A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de até R$ 227,7 mil em contas bancárias de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ela foi condenada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal por irregularidades na aplicação de recursos do fundo eleitoral durante a campanha em que disputou pelo PP uma vaga de deputada distrital em 2022. Não foi eleita.
A decisão foi tomada após Ana Cristina não cumprir a determinação de quitar o débito decorrente da condenação.
Ana Cristina foi procurada pela reportagem pelas redes sociais, mas ainda não retornou.
O magistrado também determinou que o bloqueio poderá alcançar valores depositados em conta-salário, ao entender que a dívida supera o limite de 50 salários mínimos previsto como exceção no Código de Processo Civil.
Se as tentativas de bloqueio não localizarem valores suficientes, a decisão prevê uma escalada de medidas para localizar bens. A Justiça determinou a realização de pesquisas de veículos registrados em seu nome.
Se também não forem encontrados bens móveis, deverão ser consultadas as declarações de Imposto de Renda dos últimos três anos e as Declarações sobre Operações Imobiliárias para verificar a existência de imóveis.
Ana Cristina é advogada e foi a segunda esposa do ex-presidente Bolsonaro. Os dois tiveram um filho, Jair Renan Bolsonaro, que é vereador pelo PL em Santa Catarina. Após a separação, ela viveu por alguns anos na Noruega e posteriormente retornou ao Brasil.
Passageiros menores de 16 anos têm garantido o direito de sentar ao lado de familiares ou de outros responsáveis no avião. A nova regra está prevista na Resolução nº 807/2026, publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), nessa quarta-feira (8), no Diário Oficial da União (DOU).
A nova regulamentação determina que a alocação deve ser assegurada pelas empresas aéreas já no momento da compra da passagem, sem cobrança de taxa adicional pela marcação do assento da criança ou do adolescente.
Limitações
A resolução deixa claro que a gratuidade e a obrigatoriedade do assento contíguo (lado a lado) não incluem o reposicionamento dos passageiros de até 16 anos que resulte na mudança de classe na aeronave (que oferece mais conforto e privacidade); e na escolha de assento com espaço extra para as pernas, nas primeiras fileiras, por exemplo.
Na hipótese de o passageiro optar por esses locais na aeronave, será cobrada a taxa adicional normalmente.
Penalidade
Se as companhias aéreas descumprirem a regra (separando os menores dos familiares ou cobrando pela marcação conjunta) estarão sujeitas a multas administrativas, conforme sanções previstas na Resolução nº 762 de 2024.
Validade
A resolução esclarece que a medida cumpre provisoriamente a decisão judicial da 8ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, no julgamento de ação civil pública que tramita desde 2019.
As regras estão valendo para os sistemas de venda e reservas das companhias aéreas, uma vez que a resolução assinada pelo diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, já entrou em vigor.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve na Justiça decisão para interromper a atuação de plataforma de aposta esportiva que operava sem autorização da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
A ação civil pública, ajuizada pela 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital, aponta que a empresa Digital Dreams Soluções Tecnológicas em Sistemas e Entretenimentos fraudou documentos para simular que tinha autorização da Loterj para explorar a atividade.
Na decisão, a Justiça determinou a suspensão imediata da exploração de apostas sem autorização estatal pela empresa e pelos demais réus da ação. Também foram determinadas medidas para desarticular a estrutura utilizada pelo grupo, entre elas a identificação dos responsáveis pelos domínios eletrônicos, o bloqueio de acesso aos sites investigados, a proibição de criação de novas plataformas de apostas sem autorização do poder público e o bloqueio do processamento de pagamentos vinculados às plataformas.
De acordo com a ação, a empresa utilizava indevidamente a identidade visual e a imagem institucional da Loterj para transmitir credibilidade e aparentar regularidade, mesmo após ter sido considerada inabilitada no processo de credenciamento promovido pela autarquia.
A promotoria também demonstra que a exploração da atividade envolvia uma rede formada por websites de apostas, empresas e pessoas físicas que atuariam de forma integrada para manter a operação.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (30) uma redução gradual na subvenção aos combustíveis, criada para conter a alta dos preços diante da guerra no Irã. A partir desta quarta-feira (1º), haverá a retirada do subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel e uma avaliação diária das demais subvenções.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a subvenção de R$ 0,44 da gasolina também deverá ser retirada nos próximos dias, de forma gradual. Há, ainda, uma avaliação rotineira sobre a segunda subvenção sobre o diesel, de R$ 1,12, que ainda continuará em vigor. As ações serão tomadas por meio de uma portaria do Ministério da Fazenda.
Como houve uma queda no preço do barril do petróleo, o governo aposta que a medida não vai impactar o valor apurado na bomba de combustível, apesar da retirada do subsídio do diesel. O barril do Brent, referência internacional, está cotado a cerca de US$ 73, queda de mais de 20% no último mês - ao longo da guerra, os contratos futuros da commodity chegaram a superar os US$ 110.
Os anúncios foram feitos nesta terça-feira (30), com a participação dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e o presidente da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Artur Watt Neto.
"O Brent não está no patamar no período pré-guerra, mas já diminuiu bastante. Com cuidado e prontidão, estamos revendo diariamente", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante o anúncio.
Segundo o presidente da ANP, o impacto direto no preço da bomba deve ser neutro, já que a retirada da subvenção seria compensada pela queda no preço do brent.
"Todas as medidas têm um tempo até ter um impacto na bomba, mas nas análises preliminares, avaliamos que ocorrerá de forma coordenada [fim do subsídio e queda no preço do barril], com neutralidade", disse.
As ações foram adotadas com prazo inicial de dois meses e começaram pelos subsídios ao diesel e ao gás de cozinha. Ao longo do tempo, o governo expandiu os benefícios para a gasolina e também promoveu a isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel.
Do ponto de vista fiscal, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que o governo desembolsou até R$ 16 bilhões. Isso porque, do montante, cerca de R$ 7,5 bilhões já são de uma execução orçamentária imediata. O restante, explicou o ministro, trata-se de uma estimativa e ainda será apurado.
Já em relação à arrecadação federal, Moretti disse que a queda no brent não deve ter impacto relevante, já que o governo foi conservador, no último relatório bimestral, na inclusão de receitas decorrentes da alta do petróleo devido à guerra. A equipe econômica também alegou que, do ponto de vista de resultado líquido, deve haver neutralidade entre o que foi gasto e o que foi arrecadado devido à guerra.
No fim de maio, as medidas foram prorrogadas. Para o diesel, o governo implementou na ocasião algumas modificações no desenho, de forma que o benefício final totalizasse R$ 1,47 por litro. Essa é a subvenção que está em vigor atualmente.
Na ocasião da prorrogação, uma primeira subvenção, no valor de R$ 1,12 por litro, foi criada no lugar de benefícios anteriores. Eles compreendiam uma primeira parcela de R$ 0,32 por litro, lançada em 12 de março, e uma segunda parcela, implementada em 7 de abril, que tinha duas categorias: R$ 0,80 por litro do combustível nacional e R$ 1,20 por litro para o produto importado (dos quais R$ 0,60 eram financiados por recursos federais).
A subvenção que será retirada a partir do dia 1º de julho, no valor de R$ 0,3515 por litro do diesel A (puro, sem mistura de biodiesel), foi instituída no lugar da isenção de tributos federais sobre o combustível. O pagamento seria feito tanto a produtores nacionais quanto a importadores a partir de 1º de junho e também tinha duração prevista de dois meses (ou seja, até 31 de julho).
Ainda em maio, um decreto do presidente também prorrogou por dois meses a subvenção ao gás de botijão (GLP) de 13 kg. O benefício, equivalente a R$ 11 por botijão, vale tanto para produtores quanto importadores do produto. De acordo com a equipe econômica, esse benefício também será avaliado de forma rotineira.
O governo também implementou uma subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina.
O nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e de deputados federais e estaduais aparecem em listas apreendidas pela Polícia Federal e atribuídas ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, um dos alvos da Operação Unha e Carne desta quinta-feira (2).
Os nomes dos políticos estão associados a valores financeiros no documento. A princípio, os investigadores suspeitam de que se trata de caixa dois de campanha, mas apurações ainda estão em curso para analisar os contextos dos possíveis repasses.
Procurada, a defesa do ex-governador diz em nota que "é mentirosa qualquer ilação de que ele tenha recebido pagamento, doação ilegal, vantagem indevida ou qualquer repasse de recursos" atribuído ao bicheiro.
"A simples citação de um nome em lista ou anotação produzida por terceiro não comprova recebimento de valores, irregularidade eleitoral ou prática de qualquer ato ilícito. A campanha de 2022 de Cláudio Castro foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral, com prestação de contas apresentada e analisada nos termos da legislação", diz a nota.
"Cláudio Castro não é alvo da operação mencionada e não há imputação formal contra ele relacionada aos fatos noticiados. A defesa reafirma que o ex-governador sempre esteve à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários."
O advogado Ricardo Braga, que defende Adilsinho, disse que seu cliente "rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos".
O nome dos demais políticos que constam na lista permanece sob sigilo.
O bicheiro já estava preso, mas foi alvo de um novo mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A menção ao ex-governador na lista do bicheiro foi divulgada inicialmente pelo site G1 e confirmada pela Folha.
Castro já é alvo de investigações da PF por suas relações com o empresário Ricardo Magro, ligado ao Grupo Refit, e com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele nega as suspeitas.
Após ser alvo de duas operações da PF num intervalo de 11 dias em maio deste ano, o ex-governador desistiu de sua pré-candidatura ao Senado.
Na operação desta quinta foram expedidos mandados de prisão contra o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar e o pastor Márcio Poncio. Assim como Adilsinho, Bacellar também já estava preso. A defesa de Bacellar e de Poncio também não se posicionou.
A defesa de Bacellar negou sua participação nos fatos investigados. Os advogados de Poncio não retornaram ao contato da reportagem.
A Operação Unha e Carne já investigou suspeitas de vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado o Comando Vermelho.
A PF apura, na ação desta quinta, suspeitas de lavagem de dinheiro praticada pela cúpula do novo jogo do bicho e eventual ramificação do esquema em integrantes do Executivo e Legislativo do Rio.
Segundo a Polícia Federal, a nova fase da operação teve origem na análise de planilhas apreendidas em poder de Adilsinho. Os documentos conteriam registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e uma contabilidade paralela utilizada para ocultar a movimentação de recursos ilícitos.
As anotações também indicariam possíveis repasses diretos de dinheiro a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro, hipótese que passou a ser uma das principais linhas de investigação.
Além dos três mandados de prisão preventiva (ou seja, sem prazo), são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio e de São João de Meriti (Baixada Fluminense). Moraes ordenou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.
"Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais", diz a PF.
"As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro."
Um dos alvos foi o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral (Solidariedade), filho do ex-governador Sérgio Cabral. Ele negou qualquer participação em organização criminosa.
A PF não divulgou os nomes dos demais alvos. O caso corre sob segredo de Justiça.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai presidir a Segunda Turma a partir de agosto, após o período de recesso da Corte.
Fux entrará na vaga deixada pelo atual presidente, ministro Gilmar Mendes, que encerrará o mandato anual à frente do do colegiado.
A turma é responsável pelo julgamento dos processos que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e as investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura as fraudes no Banco Master.
Além de Fux e Gilmar, a turma é composta pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça, relator do caso Master.
Independência
Durante a sessão desta terça-feira (30), a última antes do recesso, Fux recebeu os cumprimentos dos colegas e defendeu a independência dos ministros para proferirem seus votos.
"Hei de velar para que as divergências não representem discórdia, mas um mero dissenso, com respeito à independência de seus integrantes", comentou.
No ano passado, Fux deixou a Primeira Turma, responsável pelo julgamento dos processos da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. O ministro votou pela absolvição do ex-presidente. Apesar do entendimento, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
A Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia acaba de dar mais um passo importante para democratizar o acesso à cultura e incentivar o hábito da leitura desde a infância. Já está disponível no site oficial da pasta — Portal PAE — uma nova aba exclusiva que reúne 60 obras literárias voltadas para o público infantojuvenil, todas acessíveis de forma totalmente gratuita. É o espaço Momento de Leitura (AQUI).
De acordo com a secretária da pasta, Tânia Alberto, o acervo digital foi cuidadosamente selecionado para atender a diferentes faixas etárias, oferecendo histórias envolventes que estimulam a imaginação, a criatividade e o pensamento crítico de crianças e adolescentes. O espaço continuará sendo atualizado constantemente.
“Com essa iniciativa, estudantes, pais e educadores podem baixar os livros diretamente no celular, tablet ou computador, facilitando o momento da leitura tanto em sala de aula quanto em casa. O conteúdo fica disponível 24 horas por dia. É bastante prático e as leituras em formato digital podem ser feitas de qualquer lugar. A ação também garante apoio pedagógico, pois o material é rico para professores trabalharem em projetos literários nas unidades escolares”, orientou Tânia.
Uma das obras é “A bela desadormecida”. Em forma de versos, a autora Francis Minters narra uma divertida versão do famoso conto de fadas A bela adormecida. Na adaptação, os pais de Belina fazem uma festa de recepção ao nascimento da filha. Sem ser convidada, a Bruxa vai à festa e aplica um feitiço na criança: ao completar 14 anos, Belinha e sua família dormirão por cem anos, e será acordada somente por um roqueiro.
Desesperados, os pais cuidam para que a menina não tenha contato com nenhum objeto pontiagudo, o que desencadearia o feitiço. Feito 14 anos e o feitiço se realiza. Mas não por muito tempo! As ilustrações de G. Brian Karas participam da narrativa e suas cores e traços nos remetem ao grande artista italiano Modigliani.
Outro livro disponível é "A Água Nossa de Cada Dia", obra infantojuvenil escrita e ilustrada pelo renomado autor brasileiro Ziraldo. Lançada originalmente em 2001 e frequentemente utilizada em campanhas de conscientização ecológica, a obra aborda a importância da preservação da água e a necessidade urgente de cuidar dos recursos hídricos do nosso planeta. O livro funciona como uma grande conversa com as crianças, alertando sobre o desperdício e promovendo hábitos sustentáveis. Ziraldo traz a reflexão de que, no passado, as guerras ocorriam por disputas de terras. No futuro, contudo, a disputa mundial poderá ser por água limpa.
O livro infantil O Bem que a Gente Faz, de Carolina Rodrigues, é outra publicação acessível, e conta a história de Fani, uma coelhinha distraída que se sentia incapaz de ajudar sua família nas tarefas diárias. Sua família cria então um jogo chamado “O bem que você faz” para elogiar as qualidades de cada um e fazerem Fani perceber o quanto ela também contribuía de forma positiva. Ele estimula o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, mostrando que todos têm talentos e contribuem positivamente.
Confira algumas das obras disponíveis:
João de Barro - Flávio de Souza
Um dia de Folga - Flávia Muniz
A receita de Mandrágora - Fernanda Nieto
O álbum de Irina - Núria Ribera
A lenda de Sigurd - Cecilia Frers
As sete cabritinhas e o lobo - Juan Soto
Onde está o meu cachorro? - Loli Acebal
Dois irmãos - Marcel Carbó
O Duende Gumercindo - Maria Fernanda Nieto
A Bruxa e o Caldeirão - José Leon Machado
A borboleta azul - Lenira Almeida Heck
Conto ou não conto? - Abel Sidney
Histórias que acabam aqui - Maria Teresa Lobato Fernandes Pereira Lopes
No reino das letras felizes - Lenira Almeida Heck
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
O Carro Vrum - Jane Prado
A primavera e a festa das flores - Silvana Guidotti
Amigos da noite - Colleen Mckeown
Branca Cega de Neve - Cristiana Refosco
Cócegas na Floresta João e Maria - Cristiano Refosco
A água nossa de cada dia - Ziraldo
A árvore da chuva - Agnès de Lestrade
A árvore das estações quem vêm e vão - Britta Teckentrup
A árvore dos sapatos - Emilia Lang
A banana - Mary França
O que aconteceu? A baratinha adoeceu - Adalci Melo
A bela adormecida
A Bela Desadormecida - Frances Minters
A Bela e a Fera
A estrelinha do mar - Marisa Monte
A gratidão do Suricato - Carolina Rodrigues
A lenda dos animais que voam - Felipe Neto
A velhinha, a galinha e os ovos de páscoa - Nijole Jankute
A galinha que sabia ler - Sandra Aymone
As princesas bailarinas - Sílvia Moral
Bernardo, o desastrado - Ana Amélia e Clarice Ribeiro
Dudu é inteligente - Ana Flores
A história da Páscoa
Joaninha sem bolinha - Carolina Rodrigues
O bosque das histórias - Sílvia Moral
O circo chegou - Maria Gloria Bedicks
O pescador e sua mulher - Sílvia Moral
O Rato do Campo e o Rato da Cidade - Sílvia Moral
O dia que o Sol tirou férias - Barbara Samel Rocha Tostes
Pedalar é suave - Josi Paz, Luda Lima e Pedro Sangeon
Quando a minha escola abrir - Beatriz braga, Joana Gomes, Miguel Correia e Susana Amorim
Um certo João - Cláudia Santos
Xô coronavirus - Paula Emmanuella Fernandes
Será que é mesmo estranho. Um porquinho gostar de banho? - Alexandre Compart
Os viajantes e o urso - Esopo
Comigo não, camaleão! - Evelyn Heine
Nino quer um amigo - Katia Canton
O Grilo e a Lua - ALex Monteiro
Cadê meu doce? - Claudia Cotes
Larissa e Humberto - Evelyn Heine
O bem que a gente faz - Carolina Rodrigues
A canção de Rosamélia - Reinaldo Franco
A ciranda das cores - Saskia Brígido
A Pomba e a Formiga - Esopo
A formiga e a Semente - Carolina Rodrigues
Os porquês da Pipoca - Claudia Soares
Os gastos de turistas internacionais no Brasil bateram recorde histórico entre janeiro e maio deste ano, atingindo R$ 25 bilhões. De acordo com o Ministério do Turismo, o valor é 11% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, quando os gastos somaram R$ 22,6 bilhões.
Também no mês de maio, os gastos foram recordes, da ordem de R$ 4,08 bilhões, mostrando aumento de 19% sobre o valor registrado no mesmo mês de 2025 (R$ 3,42 bilhões). Os dados foram analisados pelo ministério e divulgados pelo Banco Central.
Houve ainda aumento no fluxo de turistas estrangeiros para o país. Em maio, foi registrada a entrada de 486.262 visitantes internacionais, melhor desempenho da série histórica para o mês, com alta de 5,4% em relação a maio do ano passado (461.341 turistas).
No acumulado janeiro-maio deste ano, o Brasil recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo o nível do mesmo período de 2025.
Chineses
Os dados apontam ainda para alta de turistas chineses em maio de 2026. Foram 15.380 visitantes da China desembarcando no país, expansão de 75% em relação a igual mês de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 chineses. Desde o dia 11 de maio, os chineses estão isentos de visto para entrar no Brasil em viagens de turismo ou negócio. A medida é válida até 31 de dezembro
No acumulado janeiro-maio, 55.260 visitantes da China vieram para o país, número 43% maior em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 38.607 chegaram ao Brasil.
Abrasel
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, o crescimento do número de turistas estrangeiros e de gastos no Brasil é uma boa notícia para os bares, restaurantes e toda a cadeia do turismo, tanto nas cidades de negócios como nas cidades mais turísticas.
“O Ministério do Turismo e a Embratur vêm trabalhando muito bem tanto que, no ano passado, o Brasil já teve um movimento recorde de turistas estrangeiros”.
Solmucci informou que as vendas do setor de alimentação fora do lar, em maio deste ano, cresceram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado “e o turismo, tanto o doméstico quanto o internacional, contribuiu sem dúvida para este resultado positivo".
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse, nesta sexta-feira (26), que o Brasil pôde usar receitas extraordinários obtidas com a alta na cotação do petróleo no mercado internacional para amenizar os efeitos da guerra nos postos de combustíveis.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, Moretti afirmou que o uso dessas receitas permitiu financiar políticas que reduziram o peso da crise energética global no país, a ponto de, na comparação internacional, o Brasil ter sido um dos países menos impactados pela crise que decorreu dos conflitos entre EUA e Irã.
“Usamos essa receita extraordinária para custear uma série de ações que mitigaram o impacto da guerra para a nossa população. Quando olhamos em perspectiva internacional, hoje o Brasil é um dos países menos afetados pelos efeitos desse cenário”, declarou.
“É nesse sentido que a nossa estratégia foi bem-sucedida, e a população brasileira, de fato, teve uma redução dos efeitos dessa guerra, que não é dela, que não foi feita por ela. Portanto, não seria justo que ela pagasse por isso”, acrescentou.
Moretti disse que a estratégia foi “um sucesso”, uma vez que conseguiu repassar esses lucros extras à população.
“A verdade é que o Brasil é um exportador líquido de petróleo, e a receita, quando o petróleo sobe, também sobe. Não seria justo o Estado brasileiro, sendo sócio, ainda que indireto, dessa dinâmica, ficar mais rico enquanto a população fica mais pobre”, afirmou.
O ministro destacou que, em termos de reajustes percentuais de preços, o impacto no Brasil foi “muito mais baixo do que a média dos demais países”.
Segundo ele, após um aumento inicial no início da guerra, os preços passaram a recuar, movimento atribuído às medidas adotadas pelo governo e à dinâmica do mercado.
“A partir de determinado momento, o que os dados mostram é que houve uma redução dos preços dos combustíveis: houve um aumento inicial e, depois, os preços começaram a cair, como observamos hoje”, disse.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma registrada em seu nome e apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz na semana passada.
De acordo com o advogado Paulo da Cunha Bueno, as declarações reafirmaram o que já havia sido dito pela defesa, sem acréscimos ou divergências. Na última quarta (17), a defesa do ex-presidente afirmou que ele pediu o conserto de uma pistola depois de ter constatado uma falha.
O depoimento de Bolsonaro foi gravado em vídeo e durou cerca de cinco minutos, segundo Bueno.
"Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático. Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado", afirmou o advogado em nota publicada no X (antigo Twitter).
Bolsonaro prestou depoimento em casa ao delegado-adjunto da 17ª delegacia de polícia, Thiago Boeing. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da Polícia Civil.
Segundo Bueno, a investigação ainda deve ouvir o segurança de Bolsonaro e apresentar o laudo da arma apreendida. Para a defesa, também não há correlação entre o episódio e o fim do prazo da prisão domiciliar, que vence na quinta-feira (25).
O caso pode ser determinante para a continuidade da prisão domiciliar, concedida temporariamente pelo prazo de 90 dias em março. Caberá a Moraes definir se manda ou não Bolsonaro de volta à unidade conhecida como Papudinha.
A pistola Glock de calibre 9 milímetros foi apreendida na noite de 15 de junho com um segurança de Bolsonaro, abordado durante blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. Moraes pediu que a defesa explicasse "a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente" e por que, às vésperas do encerramento da domiciliar, teria solicitado o conserto.
Segundo a defesa informou ao Supremo, "a entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção".
A manifestação destacou que, apesar da condenação de Bolsonaro pela trama golpista, "não foi determinada entrega de armas, o cancelamento de registros ou qualquer providência semelhante". Anexado ao processo, o certificado de registro da arma é de 2019.
"Recentemente, o peticionário constatou, pelo simples acionamento do ferrolho, sem qualquer necessidade de disparo, que o mecanismo não estava funcionando regularmente", dizem os advogados. "Sem conseguir identificar a causa do problema, entregou a arma ao sr. Estácio Leite da Silva Filho, segundo-sargento do Exército e com experiência em armamentos, para que verificasse o ocorrido."
Moraes determinou aos advogados que esclareçam "por que, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento". Segundo um interlocutor do ministro, a menção explícita ao fim do prazo é um mau sinal para Bolsonaro.
Além disso, o magistrado sugere que ordens judiciais podem estar sendo descumpridas, uma vez que são obrigatórios procedimentos de revista nos carros que saem da casa de Bolsonaro, e a arma do ex-presidente foi encontrada com um terceiro a 33 quilômetros de distância do condomínio.
A PM respondeu a Moraes que os carros usados pelos seguranças de Bolsonaro ficam estacionados na rua e não adentram a garagem, "razão pela qual não são submetidos a vistorias".
A violação de medidas cautelares é um argumento utilizado com frequência por Moraes para revogar benefícios, como ocorreu nas ocasiões em que Bolsonaro apareceu nas redes sociais dos filhos ou tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro.
A desconfiança de Moraes também aumentou devido à postura do segurança durante a abordagem na blitz. O policial militar Davi Evangelista Alves afirma que a pistola estava no assoalho do carro e que, quando a percebeu, "o motorista, de forma repentina, fechou o vidro".
Os desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) negaram os embargos de declaração apresentados pela defesa de Carlos Diego da Costa Cabral e mantiveram o acórdão que confirmou a condenação dele pelo assassinato do contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bid, filho de Waldemir Paes Garcia, que foi durante vários anos presidente da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.
A decisão pela condenação de Carlos Diego da Costa Cabral foi determinada pelo 3º Tribunal do Júri, em dezembro de 2025. Na ocasião, o réu foi condenado a 29 anos e 11 meses de reclusão pelo homicídio de Bid, quando retornava do desfile das escolas de samba no carnaval de 2020. A vítima foi morta com vários tiros de fuzil, quando estava chegando em casa, na Barra da Tijuca.
De acordo com o Ministério Público do Rio, o crime foi praticado a mando do contraventor Bernardo Bello, rival da vítima na disputa pelo controle de pontos de jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis na zona sul do Rio.
O relator do processo, desembargador Gilmar Augusto Teixeira, destacou que a defesa sustentava que o acórdão anterior teria sido omisso ao analisar alegada irregularidade na atuação do Grupo de Atuação Especializado do Tribunal do Júri. Ao rejeitar o recurso, a Câmara Criminal concluiu que a questão já havia sido examinada e afastada anteriormente, destacando que o pedido de atuação conjunta do grupo especializado foi formulado meses antes da sessão do júri, realizada em 11 de dezembro de 2025.
“Vale ressaltar que o não acolhimento da tese, tal qual trazida pelo embargante, não indica omissão ou contradição, ainda que para fins de prequestionamento, posto que ao Tribunal compete apreciar a questão de acordo com o que entender atinente ao caso submetido a julgamento, não sendo obrigado a decidir conforme pleiteado pelas partes”, escreveu o desembargador Gilmar Teixeira, na decisão.
O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi cometido mediante dissimulação, uma vez que Carlos Diego atuava como segurança de Bid, “que acreditava estar sendo protegido pelo acusado”.
Para o Ministério Público, o assassinato integra uma sequência de crimes relacionados às disputas entre grupos rivais da contravenção, intensificadas após o assassinato do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, irmão do Bid, quando saia de uma academia de ginástica em setembro de 2004, em Jacarepaguá, e sentou na moto para ir para casa.
Na hora do crime, Maninho estava sem segurança.
O presidente Lula (PT) manteve a vantagem e marca 41% no cenário mais provável de primeiro turno ante 31% de Flávio Bolsonaro (PL). A nova pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (20) mostra que o senador estancou por ora o prejuízo eleitoral causado pelo caso "Dark Horse".
Na rodada anterior, feita após a revelação de que Flávio havia pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), Lula marcou 40% enquanto o senador tinha os mesmos 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A situação de estabilidade também define o hipotético segundo turno entre Lula e Flávio, em que ambos repetiram o placar visto há um mês, de 47% para o petista e 43% para o bolsonarista. Desta vez, os brancos e nulos somam 8%, e 1% não sabe.
Desde então, o escândalo do Master chegou à cúpula do PT e passou a ser um problema compartilhado entre Lula e Flávio. O novo levantamento, porém, só capta parcialmente esse efeito, pois foi realizado na quarta-feira (17) e quinta-feira (18), dia da operação da Polícia Federal que mirou Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado suspeito de ter recebido pagamentos de Vorcaro.
O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades. A pesquisa está registrada no TSE (Superior Tribunal Eleitoral) com o número BR-09956/2026.
Lula e Flávio lideram isolados o primeiro turno, que teve novidades como a entrada de Aécio Neves, que o PSDB cogita lançar à Presidência, e a substituição de Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa no DC.
Depois de Lula com 41% e de Flávio com 31%, aparecem Ronaldo Caiado (PSD) com 3%, Renan Santos (Missão) com 3%, Romeu Zema (Novo) com 2%, Aécio Neves (PSDB) com 2%, Samara Martins (UP) com 2%, Augusto Cury (Avante) com 2%, Joaquim Barbosa (DC) com 1%, Cabo Daciolo (Mobiliza) com 1% e Rui Costa Pimenta (PCO) com 1%.
Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, e 4% responderam não saber em quem votar.
O caso "Dark Horse" (nome do filme, que significa azarão) representou um baque para Flávio, que em abril havia conseguido empatar com Lula na simulação de segundo turno e, depois do escândalo, viu a diferença atingir quatro pontos. Na primeira etapa, a vantagem de três pontos do presidente passou para nove.
Se a estabilidade atual, portanto, é uma boa notícia para Flávio, não se pode dizer o mesmo sobre Lula, que ainda espera capitalizar perante o eleitorado seu pacote de bondades de mais de R$ 140 bilhões em créditos e subsídios.
Essa é a primeira pesquisa Datafolha desde que a Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6x1, uma das principais apostas do governo Lula para ampliar os pontos do petista. Travada no Senado, porém, a medida corre o risco de ficar para depois de outubro.
O Datafolha testou outras duas possibilidades de segundo turno. Quando a disputa é entre Lula e Caiado, o petista tem 47% contra 41% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos são 10%, e 2% não sabem. A diferença de seis pontos entre os pré-candidatos teve uma oscilação em relação ao último levantamento, quando era de nove pontos (48% a 39%).
Já entre Lula e Zema, o placar é de 48% do presidente ante 39% do ex-governador de Minas Gerais, mesma diferença da pesquisa anterior, com 11% de brancos e nulos e 2% que não sabem.
A pesquisa espontânea, quando o eleitor não vê a lista de opções, também confirma a posição de Flávio como o principal candidato anti-Lula. O presidente lidera, com 30%, seguido do senador, com 17%. Caiado, Zema e Renan têm 1% cada.
Lula e Flávio estão empatados tecnicamente, dentro da margem de erro, quando a pergunta é em qual candidato o entrevistado não votaria de jeito nenhum. O bolsonarista está numericamente à frente no quesito rejeição, com 48%, seguido do petista com 46%. Aécio figura em terceiro lugar, com 23%. Há 17% que não votariam em Zema e 14% que descartam Caiado.
A menos de dois meses do início da campanha, Lula e Flávio têm travado duelos em temas como a soberania, Pix e segurança pública. Depois de um encontro com Donald Trump, o senador conseguiu que facções criminosas fossem consideradas terroristas pelos EUA e lançou uma série de promessas linha-dura para reanimar sua base conservadora.
Em contrapartida, o presidente prometeu um programa contra roubo de celulares e cobrou a presença de ministros em inaugurações de obras pelo país. Os governistas temem que a operação contra Jaques Wagner, um amigo de Lula, esvazie a exploração do "Dark Horse", mas já investem em outra frente de ataques a Flávio, classificado como traidor por se alinhar aos EUA em meio à ameaça de mais tarifas.
As preferências de cada perfil de eleitor, reforçadas a cada pesquisa, já são bem conhecidas pelas campanhas, mas nem por isso fáceis de reverter. Flávio, por exemplo, busca uma vice mulher para melhorar sua imagem no segmento em que ele marca 37% ante 52% de Lula em um eventual segundo turno.
Entre donas de casa, Lula tem 56% e Flávio, 38%. A mesma disparidade é vista entre estudantes –o petista marca 55% e o bolsonarista, 38%. Já no universo dos empresários, o senador lidera com 69% e o presidente marca 25%.
Lula tem mais apoio entre os mais pobres, menos escolarizados, pretos, homossexuais e bissexuais e chega a 61% no Nordeste. Flávio tem desempenho melhor entre os mais ricos, evangélicos, brancos e alcança 54% no Sul.
O Datafolha perguntou ainda se os eleitores se arrependem do voto dado em 2022, quando Lula venceu Bolsonaro por 50,9% a 49,1%. As respostas se mantiveram estáveis. Entre quem votou no atual presidente, 91% não se arrependem e 9% se arrependem. Para o ex-presidente, os índices são de 93% e 7%, respectivamente.
Os dados de levantamentos eleitorais não devem ser compreendidos como previsões para o resultado final das eleições. Eles servem de termômetro para opinião de eleitores no momento em que a pesquisa é feita.
As suspeitas embasaram a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18).
A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional (entenda mais abaixo).
"A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master", diz um trecho da decisão.
Em entrevista à BandNews, o petista negou ter relação com Vorcaro e afirmou que o dinheiro encontrado são diárias pagas pelo Senado em razão de viagens. Segundo Wagner, o presidente Lula ligou para prestar solidariedade após a operação.
Senador Jaques Wagner (PT) — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Apartamento de luxo
A representação da PF cita que a compra do apartamento de luxo em Salvador foi feita pela Epítome S.A., com recursos provenientes de fundos vinculados ao Master.
Jaques Wagner, segundo os investigadores, teria encaminhado a Augusto Lima dados do empreendimento, ao passo que Augusto acionou Valério Marega Júnior para tratar da operacionalização da aquisição.
As investigações ainda mostram que as tratativas sobre a compra não terminaram após a primeira fase da Operação Compliance Zero, pelo contrário, teriam continuado com reuniões e envio de minutas contratuais.
O empreendimento onde fica o apartamento é voltado ao público de alta renda e ainda está sendo construído. O prédio tem previsão de entrega para setembro de 2026.
Ingressos para show de Taylor Swift
Segundo a investigação, os bilhetes foram adquiridos por orientação de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master, por R$ 63.339 (entenda a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro mais abaixo).
A PF afirma que os ingressos foram destinados a familiares do parlamentar, mas não deixou claro se o próprio Wagner foi ao show.
A decisão de Mendonça também cita um show em Los Angeles, nos EUA, onde Taylor se apresentou em agosto de 2023. Não fica claro se foram comprados ingressos para a cidade americana.
Senador Jaques Wagner (PT-BA) e banqueiro Augusto Lima — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado e Vanner Casaes/Agência Alba
49 mil dólares apreendidos
A Polícia Federal também apreendeu, nesta quinta, US$ 49 mil dólares em espécie (valor correspondente a R$ 250 mil na cotação desta quinta), em um endereço em Brasília ligado ao senador.
Segundo o petista, o dinheiro tem origem em diárias pagas pelo Senado em razão de viagens para o exterior que realiza como parlamentar.
"Eu, várias vezes, viajei pro exterior, mandei até levantar. E, de 2019 pra cá ,eu recebi de diárias, aproximadamente US$ 70 mil dólares, e outras vezes que eu fui viajar eu comprei via Banco do Brasil, onde eu tenho conta, dólares ou euro, para fazer a viagem. Então, eu não tenho nenhuma coisa para esconder", afirmou Jaques.
Além disso, ele declarou também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou solidariedade, em um telefonema após a operação da PF desta quinta, que teve Jaques como um dos alvos.
Empresa ponte e repasses
A decisão de Mendonça menciona também que os R$ 3,5 milhões não foram repassados ao senador diretamente.
Esse montante seria fruto de transferência bancária da empresa "PKL One Participações S.A", dirigida por Andréa Lima Novaes (prima de Augusto Lima) e ligada ao grupo do Banco Master/Credcesta para a "BN Financeira Ltda.", empresa vinculada ao núcleo familiar do senador Jaques Wagner.
Em uma mensagem encontrada no celular de Augusto Lima, o enteado de Wagner, Eduardo Mendonça Sodré Martins, teria cobrado valores: “Amanhã vence [sic] os boletos e são altos”, disse.
Em resposta, Augusto Lima afirmou que o cenário estava “crítico” e vinculou a dificuldade financeira ao insucesso da operação entre o Banco Master e o BRB.
"Em 17/10/2025, a operação foi concluída com transferência de R$ 3.500.000,00 à BN Financeira LTDA., feita pela PKL One Participações S.A., empresa vinculada ao núcleo de Augusto", diz a decisão.
A representação da PF menciona ainda que a BN Financeira teria sido constituída como "microempresa, com capital social reduzido e aparente baixa capacidade operacional", contudo teria recebido valores expressivos no contexto de supostos contratos com o Banco Master ou empresas relacionadas com a instituição.
Sobre Augusto Lima, os investigadores citam sua "posição operacional destacada" e afirmam que ele atuou como "canal de interlocução" com Wagner sobre temas de interesse do Master.
No que diz respeito aos meios de comunicação entre os investigados, a PF aponta para utilização de chamadas de voz, mensagens temporárias e comunicações de baixa rastreabilidade, o que para os investigadores "reforça, em juízo preliminar, o risco de perecimento ou ocultação de provas".
Viagem à Ilha da Paixão
Segundo a PF, Augusto Ferreira colocou uma aeronave particular à disposição do senador Jaques Wagner para uma viagem à Ilha da Paixão.
Segundo a investigação, mensagens e áudios extraídos do celular de Augusto mostram que os dois combinaram um encontro no local entre os dias 11 e 13 de outubro de 2023.
De acordo com os documentos, a aeronave foi disponibilizada para transportar o parlamentar e seus familiares entre Salvador e a ilha, apontada nos autos como propriedade de Augusto Lima.
Para viabilizar o deslocamento, o empresário encaminhou ao senador o prefixo da aeronave e o horário previsto para o voo.
A Ilha da Paixão, que fica em Candeias, Na Região Metropolitana de Salvador, é apontada pela PF como propriedade do banqueiro.
A operação da PF
A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro.
Entre as medidas citadas estão a chamada "Emenda Master" e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor no qual o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta.
🔎 O Credcesta é um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, em que o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento. Registros financeiros do Master apontam que, em 2024, a venda das operações de crédito consignado ao Credcesta rendeu mais ao banco do que os juros cobrados dos servidores nessas mesmas operações.
Sobre os temas que o senador teria tratado com Augusto Lima, a decisão detalha três pontos:
elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para os aposentados e pensionistas vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas federais de transferência de renda.
tentativa de aprovação da PEC nº65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
🔎A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, conhecida como Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sob investigação da Polícia Federal, propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras.
Caso Master
A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro.
A primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025, após indícios de que o banco emitiu títulos de investimento sem garantias suficientes, com objetivo de atrair clientes com promessas de rentabilidade acima da média do mercado. Na ocasião, Vorcaro foi preso, e a PF estimou um prejuízo potencial de até R$ 12 bilhões.
Ao longo das fases seguintes, a investigação foi ampliada e passou a incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, intimidação de adversários, espionagem, uso indevido de informações sigilosas e corrupção.
A PF também investiga aportes bilionários feitos pelo Banco de Brasília (BRB) no Master e supostos repasses a agentes políticos.
Nas fases mais recentes, a operação atingiu familiares e aliados de Vorcaro, além de autoridades públicas.
Todos os investigados negam irregularidades.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou nesta quinta-feira (17) autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para intimar e tomar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um de seus seguranças. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia.
Em ofício enviado ao Supremo, o delegado Thiago Boing, responsável pela investigação, informou que tentou intimar Bolsonaro, mas foi impedido pela equipe de segurança do ex-presidente.
"Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando", relatou o delegado.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.
Se for autorizado pelo STF, o depoimento de Bolsonaro está marcado para a próxima quarta-feira (24), às 15h, por videoconferência.
A arma foi apreendida às 23h30 da segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.
Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.
Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de fazer o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.
Na quarta-feira (17), a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que foi deixada com o segurança para ser levada para conserto. Segundo os advogados, o ex-presidente não está proibido de manter a arma em casa.
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (16) condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo.
O placar unânime de 4 votos a 0 foi obtido no julgamento da ação penal na qual Eduardo é réu pela acusação de articular o tarifaço contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.
A condenação também envolve os atos para estimular o governo do presidente Donald Trump a revogar os vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky.
Os votos foram proferidos pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
A sessão do colegiado prossegue para a definição das penas de Eduardo, a chamada dosimetria da pena.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.
O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.
A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.
De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.
A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.
O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.
Leucemia
Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.
Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento.
Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.
A Comissão da Política de Alfabetização do município de Campos dos Goytacazes, elaborada pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), realizou a segunda reunião com os membros do colegiado, de forma presencial, promovendo um espaço de diálogo e reflexão sobre ações voltadas ao fortalecimento da alfabetização na rede municipal de ensino. O encontro aconteceu na semana passada na sede da Seduct.
Encarregada de elaborar a Política Municipal de Alfabetização de Campos, a comissão foi criada por meio da Portaria Seduct nº 251/2025, e publicada no Diário Oficial no dia 30 de dezembro. A medida instituiu um processo técnico e participativo, com o objetivo de orientar ações de alfabetização em toda a rede municipal, em alinhamento com normas e metas nacionais.
O grupo deve coordenar a redação do documento orientador, mapear o cenário local da alfabetização e propor metas e indicadores de acompanhamento. Entre suas atribuições estão a realização de diagnósticos sobre práticas na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e na Educação Especial, a promoção de encontros com a comunidade escolar e a sistematização de propostas que possam ser submetidas à aprovação da Secretaria.
A subsecretária de Ensino, Célia Maria Ferreira; a diretora pedagógica, Viviane Terra; a gerente do Ensino Fundamental, Jossana Bartolazzi, representantes das gerências responsáveis pelo Ensino Fundamental, Educação Infantil, Educação Especial Inclusiva, Coordenação de Diversidade, além de coordenadores e diretoras de escolas, integram a comissão.
A supervisora de Creche da Educação Infantil, Kátia Vargas, afirmou que o grupo destacou a importância do estudo da obra Alfaletrar, de Magda Soares, que defende a integração entre alfabetização e letramento, garantindo que os estudantes desenvolvam tanto o domínio da escrita quanto o uso social da leitura e da linguagem escrita.
Também foi discutida a necessidade de selecionar profissionais qualificados para atuar nas turmas de alfabetização, considerando formação específica e conhecimentos teórico-metodológicos adequados para assegurar um processo de ensino eficiente.
“Outro aspecto relevante foi o compromisso com uma educação inclusiva, baseada em práticas pedagógicas que respeitem a diversidade dos estudantes e promovam equidade, acessibilidade e oportunidades de aprendizagem para todos. Por fim, reforçou-se a importância da atuação articulada entre gestores, coordenadores pedagógicos e professores para consolidar práticas alfabetizadoras de qualidade, garantindo inclusão e aprendizagem significativa aos estudantes da rede municipal”, explicou Kátia.
O gerente de Diversidade e Inclusão, Diego Henrique, destacou que a gestão municipal de Campos acerta em trazer o diálogo com os principais pensadores da educação para fundamentar e dar a pensar o processo educacional e, em especial, o de ensino-aprendizagem no cotidiano das escolas e o processo de alfabetização e letramento.
“Os fundamentos epistemológicos discutidos nesta reunião permitiram pensar múltiplos “pontos de partida” para esse processo, desde a neurociência, psicologia do desenvolvimento, construtivismo, interacionismo, letramento, antropologia das infâncias etc. Essa pluralidade se compreendeu necessária, pois reflete-se na diversidade territorial, ambiental e étnico-racial dos sujeitos da educação”, afirmou.
Ana Beatriz Nogueira Manhães Maravilha, professora do 1° ano do Ensino Fundamental, aprovou a proposta. “Esse é um importante espaço de diálogo, reflexão e construção coletiva em prol da educação pública. Discutimos as demandas e necessidades da nossa rede de ensino, com atenção especial aos desafios da alfabetização e do letramento. Inspirados pelos estudos de Magda Soares, reforçamos a importância de uma alfabetização com significado, que vá além da decodificação das palavras e possibilite às crianças o uso da leitura e da escrita em práticas reais de comunicação e participação social. Como professora alfabetizadora da rede, considero esses momentos fundamentais para fortalecer o trabalho pedagógico, compartilhar experiências e construir caminhos que garantam uma aprendizagem mais significativa e de qualidade, garantindo direitos para todos os nossos estudantes”, disse.
Coordenadora de Alfabetização, Viviane Pereira acrescentou que se trata de um momento muito importante de reflexão e construção coletiva. “Esses encontros são essenciais para fortalecer as práticas pedagógicas e contribuir para uma aprendizagem mais significativa. Durante as discussões, a maioria dos participantes destacou a relevância dos estudos de Magda Soares, que defendem uma alfabetização integrada ao letramento, possibilitando que as crianças aprendam a ler e escrever de forma contextualizada e com significado. Esse olhar reforça nosso compromisso com uma educação pública de qualidade, que garanta o direito à aprendizagem de todos os estudantes”, comentou.
Thatiana Barbosa, professora da rede e atual gestora da Escola Wilson Batista, concordou. “É essencial promovermos a construção de políticas educacionais que atendam à realidade de uma rede de ensino ampla e marcada pela diversidade territorial. Precisamos considerar as especificidades de cada contexto escolar, garantindo equidade no acesso à aprendizagem. Esses momentos de encontro e diálogo são importantes para a troca de experiências e fortalecimento na construção de caminhos que irão nortear o trabalho para uma educação de qualidade”.
Pedagoga da rede e supervisora de Acompanhamento Educacional Especializado, Danielle Muguet finalizou: “Essa é uma importante oportunidade de contribuir para a construção de políticas educacionais fundamentadas em evidências, no diagnóstico da rede e no planejamento estratégico das ações pedagógicas. As discussões evidenciam a relevância de uma abordagem sistêmica, articulando metas, indicadores e práticas que promovam a aprendizagem com equidade. Na condição de representante da Educação Especial, compreendo que o processo de alfabetização deve ser pensado à luz dos princípios da educação inclusiva, assegurando acessibilidade, participação e desenvolvimento para todos os estudantes”.
A Corte de Cassação de Roma, instância máxima de apelação da Justiça italiana, publicou a íntegra da decisão em que negou a extradição ao Brasil da ex-deputada Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil relativo ao caso de invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime pelo qual foi considerada culpada pela Primeira Turma do Supremo, no ano passado.
Para a Justiça italiana, há “diversos elementos” que trazem dúvida sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Isso porque ele ocupou diferentes papéis ao longo do processo, sendo, além de juiz, o prejudicado pelo ato considerado criminoso.
A decisão italiana afirma haver “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes]”.
A Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”.
Pouco antes da condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu, em julho do ano passado, para os Estados Unidos e em seguida para a Itália, país do qual possui cidadania. Ela foi presa no país europeu para aguardar o julgamento do pedido de extradição feito pelo Brasil, mas acabou solta em maio deste ano, depois da decisão que rejeitou o procedimento.
Há ainda, contudo, um segundo pedido de extradição em tramitação na Justiça italiana, ao aguardo de uma decisão da Corte de Cassação italiana.
Esse caso diz respeito a uma condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo, em 2022.
Acionados, o Supremo Tribunal Federal ou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a decisão da Justiça italiana.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a lista de rejeição entre os pré-candidatos à Presidência da República, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10. Entre os entrevistados que afirmam que conhecem o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, 56% dizem que não votariam nele, alta de 2 pontos porcentuais (pp) em relação à pesquisa realizada em maio, no limite da margem de erro.
O crescimento na rejeição do senador acontece depois da divulgação de conversas em que ele cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Desde então, Flávio viu sua curva de crescimento nas intenções de voto ser interrompida.
Já os entrevistados que afirmam que conhecem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não votariam nele mantiveram-se estáveis em relação a maio, somando 53% neste levantamento.
Entre os entrevistados, 45% dizem que conhecem e votariam no presidente Lula para a reeleição, alta de 1 ponto porcentual em relação a maio, dentro da margem de erro. Outros 39% dizem que conhecem e votariam em Flávio Bolsonaro, mesmo número da pesquisa divulgada em maio.
A pesquisa também ouviu a avaliação dos eleitores sobre Ronaldo Caiado (PSD); Romeu Zema (Novo); Joaquim Barbosa (DC); Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Entre os entrevistados, 32% dizem que conhecem e não votariam em Ronaldo Caiado; 29% dizem que conhecem e não votariam em Romeu Zema; 20% dizem que conhecem e não votariam em Renan Santos; 17% dizem que conhecem e não votariam em Joaquim Barbosa e 16% dizem que conhecem e não votariam em Augusto Cury.
A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,09% para 5,11% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima terceira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.
A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE.
Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.
Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 subiu de 13,25% ao ano para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu 1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,15 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,20.