Cidadão poderá contestar via Dataprev negativa do auxílio emergencial




04/08/2020 23:11:19.

O governo abriu mais um canal de comunicação para quem quiser contestar a análise do pedido de recebimento do auxílio emergencial de R$ 600, concedido para enfrentamento da crise financeira decorrente da pandemia do covid-19. Aqueles que tiveram o pedido negado podem contestar pelo site da Dataprev (Aqui).  (leia mais abaixo)


Esse canal, no entanto, é indicado para casos específicos, referentes a atualização de dados cadastrais. Ele pode ser usado quando uma pessoa era menor de idade e completou 18 anos recentemente; para cidadãos que eram servidores públicos ou militares, mas perderam esse vínculo com o Estado; e para pessoas que perderam o emprego e não têm direito a auxílio-desemprego ou não recebem o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda.


Nesses três casos não é possível fazer a contestação pelos canais da Caixa. Esse foi o motivo da Dataprev abrir o canal. Outros canais já disponíveis, mas para contestações de outras ordens, são o site da Caixa Econômica Federal, o aplicativo Caixa - Auxílio Emergencial e a solicitação via Defensoria Pública da União (DPU).


Basta o cidadão entrar no site da Dataprev, inserir informações pessoais como: nome completo, data de nascimento, nome da mãe e CPF. Após essa etapa, aparecerá o botão de “contestação” para fazer o novo pedido.


Os processamentos e cruzamentos de dados seguirão a mesma lógica do programa. Após processamento da Dataprev, os dados são enviados para homologação (validação) dos resultados pelo Ministério da Cidadania – órgão gestor. E, por fim, são encaminhados à Caixa para pagamento. Nos casos de indeferimento, o cidadão poderá obter mais informações no portal de consultas. Essas informações explicarão porque o pedido foi negado e a legislação que embasa essa negativa.


Mais de 108,9 milhões de cadastros já foram processados pela Caixa. Ao todo, mais de 66,9 milhões de pessoas receberam o Auxílio Emergencial do Governo Federal. Segundo dados de segunda-feira (3), da Caixa Econômica Federal, 438,5 mil estão em reanálise.




'Não vejo nenhum crime do presidente', diz Rodrigo Maia




04/08/2020 08:08:53.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na segunda-feira, 3, que não encontrou embasamento legal nos quase 50 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro enviados ao Congresso até agora. "Destes que estão colocados, eu não vejo nenhum tipo de crime atribuído ao presidente, de forma nenhuma", disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. (leia mais abaixo)


Maia afirmou ainda que o impeachment não pode ser instrumento para solução e crises. "Tem que ter um embasamento para essa decisão e não encontro ainda nenhum embasamento legal", acrescentou.


Questionado sobre o motivo de ainda não ter 'engavetado' os processos, Maia justificou que ocuparia tempo na agenda do Congresso, que deve focar em pautas sobre o coronavírus. "Estamos no meio de um processo de pandemia e qualquer decisão agora leva um recurso ao plenário e nós vamos ficar decidindo impeachment sem motivação para isso. É por isso que eu não decido."


O presidente da Câmara criticou a atuação de Bolsonaro na pandemia, fato que está no centro de alguns dos pedidos de impeachment. "O president errou na questão de minimizar o impacto da pandemia, a questão da perda de vidas. Vamos chegar a 100 mil vidas perdidas. Ele minimizou, criou um falso conflito."


Lava Jato


Na entrevista, Maia afirmou que a Lava Jato é uma "operação política" e que cabe ao procurador-Geral da República, Augusto Aras, junto à Corregedoria e ao próprio Conselho Nacional do Ministério Público tomar decisões que, segundo ele, não foram tomadas no passado.


"Os fatos mostraram que excessos ocorreram e cabe ao procurador-geral, e aí defendo a posição do procurador-geral, junto com a corregedoria e com o Conselhor Nacional, tomar as decisões. Não cabe a outro poder interferir na procuradoria, no Ministério Público. Mas cabem decisões contundentes por parte da corregedoria e do procurador-geral. Acho que o Aras está indo no caminho correto, organizar o processo para que esses excessos não se repitam mais no nosso País."


Sobre o projeto de quarentena para juizes, defendido por ele e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Maia garantiu que não atingiria o ex-ministro Sérgio Moro. "Seria legítimo (a candidatura de Moro). É um direito que ele tem, como qualquer um."


O presidente da Câmara negou que o projeto tenha como objetivo impedir eventual candidatura do ex-juiz. "Claro que (o projeto de quarentena para juízes) não é para atingir o Moro. Os deputados, senadores ou o Supremo não encaminhariam uma tese de fazer uma lei para proibir uma pessoa de disputar uma eleição. Ficaria muito ruim para a democracia brasileira."


PL das fakes news


Maia afirmou que colocará a PL das fake news em votação até o final do ano e que o texto aprovado deve garantir transparência. "Não queremos votar nenhum projeto que fere a liberdade de expressão, mas não podemos continuar aceitando que novas tecnologias continuem sendo instrumento de radicais."


O presidente da Câmara relatou ter sido atacado nas redes sociais após chamar o youtuber e influenciador digital Felipe Neto para participar de uma reunião que vai discutir o PL 2630/2020. "Como se a Câmara, que é a casa do povo, não pudesse ouvir uma pessoa que é seguida por 40 milhões de pessoas."


Fonte: Terra




 





Braga Netto é 7º ministro diagnosticado com coronavírus




03/08/2020 14:02:23.

O ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, recebeu nesta segunda-feira, 3, a confirmação de que testou positivo para a covid-19. (leia mais abaixo)


"O ministro passa bem e está assintomático", afirma nota divulgada pela assessoria da pasta. Além dele, outros seis ministros e o presidente Jair Bolsonaro já contraíram a doença. "Ele ficará em isolamento até novo teste e avaliação médica. Até lá, continuará cumprindo a sua agenda de forma remota", diz a nota.


Além de Braga Netto, já testaram positivo Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Milton Ribeiro (Educação), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações). Também a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, contraiu covid-19. Já Bolsonaro anunciou no dia 7 de julho que tinha testado positivo e anunciou sua cura no dia 25. No entanto, ele revelou que ainda tem uma infecção no pulmão. 


Com informações da Agência Ansa.




Pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante a pandemia; confira




31/07/2020 22:10:40.

Terminar o mês escolhendo quais boletos pagar. Essa virou a rotina de milhões de brasileiros que passaram a ganhar menos ou perderam a fonte de renda por causa da pandemia do novo coronavírus. Para reduzir o prejuízo, o governo adiou e até suspendeu diversos pagamentos esse período. Tributos e obrigações, como o recolhimento das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), foram parcelados para depois. (leia mais abaixo)


Em alguns casos, também é possível renegociar. Graças a resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), os principais bancos estão negociando a prorrogação de dívidas. Os agricultores e pecuaristas também poderão pedir o adiamento de parcelas do crédito rural.


Além do governo federal, diversos estados estão tomando ações para adiar o pagamento de tributos locais e proibir o corte de água, luz e gás de consumidores inadimplentes. No entanto, consumidores de baixa renda estão isentos de contas de luz por 150 dias em todo o país. Em alguns casos, a Justiça tentou agir. No início de abril, liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo proibiram o corte de serviços de telefonia de clientes com contas em atraso, mas a decisão foi revertida dias depois.


Alguns acordos já expiraram, como o acerto entre Agência Nacional de Saúde (ANS) e algumas operadoras para que os planos não interrompessem o atendimento a pacientes inadimplentes até o fim de junho. Outras medidas foram renovadas, como a proibição de cortes de luz, prorrogada até o fim de julho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


Pagamentos adiados

Os adiamentos não valem apenas para os consumidores. O Congresso aprovou uma lei que suspende o pagamento da dívida dos estados com a União de março a dezembro e autoriza os governos locais a renegociarem débitos com bancos públicos e organismos internacionais.


Confira as principais medidas temporárias para aliviar o bolso em tempos de crise:


Empresas

•        Adiamento do pagamento da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os pagamentos de abril serão quitados em agosto. Os pagamentos de maio, em outubro. A medida antecipará R$ 80 bilhões para o fluxo de caixa das empresas.


•        Adiamento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do 15º dia útil de abril, maio e junho para o 15º dia útil de julho.


•        Parcelamento, em até 12 vezes, de multas administrativas aplicadas a fornecedores do governo federal.


•        Antecipação de crédito para empresas fornecedoras da União, de estados e de municípios, com uso de contratos administrativos como garantia.


•        Prorrogação, até 13 de agosto, da validade das Certidões Negativas de Débitos (CND) e das Certidões Positivas com Efeitos de Negativa (CPEND). Prorrogadas por 90 dias no fim de março, certidões tiveram prazo estendido pela segunda vez por causa da pandemia.


Micro e pequenas empresas

•        Adiamento, por seis meses, da parte federal do Simples Nacional. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro.


•        Adiamento, por três meses, da parte estadual e municipal do Simples Nacional. Os pagamentos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, pertencente aos estados) do Imposto sobre Serviços (ISS, dos municípios) de abril, maio e junho passaram para julho, agosto e setembro.


•        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.


•        Empresas com tributos em atraso não serão excluídas do Simples Nacional em 2020.


Microempreendedores individuais (MEI)

•        Adiamento das parcelas por seis meses. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro. A medida vale tanto para a parte federal como para parte estadual e municipal (ICMS e ISS) do programa.


•        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.


•        Microempreendedores com tributos em atraso não serão excluídos do Simples Nacional em 2020.


Pessoas físicas

•       O cronograma de restituições do Imposto de Renda, de maio a setembro, está mantido. Prazo da declaração, que acabaria em 30 de abril, foi adiado por dois meses e acabou no fim de junho.


Empresas e pessoas físicas

•        Suspensão, por 180 dias, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos. Imposto deixará de ser cobrado de abril a outubro, injetando R$ 14 bilhões na economia. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 90 dias.


•        Suspensão, até 31 de agosto, de procedimentos de cobrança e de intimação pela Receita Federal. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em dois meses.


•        Prorrogação das parcelas de renegociações com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que venceriam em maio, junho e julho. Vencimento foi estendido para agosto, outubro e dezembro, respectivamente.


Empresas e empregadores domésticos

•        Suspensão das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por três meses, inclusive para empregadores domésticos. Valores de abril a junho serão pagos de julho a dezembro, em seis parcelas, sem multas ou encargos.


Compra de materiais médicos

•        Redução a zero das alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar


•        Desoneração temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens necessários ao combate ao Covid-19


Contas de luz

•        Proibição de cortes de energia de consumidores inadimplentes até 31 de julho. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para famílias de baixa renda, proibição foi prorrogada até 31 de dezembro.


•       Consumidores de baixa renda, que gastam até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês, estarão isentos de pagarem a conta de energia até o fim de agosto. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 60 dias. O valor que as distribuidoras deixarão de receber será coberto com R$ 1,5 bilhão de subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).


Contas de telefone

•        Apesar de liminar da Justiça Federal em São Paulo ter proibido o corte de serviço de clientes com contas em atraso, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recorreu e conseguiu reverter a decisão. Os clientes de telefonia continuarão a ter a linha cortada caso deixem de pagar as contas. Segundo o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Mairan Maia, as operadoras precisam de recursos para manterem a infraestrutura e financiarem a crescente demanda por serviços de telecomunicação durante a pandemia”, afirmou, no texto.


Dívidas em bancos

•        Autorizados por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), os cinco principais bancos do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander – abriram renegociações para prorrogarem vencimentos de dívidas por até 60 dias.


•        Renegociação não vale para cheque especial e cartão de crédito.


•        Clientes precisam estar atentos para juros e multas. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso verificar se o banco está propondo uma pausa no contrato, sem cobrança de juros durante a suspensão, ter cuidado com o acúmulo de parcelas vencidas e a vencer e perguntar se haverá impacto na pontuação de crédito do cliente.


Financiamentos imobiliários da Caixa

•        Caixa Econômica Federal ampliou, de 120 para 180 dias, a pausa nos contratos de financiamento habitacional para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra. Quem tinha pedido prazo menor de prorrogação precisa entrar em contato com o banco.


•        Clientes que usam o FGTS para pagar parte das parcelas do financiamento poderão pedir a suspensão do pagamento da parte da prestação não coberta pelo fundo por 180 dias.


•        Clientes adimplentes ou com até duas prestações em atraso podem pedir a redução do valor da parcela por 180 dias.


•        Carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos.


Crédito consignado

•       Trabalhadores da iniciativa privada com suspensão de contrato, redução temporária de salário ou com contaminação por covid-19 poderão pedir carência (suspensão do desconto em folha) do consignado por até 90 dias.


•       Servidores públicos com contaminação comprovada por covid-19 poderão pedir carência de 90 dias.


Fies

•        Congresso aprovou suspensão de pagamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até o fim do ano. Primeira versão da lei sobre o tema, sancionada em maio, isentava os financiamentos apenas durante a pandemia.


Produtores rurais

•        CMN autorizou a renegociação e a prorrogação de pagamento de crédito rural para produtores afetados por secas e pela pandemia de coronavírus. Bancos podem adiar, para 15 de dezembro, o vencimento das parcelas de crédito rural, de custeio e investimento, vencidas desde 1º de janeiro ou a vencer. Essa foi a segunda prorrogação. Em abril, as parcelas haviam sido transferidas para 15 de agosto.


Financiamentos do BNDES

•        BNDES autorizou suspensão de pagamento de parcelas de financiamentos com a instituição por até seis meses, beneficiando cerca de 28,5 mil empresas que deixarão de pagar R$ 12 bilhões.


Inscritos na Dívida Ativa da União

•        Devedores impactados pela pandemia podem pedir parcelamento especial de dívidas com a União. Adesão vai até 31 de dezembro.


•        Suspensão, até 31 de julho, de procedimentos de cobrança e de intimação pela PGFN. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em um mês.


Estados devedores da União

•        Congresso aprovou suspensão dos débitos dos estados com o governo federal e com bancos públicos de março a dezembro. A medida injetará R$ 35 bilhões nos cofres estaduais para enfrentarem a pandemia.


•        A nova lei também autoriza a renegociação de débitos dos estados e dos municípios com bancos públicos e organismos internacionais, deixando de pagar R$ 24 bilhões.




Bolsonaro diz ter "mofo no pulmão" após superar covid-19




31/07/2020 01:01:14.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que está tomando antibiótico em decorrência de uma infecção a que está acometido após, segundo ele, passar 20 dias em isolamento em decorrência da Covid-19 e estar com "mofo no pulmão". (leia mais abaixo)


Acabei de fazer um exame de sangue, né, estava com um pouco de fraqueza ontem, acharam até um pouco de infecção também. Estou agora no antibiótico, deve ser... agora depois de 20 dias dentro de casa, a gente pega outros problemas. Eu peguei mofo, mofo no pulmão", disse Bolsonaro em transmissão ao vivo pelas redes sociais.


Na transmissão, Bolsonaro não deu detalhes sobre o tipo de infecção e disse que vai cumprir agenda de viagem na sexta-feira a Bagé, no Rio Grande do Sul.


O presidente garantiu que está curado da Covid-19, após ter afirmado no fim de semana que teve teste negativo para a doença. Ele havia anunciado em 7 de julho que teve teste positivo para o novo coronavírus.


Nesta quinta-feira pela manhã, o presidente teve a sua primeira agenda oficial de viagens desde então, visitando municípios no Piauí e na Bahia.


Fonte: Terra




Bolsonaro diz que precisa do Congresso para resolver problemas do país




30/07/2020 12:12:52.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (30) que precisa do apoio do Congresso Nacional para resolver os problemas do Brasil. (leia mais abaixo)


“Já ouvi de parlamentares e prefeitos alguns problemas da região, esses problemas quem vai resolver não é o Jair Bolsonaro sozinho, vai ser ele e o parlamento brasileiro”, disse, durante a entrega do Sistema de Abastecimento de Água, na cidade de Campo Alegre de Lourdes, na Bahia.


De acordo com Bolsonaro, ao chegar à Presidência, buscou parcerias dentro da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para levar adiante os seus projetos para o país.


“Começamos enfrentando uma pandemia, ninguém esperava isso, mas ela veio e nós fizemos todo o possível para que seus efeitos fossem minorados. Mas fizemos isso tendo ao nosso lado valorosos senadores e deputados”, disse, destacando a presença de parlamentares da bancada da Bahia na cerimônia desta quinta-feira.


O presidente elogiou o trabalho realizado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o seu empenho em retomar as obras paradas e atender o povo do Nordeste.


Abastecimento

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, mais de 40 mil moradores serão atendidos na região com o novo sistema de abastecimento, incluindo áreas rurais. O investimento do governo federal na obra foi de R$ 90 milhões, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).


A região integra o chamado polígono da seca. A captação ocorre no lago de Sobradinho, do Rio São Francisco, no município de Pilão Arcado, e a estrutura cruza diversos povoados até chegar a Campo Alegre de Lourdes. No total, 71 comunidades serão beneficiadas nos dois municípios. Na sede e povoados, o abastecimento será domiciliar; em algumas regiões da zona rural, será por chafariz de uso comunitário, instalado em pontos estratégicos.


A obra, que possui 477 quilômetros de adutoras e redes de distribuição, é composta por uma Estação de Tratamento de Água, seis estações elevatórias, duas de pressurização, seis poços de sucção, seis reservatórios elevados e outros seis apoiados, quatro casas de cloração, além de mais de 8 mil ligações domiciliares. A estrutura é operada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).


Após o evento, o presidente Bolsonaro seguiu para São Raimundo Nonato, no Piauí, onde visitará o Parque Nacional da Serra da Capivara e o Museu da Natureza.




Profissionais de saúde vão testar vacina contra covid-19




29/07/2020 12:12:56.

A prefeitura de Niterói, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, de São Paulo, acertaram uma parceria para a realização de pesquisa e ensaio clínico para avaliação da eficácia e segurança da vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. (leia mais abaixo)


O estudo será realizado em profissionais da saúde do Hospital Getúlio Vargas Filho e da Policlínica Sérgio Arouca. A Secretaria municipal de Saúde será responsável pelo recrutamento de entre 500 e 900 participantes, pela coleta de dados e pelas amostras biológicas a partir do mês que vem.


Segundo a prefeitura, os voluntários passarão por entrevistas e avaliações médicas e, caso concordem com os termos do estudo, receberão duas doses da vacina, com 14 dias de intervalo, e serão monitorados pelos pesquisadores por um ano para análise dos resultados sobre a eficácia da vacina e também sobre a existência ou não de possíveis reações adversas.


O pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz, André Siqueira, disse que este é um estudo de fase 3, o que significa que já se passaram duas fases iniciais que mostraram que a vacina é segura e produziu anticorpos efetivos contra o novo coronavírus. “Outras cidades do Brasil também estão envolvidas no estudo. A prioridade é aplicar em profissionais de saúde, que estão sendo mais expostos”, afirmou, em nota.


Para as pessoas voluntárias que têm interesse em participar do estudo, haverá um link, tanto na página do Instituto Butantan, da Fiocruz e da Secretaria de Saúde de Niterói, para que possam se inscrever. “Todos serão acompanhados com exames regulares pelo período de um ano. No fim deste período, teremos a avaliação se a vacina de fato funciona, como a gente prevê que ela possa funcionar, pelos resultados apresentados nas fases anteriores”, completou o pesquisador.




CNBB discutirá carta vazada com críticas a Bolsonaro




28/07/2020 01:01:42.

O conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai analisar a carta assinada por 152 bispos e arcebispos brasileiros contendo críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com o bispo dom Pedro Stringhini, presidente da Regional Sul 1 da CNBB, a carta seria abordada em reunião do conselho que já estava marcada para o dia 5 de agosto, mas houve o vazamento antecipado do conteúdo. No texto, os bispos acusam o governo federal de "inércia e omissão" no combate à pandemia do novo coronavírus e de "incapacidade e inabilidade" para enfrentar a crise. (leia mais abaixo)


O clero brasileiro tem cerca de 470 bispos, dos quais 310 estão na ativa e, destes, 79 são arcebispos, ou seja, cerca de um terço do clero assinou a "Carta ao Povo de Deus", como foi denominada a mensagem. Segundo dom Pedro, a reunião no dia 5 de agosto não acontecerá por causa da carta, mas abordará também o tema. "Sim, porque a carta seria, de qualquer maneira, discutida no dia 5, sem ser vazada. Com o vazamento, o conteúdo que esses 150 bispos estavam apresentando para o conselho permanente já foi divulgado e vai tendo seus efeitos, sendo positivos ou negativos."


O bispo disse que não é signatário, mas leu o conteúdo do documento. "O objetivo não é simplesmente criticar o presidente, mas trazer questões que dizem respeito à vida do nosso povo, às crises que passamos, crise sanitária, crise econômica, crise política, democracia, Amazônia, incêndios, a situação difícil dos índios, dos pobres em geral, dos desempregados. É esse o teor da carta, para a gente não desfocar os problemas, que não são problemas desconhecidos da população e muito menos das forças da sociedade que discutem esses problemas."


Ele lembrou que, nessa linha de discutir a vida do País, a reunião terá também um foco na participação da CNBB no movimento Pacto Pela Vida e pelo Brasil, que reúne ainda a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Academia Brasileira de Ciências (ACI), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e outros organismos relevantes da sociedade em uma aliança para enfrentar as crises sanitária, econômica, social e política que vive o País, segundo as entidades participantes. "Hoje, graças a Deus, são diversos movimentos que estão pensando a situação no Brasil, a Comissão Arns, por exemplo, o Somos 70%, são diversos movimentos, e a CNBB está envolvida neles, sobretudo no Pacto pela Vida e pelo Brasil."


Os bispos que assinam a carta são de todas as regiões do Brasil, inclusive o estado de São Paulo. O arcebispo emérito de São Paulo, dom Cláudio Hummes, um dos signatários, foi procurado pela reportagem. Conforme o bispo auxiliar da arquidiocese, dom Devair Araújo da Fonseca, ao ser consultado, dom Cláudio disse que não daria entrevista. A presidência da CNBB informou, através de sua assessoria, que é uma carta dos signatários e não reflete o posicionamento da Conferência.


O texto compara o momento atual do Brasil a uma "tempestade perfeita" e atribui à combinação de "uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança". O documento cita a destruição da Amazônia e do meio ambiente pela "ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários" e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos.


Os bispos lembram a convivência com a "incompetência do governo federal para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de se colocar contra a ciência", e ainda o "desprezo pela educação, cultura saúde e pela diplomacia". "Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente do secretário da cultura." O documento lembra ainda a "omissão, apatia e rechaço" do governo pelos mais pobres e a decisão do presidente de negar acesso à água potável, leitos hospitalares e material de higiene a indígenas e quilombolas.


As divergências entre os bispos brasileiros e o presidente começaram antes mesmo de Bolsonaro assumir a presidência. Em 2018, ao criticar a realização do Sínodo da Amazônia, já eleito, Bolsonaro atacou a CNBB, afirmando que o órgão integra "a parte podre da Igreja Católica". O posicionamento do órgão católico em relação às queimadas e à questão fundiária da Amazônia também azedou a relação com o governo. Recentemente, a CNBB desautorizou os padres que ofereceram apoio a Bolsonaro em troca da ampliação do alcance de suas redes de radiodifusão, além de verbas publicitárias.


Fonte: Terra




Poupança: acordo sobre perdas com planos econômicos tem 118 mil adesões




27/07/2020 02:02:26.

O acordo para compensar perdas com planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 foi fechado por 118 mil pessoas até março deste ano. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um dos órgãos que monitoram o acordo, R$ 1,6 bilhão foram pagos aos titulares de cadernetas de poupança na época, valor que envolveu 98 mil processos. (leia mais abaixo)


Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um acordo entre entidades que atuam em defesa do consumidor e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na tentativa de encerrar a disputa judicial pelo ressarcimento, que tramita desde a década de 80.


As ações envolvem as perdas inflacionárias com os planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991).


Segundo o CNJ, dos 118 mil poupadores, 46 mil têm conta na Caixa, 25 mil, no Itaú, 24 mil, no Bradesco, 11 mil, no Santander, e 11 mil, no Banco do Brasil. 


Os poupadores que estiverem interessados podem buscar mais informações no site criado para tirar dúvidas e solicitar o acordo, que pode ser assinado até 2025. Na página é possível fazer simulações, verificar quem pode aderir e obter detalhes sobre a tramitação dos pedidos nos bancos. A orientação é para que o advogado do poupador seja consultado sobre as condições da adesão.




Bolsonaro vai ao STF contra suspensão de perfis de aliados




26/07/2020 01:01:44.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ingressou neste sábado (25) com um ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu contas no Twitter e no Facebook de influenciadores, empresários e políticos apoiadores bolsonaristas. (leia mais abaixo)


"Agora às 18hs, juntamente com a AGU [Advocacia-Geral da União], entrei com uma ADIn [Ação Direta de Inconstitucionalidade] no STF visando ao cumprimento de dispositivos constitucionais. Uma ação baseada na clareza do Art. 5° [da Constituição], dos direitos e garantias fundamentais", escreveu Bolsonaro em uma rede social.


"Caberá ao STF a oportunidade, com seu zelo e responsabilidade, interpretar sobre liberdades de manifestação do pensamento, de expressão, além dos princípios da legalidade e da proporcionalidade," acrescentou.


Na última quarta (22), Moraes havia expedido um nova decisão de suspensão das contas, reiterando uma anterior (de maio), e impondo multa de R$ 20 mil por perfil indicado e não bloqueado em 24 horas pelas plataformas.


Os apoiadores do presidente que tiveram suas contas suspensas na sexta-feira (24) foram: o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Sara Giromini, o blogueiro Allan dos Santos e os empresários Luciano Hang (da Havan) e Edgard Corona (das academias Smart Fit). Todos são alvos de investigação no âmbito do inquérito das fake news, que investiga ameaças e disseminação de notícias falsas contra integrantes do STF nas redes sociais. 


Fonte: Terra




Presidente do Banco do Brasil pede demissão do cargo




24/07/2020 21:09:51.

O presidente do Banco do Brasil (BB), Rubem Novaes, entregou nesta sexta-feira (24) um pedido de renúncia do cargo ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes. A informação foi dada pelo próprio banco, em comunicado de fato relevante distribuído à imprensa e ao mercado financeiro. Ele ocupava o posto desde o início do governo, em janeiro de 2019. (leia mais abaixo).


Segundo o BB, a demissão vale a partir de agosto, em data a ser definida. O comunicado informa que Novaes, de 74 anos, deixa o cargo por entender que a "companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário". 


O Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista, com participação majoritária da União, sendo a maior instituição financeira do país, com mais de R$ 1,57 trilhão em ativos. Juntamente com a Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste, o Banco do Brasil é um dos cinco bancos públicos controlados pelo governo brasileiro.




Bolsonaro diz que não é preciso ter pavor do coronavírus




23/07/2020 22:10:29.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que não é preciso ter pavor em relação ao novo coronavírus e voltou a defender que se repense a política de isolamento social, no dia em que o Brasil ultrapassou 84 mil mortos pela Covid-19 e registrou quase 60 mil novos casos da doença. (leia mais abaixo)


Em transmissão feita pelas redes sociais, Bolsonaro --que há duas semanas divulgou teste positivo para a doença causada pelo novo coronavírus-- afirmou estar se sentindo bem, disse que está "praticamente preso" numa sala no Palácio da Alvorada e argumentou que se o isolamento social adotado por Estados e municípios para frear a disseminação da doença continuar o Brasil vai se tornar um país de miseráveis.


Estou muito bem... Não precisa ter pavor no tocante ao vírus", disse.


"Estou vendo já, assisto televisão o dia todo, está sempre ligado, acompanho aqui um pouco da nossa imprensa e estou vendo autoridades de dentro e de fora do Brasil dizendo que esta pandemia veio para ficar. Mas o povo tem que trabalhar, meu Deus do céu! As consequências de não trabalhar vão ser muito piores do que aquela proporcionada pelo próprio vírus", completou.




O Brasil só está atrás dos Estados Unidos em número de infectados e mortos por Covid-19 e continua a registrar números elevados da doença.


Na transmissão, Bolsonaro defendeu que nas eleições municipais se pergunte aos candidatos a prefeito e a vereador sobre o que vão fazer em relação ao que chama de "política restritiva", se vão ou não manter a "mesma linha" adotada pelos atuais governantes e legisladores.


O presidente tem sido um dos grandes críticos da política de distanciamento social, tida por especialistas dentro e fora do país como uma das mais eficazes para combater o avanço do vírus.


Bolsonaro, no entanto, repetiu que não pretende se envolver nas eleições municipais.


"O Brasil tem problemas, tenho que estar preocupado com o desemprego que criaram, com essa política de todo mundo em casa, terror, pavor, 'vou prender', destruíram empregos no Brasil", afirmou, justificando o motivo por não participar do pleito.


Bolsonaro disse que o governo federal tem feito a sua parte, citando o auxílio emergencial aos vulneráveis para amenizar o impacto da pandemia no país. Mas frisou que continuar na política restritiva levará o Brasil a se tornar um país de miseráveis, virando terreno fértil para o socialismo.


Para o presidente, o pânico foi espalhado pela sociedade e não tem cabimento a política de isolamento da forma que tem sido feita. Reiterou estar preocupado com a vida, mas ressaltou mais uma vez que o "efeito colateral" da política de "todo mundo em casa" é muito pior que o vírus em si.


Fonte: Terra






Pesquisadores desenvolvem tecido que neutraliza novo coronavírus




23/07/2020 07:07:54.

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), da Universitat Jaume I, da Espanha, e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) desenvolveram um tecido capaz de inativar o coronavírus SarS-CoV-2, agente causador da covid-19. O projeto teve ainda a participação de equipe da empresa Nanox, de nanotecnologia. (leia mais abaixo)


O tecido, que deve servir principalmente para a fabricação de peças de roupas hospitalares e já está chegando ao mercado, é capaz de eliminar 99,9% do novo coronavírus em cerca de dois minutos. A composição deriva de uma mistura de poliéster com algodão, que se soma, por meio de um processo chamado pad-dry-cure, à camada de micropartículas de prata, fixada. A aplicação de pequenas partículas de prata consiste em uma técnica difundida há algum tempo entre os industriais, estando presente nos ramos têxtil, de cosméticos e de tintas. 


Conforme explicou à Agência Brasil o pesquisador Lucio Freitas Junior, que trabalha no laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3) do ICB, o projeto aproveitou a amostra de novo coronavírus que havia sido isolada e cultivada a partir da carga contraída por um dos primeiros pacientes diagnosticados com a doença, tratado no Hospital Israelita Albert Einstein.


"Tínhamos o vírus isolado e armazenado no nosso laboratório, em grande quantidade. Nosso laboratório fornece vírus ao Brasil todo e ao exterior, para a realização de estudos", comentou. 



Para se certificar da eficácia do material, os pesquisadores cumpriram uma segunda etapa, de análise molecular. Além de testes para avaliação da atividade antiviral, antimicrobiana e fungicida, avaliaram outros aspectos importantes para que o produto pudesse ser liberado para comercialização, como assegurar que não desencadeia alergias ou outras reações adversas no organismo.




Política Câmara conclui análise de PEC que torna Fundeb permanente




22/07/2020 00:12:58.

A Câmara dos Deputados concluiu, nessa terça-feira (21), a proposta de emenda à Constituição que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente (PEC 15/15). A matéria segue para o Senado.  (leia mais abaixo)


A proposta foi aprovada em primeiro turno por 499 votos favoráveis a 7 contrários; e em segundo turno por 492 votos a 6.


Após negociação de modificações do texto da PEC com governo federal, a relatora da proposta, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), subiu a complementação da União para 23% em 2026, dos quais cinco pontos percentuais são destinados especificamente para educação infantil.


Pelo texto da relatora, a participação da União no fundo será de 12% em 2021; 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025; 23% em 2026. Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% da contribuição total dos estados e municípios.  


“Em um esforço de alcançar o consenso amplo que incorporasse elementos da proposta do governo, apresentada em julho de 2020, acordamos em uma complementação final de 23% em seis anos, com a priorização para educação infantil, etapa de ensino onde se concentra a maior demanda não atendida pelo sistema público de ensino. Isso trará grande impacto para a educação da primeira infância”, disse a relatora. 


Segundo a deputada, com a complementação mínima de 23%, em 2026, 24 estados terão municípios recebendo auxílio da União. Com a complementação atual, nove estados são atendidos: Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí. 


Complementação

O percentual de complementação da União será divido em três partes: 10 pontos percentuais seguirão as regras atuais de distribuição, sendo destinados para os estados mais pobres que recebem o complemento da União para atingirem o padrão mínimo.


Dos 13 pontos percentuais a mais que a União complementará o Fundeb, 10,5 pontos percentuais deverão ser destinados a cada rede de ensino municipal, distrital ou estadual sempre que o valor anual total por aluno (VAAT) não atingir o mínimo definido nacionalmente. Mais 2,5 pontos percentuais serão distribuídos com base na evolução dos indicadores de atendimento e melhoria da aprendizagem com redução das desigualdades.


A proposta aprovada tem foco na educação básica e deve destinar, pelo menos, 50% dos recursos deverá ser destinado à educação básica, conforme negociado com o governo. O texto apresentado pela Professora Dorinha prevê que, em caso de falta de vagas em creches na rede pública, o recurso poderá ser destinado a instituições sem fins lucrativos. 


O texto vedou o uso dos recursos do Fundeb para pagamento de aposentadorias e pensões, apesar da tentativa do governo de liberação da verba do fundo para esses pagamentos. A relatora manteve a proposta de garantir, pelo menos, 70% desses recursos para o pagamento de salário de profissionais da educação.




Bolsonaro sanciona lei que permite volta de sorteios à TV




21/07/2020 08:08:58.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira, 20, a lei que permite a recriação de sorteio de prêmios ao público em emissoras de televisão no País, que estavam proibidos desde o final dos anos 90. O texto também autoriza a distribuição de brindes por meio de concurso por organizações da sociedade civil da área de educação, saúde, cultura, assistência social, entre outros. (leia mais abaixo)


A sanção foi publicada nesta terça-feira, 21, no Diário Oficial da União (DOU). No dia 25 de junho, o Senado havia aprovado o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 923/2020, enviada pelo governo em março.


Segundo o Planalto, diante da crise econômica, a lei representa uma alternativa importante para as emissoras de televisão aberta, uma vez que torna o mercado mais competitivo com impactos para a economia e geração de emprego.


Pela nova legislação, os sorteios não poderão ser feitos por bingos ou por operações de jogos de azar. Também ficaram proibidas a distribuição ou conversão dos prêmios em dinheiro. Os prêmios também não poderão ser distribuídos por organizações com interesse político-partidário ou eleitorais.


O presidente Bolsonaro vetou a participação nos sorteios por telefone e a distribuição de prêmios gratuitos sem autorização do poder púbico. "Sem autorização, não é possível a adoção de práticas de proteção nem de mecanismos de controle de Estado que fiscalizem crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal", informou o Palácio do Planalto.


Fonte: Terra




Vacina de Oxford para covid é segura e induz resposta imune




20/07/2020 12:12:53.

A vacina experimental para a covid-19 da AstraZeneca, desenvolvida na Universidade de Oxford, é segura e produziu resposta imune em ensaios clínicos iniciais em voluntários saudáveis, informaram cientistas da instituição nesta segunda-feira, 20. (leia mais abaixo)


O imunizante, chamado AZD1222, não provocou efeitos colaterais graves e desenvolveu respostas imunes a anticorpos e células T, de acordo com o estudo publicado na revista médica The Lancet. Os resultados referem-se às fases 1 e 2 de testes. A terceira etapa está sendo testada em 50 mil pessoas, incluindo 5 mil brasieliros.


"Esperamos que isso signifique que o sistema imunológico se lembre do vírus, para que nossa vacina proteja as pessoas por um período prolongado", disse o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da Universidade de Oxford.


"No entanto, precisamos de mais pesquisas antes de confirmarmos que a vacina protege efetivamente contra a infecção por SARS-CoV-2 e por quanto tempo dura a proteção", explicou.


A vacina de Oxford está entre as principais candidatas na luta contra a cvid-19, que já matou mais de 600 mil pessoas no mundo, ao lado de outros em ensaios de estágio intermediário e final. Outro imunizante em estágio avançado de teste é a da chinesa Sinovac Biotech. A vacina chinesa chegou nesta segunda-feira, 20, ao Brasil e deve entrar em fase de testes.


A AstraZeneca assinou acordos com governos de todo o mundo para fornecer a vacina, caso ela se mostre eficaz e obtenha aprovação regulatória. A empresa afirmou que não buscará lucrar com a vacina durante a pandemia.


Vacina pode ter registro aprovado em junho de 2021


A vacina de Oxford está sendo testada em diversos países, entre eles o Brasil e poderá ter o registro liberado em junho de 2021. A informação foi dada na última quarta-feira, 15, em entrevista à GloboNews, por Soraia Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena os testes no País.


Normalmente, a vacina levaria 18 meses para ser aprovada. Mas os cientistas estão confiantes de que conseguirão encurtar este período para 12 meses se os resultados forem positivos. Por isso, segundo a reitora da Unifesp, tendo os primeiros resultados no fim deste ano, o registro já poderia ser obtido até meados do ano que vem.


Essa redução é possível porque a vacina está sendo testada simultaneamente em 50 mil pessoas em todo o mundo, um número recorde. No Brasil, são 5 mil pessoas: duas mil em São Paulo, duas mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro. A redução de tempo foi possível também por se tratar de uma vacina emergencial.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem atualmente 163 substâncias candidatas a vacina contra a covid-19 em desenvolvimento em todo o mundo. Também segundo a OMS, a de Oxford é a que se encontra em estágio mais avançado de testes.


Fonte: Terra




Malafaia reconhece erros de Bolsonaro: "Não sou estúpido"




19/07/2020 09:09:43.

Aliado do Palácio do Planalto, o pastor Silas Malafaia afirma que seria um estúpido se concordasse com tudo o que o presidente Jair Bolsonaro prega. Crítico dos decretos que determinaram o fechamento de igrejas para evitar aglomerações, o líder religioso ressalta que evangélicos não devem ignorar a ciência. Embora tenha feito uma série de pronunciamentos no sentido de minimizar o impacto do novo coronavírus no Brasil, afirma seguir as orientações científicas. 


 




Ministério da Saúde diz que deve mudar orientação sobre cloroquina




18/07/2020 01:01:27.

O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira que avalia diariamente as novas evidências relativas aos possíveis tratamentos para a covid-19 e reconheceu que provavelmente mudará suas orientações sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, depois que a Sociedade Brasileira de Infectologia cobrou que os medicamentos sejam abandonados no tratamento de qualquer fase da doença. (lleia mais abaixo)


"Estamos vendo quais são as evidências mais novas publicadas na literatura universal, então já somamos mais de 1 mil evidências em quase 70 boletins de evidências científicas, esses boletins são atualizados diariamente. E se mudará as orientações? Provavelmente sim. A ciência, ela muda dia após dia", disse Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do ministério, em entrevista coletiva.




Ele não detalhou qual tipo de mudança de orientação pode ser feita pelo ministério. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19 em todas as etapas da doença, apesar da falta de comprovação científica de eficácia.


Mais cedo, a Sociedade Brasileira de Infectologia divulgou um informe em que disse ser urgente e necessário que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da covid-19, citando dois estudos internacionais divulgados nesta semana que se somaram a outros afirmando que o medicamento não é eficaz contra a covid-19 e pode provocar efeitos colaterais.






Bolsonaro: Dou por encerrada questão com Gilmar Mendes




17/07/2020 09:09:43.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que "deu por encerrada a questão com o ministro Gilmar Mendes", em referência às trocas de farpas ocorridas entre o magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes das Forças Armadas. Em transmissão nas redes sociais nesta quinta-feira, 16, Bolsonaro disse que falou por telefone com Gilmar, mas se reservou o direito de não divulgar o conteúdo da conversa. (leia mais abaixo)


"Da minha parte, dou por encerrado isso daí. Eu conversei com o Gilmar Mendes por telefone sobre o episódio. Ato contínuo, houve um contato entre o ministro Gilmar Mendes e o ministro Pazuello, conversaram também. Queremos solução, tá certo?", disse o presidente.


O desentendimento ocorreu com a repercussão de um fala do integrante do STF, que afirmou que os militares estavam se associando a um "genocídio", em referência à condução da crise sanitária causada pela pandemia da covid-19.


Bolsonaro voltou a reclamar da decisão do STF que garantiu a autonomia de Estados e municípios na aplicação de medidas contra a covid-19. Apesar disso, o presidente manifestou expectativa por mudança no entendimento da Corte tão logo o ministro Luiz Fux assuma a presidência do STF.


"Talvez com novo presidente do STF seja possível discutir as decisões de fechar comércio", declarou. O ministro Fux deve assumir a presidência do STF em 10 de setembro, sucedendo o atual presidente, Dias Toffoli. O mandato de Fux valerá por dois anos.


Fonte: Terra




Rússia teria tentado roubar estudo de vacina contra covid-19




16/07/2020 16:04:33.

Reino Unido, Estados Unidos e Canadá acusaram a Rússia nesta quinta-feira (16) de tentar roubar informações de pesquisadores que procuram uma vacina contra a covid-19. (leia mais abaixo)


As três nações alegaram que o grupo de hackers APT29, também conhecido como Cozy Bear e The Dukes, e que "quase certamente atua como parte do serviço de inteligência russo", atacou instituições de pesquisa acadêmicas e farmacêuticas envolvidas no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus.


O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido (NCSC) fez o anúncio, que foi coordenado com as autoridades dos EUA e do Canadá.


"É completamente inaceitável que os serviços de inteligência russos estejam visando aqueles serviços que trabalham para combater a pandemia de coronavírus'', disse o secretário do Exterior britânico, Dominic Raab, em comunicado. "Enquanto outros perseguem seus interesses egoístas com comportamento temerário, o Reino Unido e seus aliados estão continuando com o trabalho duro de encontrar uma vacina e proteger a saúde global", acrescentou.


Os ataques, "persistentes e contínuos", são vistos pelas autoridades de inteligência mais como um esforço para roubar propriedade intelectual do que para prejudicar a pesquisa. O NCSC afirmou que a campanha de "atividade maliciosa'' está em andamento e inclui ataques ''predominantemente contra o governo e alvos diplomáticos, de assistência médica, energia e think tanks" dos três países.


Não foi informado se alguma informação foi realmente roubada, mas o NCSC diz que não acredita que informações confidenciais de indivíduos foram comprometidas.


Cozy Bear foi identificado por Washington como um dos dois grupos de hackers ligados ao governo russo que invadiu a rede de computadores do comitê nacional do Partido Democrata e roubou e-mails antes das eleições presidenciais de 2016.


O diretor de operações do Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, Paul Chichester, exortou "as organizações a se familiarizarem com os conselhos que publicamos para ajudar a defender suas redes''.


A declaração não informou se o presidente russo, Vladimir Putin, sabia sobre a invasão da pesquisa de vacinas, mas as autoridades britânicas acreditam que essa informação de inteligência seria altamente valiosa.


As autoridades dos EUA denunciaram acusações semelhantes há um mês contra a China. O diretor do FBI, Chris Wray, disse na semana passada: "Neste exato momento, a China está trabalhando para afetar organizações de assistência médica americanas, empresas farmacêuticas e instituições acadêmicas que conduzem pesquisas essenciais sobre covid-19."


O Kremlin rejeitou as acusações contra a Rússia, de acordo com agências de notícias russas. A TASS citou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, dizendo que a Rússia não tem nada a ver com supostos ataques. A agência RIA citou Peskov, dizendo que o Kremlin rejeitou as acusações de Londres, afirmando que não são apoiadas por evidências adequadas.


Fonte: Terra