possam aproveitar o maior Réveillon do mundo.
"Venham todos para Copacabana. Quem é de axé, tem bastante axé, figuras ecléticas que valem para todos os gostos, Ney Matogrosso, Alcione e Belo. Tem o palco gospel para quem gosta, respeitando o povo cristão que quer curtir a praia de Copacabana", destacou.
Os outros dez palcos ficarão no Parque Madureira, Piscinão de Ramos, na Ilha do Governador e na Penha, Zona Norte; Parque Oeste, Parque Realengo, Sepetiba e Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste; no Flamengo, Zona Sul; e na Ilha de Paquetá. Nesses locais, haverá shows de artistas como Dudu Nobre e Arlindinho.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nova crise de soluços e elevação da pressão arterial na noite de sábado (27) após passar por um procedimento para bloquear o nervo frênico direito, informou neste domingo (28) o Hospital DF Star. Segundo o boletim médico mais recente, no momento, Bolsonaro encontra-se estável e sem soluços.
Nesta segunda (29), o ex-presidente passará por uma nova intervenção para bloquear o nervo frênico esquerdo, responsável pelo controle do diafragma, para completar o tratamento que pretende aliviar as crises de soluços. Bolsonaro também seguirá com fisioterapia para reabilitação, medidas de prevenção de trombose venosa e cuidados clínicos.
Esse será o terceiro procedimento do ex-presidente desde a internação, no dia 24. Na quinta-feira (25), Bolsonaro fez a primeira cirurgia, para tratar uma hérnia inguinal.
No sábado, o ex-presidente foi submetido à segunda intervenção, para bloquear o nervo frênico direito. Bolsonaro está sendo acompanhado diariamente para verificar se os procedimentos para reduzir os soluços foram bem-sucedidos.
No início da semana passada, o ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a internação. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação pela trama golpista.
A Polícia Federal cumpre neste sábado (27) 10 mandados de prisão domiciliar contra condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
As prisões domiciliares foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, um dia após a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, no Paraguai, enquanto ele tentava fugir, com documentos falsos, para El Salvador.
Entre os alvos das ordens de prisões domiciliares neste sábado, conforme apurou a TV Globo, estão:
Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército;
Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército;
Os alvos terão de usar tornozeleira eletrônica, além de cumprir outras medidas restritivas, como proibição do uso de redes sociais e contato com outros investigados, entrega de passaportes, e proibição do recebimento de visitas.
O ministro do STF também determinou a suspensão dos documentos de porte de arma de fogo.
De acordo com a PF, as ordens judiciais estão sendo cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das ações.
Condenados dos núcleos 2, 3 e 4
Os alvos da operação deste sábado integram os núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista, que foram condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República os condenados do núcleo 2 fizeram uso de forças policiais para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder; coordenaram ações de monitoramento de autoridades públicas; tiveram interlocução com as lideranças ligadas aos atos de 8 de Janeiro; e atuaram na elaboração da chamada minuta do golpe.
Fazem parte deste núcleo 2 e foram alvos de medidas neste sábado:
Filipe Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro, condenado a uma pena de 21 anos de prisão;
Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres, condenada a 8 anos e seis meses de prisão.
Já os condenados do núcleo 3 foram denunciados pela PGR por planejar as “ações mais severas e violentas” da organização criminosa golpista, como o plano para assassinar autoridades.
Fazem parte deste núcleo 3 e foram alvos de medidas neste sábado:
Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército, condenado a uma pena de 17 anos;
Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército, condenado a pena de 16 anos de prisão;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército, condenado a uma pena de 17 anos de prisão;
O núcleo 4, por sua vez, foi acusado e condenado por disseminar notícias falsas para criar uma instabilidade institucional e favorecer uma tentativa de golpe de Estado.
Fazem parte deste núcleo 4 e foram alvos de medidas neste sábado:
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército, condenado a 17 anos de prisão;
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército, condenado a 14 anos de prisão;
Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão;
Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão.