Covid-19 foi confirmado em pelo menos quatro favelas do Rio




29/03/2020 01:01:36.

O coronavírus continua se espalhando por favelas do Rio de Janeiro. Depois do caso confirmado pela prefeitura na Cidade de Deus (zona oeste), no balanço atualizado pela administração municipal até as 18h de sexta-feira (27) foram anunciados dois casos em Manguinhos, um em Parada de Lucas (ambas comunidades da zona norte) e um no Vidigal (favela da zona sul).

Ao todo, existem 431 casos confirmados de covid-19 no município do Rio, a maioria deles na Barra da Tijuca (60), seguida por Leblon (42), Ipanema (33) e Copacabana (31), todos na zona sul. Ao todo, 63 bairros têm casos registrados de covid-19. De quinta para sexta-feira, foram confirmados 63 novos casos. A média de idade dos pacientes com a doença confirmada é de 47,9 anos. Estão internados em UTI da rede municipal 22 pacientes.



Considerando que não estão sendo feitos testes em massa e muitas vítimas do coronavírus não apresentam sintomas graves e por isso não procuram a rede de saúde, a prefeitura estima que o número real de casos até o dia 24 seja de 4.471. O número de casos em favelas, nesse caso, também seria muito maior.


 




Ministério da Saúde recua e volta a defender o isolamento




28/03/2020 02:02:03.

O Ministério da Saúde evitou nesta sexta-feira (27) fazer comentários sobre o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, que divulgou uma campanha para defender o retorno das pessoas às suas atividades, quando o número de mortes no País chega a 92 pessoas, além de registrar 502 novos casos de contaminação nas últimas 24 horas, chegando a 3.417 pessoas.


"Nós não vamos fazer nenhuma análise do discurso do presidente", disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Por outro lado, Gabbardo reforçou a orientação de que as pessoas devem permanecer em isolamento.


"Idosos devem ficam em isolamento. Familiares dessas pessoas devem ficar em isolamento. Todos nós devemos reduzir a circulação para evitar aglomerações. Essas medidas em nada foram modificadas e devem continuar sendo as mesmas", comentou.


Até o momento, os Estados que já registraram mortes pela covid-19 são: São Paulo (68), Rio de Janeiro (10), Pernambuco (4), Ceará (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (2), Amazonas (1) e Goiás (1), Santa Catarina (1).




Câmara aprova auxílio R$ 600 por mês para trabalhador informal




26/03/2020 22:10:04.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600,00, destinados aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus. A matéria segue para análise do Senado. 


Pelo texto do relator, deputado Marcelo Aro (PP-MG), o auxílio pode chegar a R$ 1.200 por família. O valor final, superior aos R$ 200 anunciados pelo Executivo no início da crise em virtude da pandemia, foi possível após articulação de parlamentares com membros do governo federal. O projeto prevê ainda que a mãe provedora de família “uniparental” receba duas cotas. 


Os trabalhadores deverão cumprir alguns critérios, em conjunto, para ter direito ao auxílio:

- ser maior de 18 anos de idade;

- não ter emprego formal;

- não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;

- renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e

- não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.


Pelo texto, o beneficiário deverá ainda cumprir uma dessas condições:


- exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);

- ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);

- ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou

- ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.


Pelas regras, o trabalhador não pode ter vínculo formal, ou seja, não poderão receber o benefício trabalhadores formalizados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e servidores públicos. 


Pela proposta, também será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: um do auxílio emergencial e um do Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio. O pagamento será realizado por meio de bancos públicos federais via conta do tipo poupança social digital. Essa conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas não pode permitir a emissão de cartão físico ou cheques.


Impacto fiscal


No início da tarde, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o auxílio de R$ 500 durante o período de crise. Segundo ele, o valor referente a meio salário-mínimo (atualmente em R$ 1.039) deveria ser pago por três meses e teria um impacto fiscal estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Com a mudança, a perspectiva fiscal é de um impacto de R$ 14 bilhões. Maia argumentou que o valor pago aos profissionais informais deve ser mantido caso ainda haja necessidade após os três meses previstos no texto. 


“Não é possível que a gente não possa garantir aos trabalhadores informais uma renda por esse período de três meses e avaliando esse cenário a cada semana, porque isso é um cenário de guerra. É importante que a gente possa aplicar os recursos [públicos] também na sociedade brasileira”, disse o presidente da Câmara.


O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), destacou o apoio de presidente Jair Bolsonaro para o auxílio de R$ 600. "O presidente Bolsonaro, muito sensível a esses 25 milhões de brasileiros que são os mais afetados, os mais sofridos, atento às reivindicações dos líderes partidários, decidiu apoiar a medida de R$ 600. Isso vai fazer com que as famílias que têm duas pessoas nessa condição tenham mais do que 1 salário mínimo, serão R$ 1.200."


Para o líder minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), a medida é essencial em tempos de crise. “Nós temos a compreensão de que, em um momento como esse, de grave crise na economia real, que está impactando a saúde pública no Brasil, nós não podemos ter restrições para gastar. Portanto, o gasto com a saúde tem que ser ilimitado”, afirmou.  


O líder do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), afirmou que a proposta garante o “mínimo de esperança” para trabalhadores informais, mas também serão necessárias medidas para micro e pequenas empresas. 


“São os informais que hoje não estão trabalhando, não têm renda. Hoje não têm a mínima esperança de chegar ao final do mês e ter o seu dinheiro para comprar as necessidades mais básicas da sua família’, argumentou o parlamentar”, disse. “Nós aguardamos agora crédito para as pequenas e médias empresas, porque nós sabemos que também elas estão paradas e não têm como se sustentar. É preciso que o governo olhe para as pequenas e médias empresas e possa liberar crédito barato extraordinário para essa finalidade, e também a medida provisória para garantir emprego e o seguro-desemprego para os trabalhadores”.




O que é o isolamento vertical que Bolsonaro quer




25/03/2020 23:11:59.

Um grupo de cientistas tem desafiado a orientação majoritária entre os epidemiologistas e defendido que as medidas de distanciamento social da população contra o coronavírus sejam relaxadas e substituídas pelo isolamento de grupos específicos de pessoas, aqueles com maior risco de morrer ou desenvolver quadros graves: idosos, diabéticos, cardíacos e pessoas com algum comprometimento pulmonar.


Para esses epidemiologistas, os escassos dados disponíveis apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral e, por isso, seria possível contê-la sem enfrentar as massivas perdas econômicas que o atual modelo de contenção pode causar.


As conclusões são vistas com desconfiança e cautela no mundo médico, já que a falta de dados não permite conclusões tão generalizantes para a maior parte dos profissionais.


O risco, dizem os críticos, é que teorias como essa possam estar equivocadas e levar o mundo todo a um colapso completo de saúde.


A controversa estratégia é chamada de isolamento vertical e ganhou ao menos dois proeminentes adeptos nas últimas 48 horas: o presidente americano, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.


Algo semelhante foi tentando no Reino Unido, que recuou do plano nesta semana, após indicativos de que seu sistema de saúde podia entrar em colapso, e determinou que seus cidadãos deveriam manter amplo isolamento social adotando o fechamento de escolas e comércios como tem sido a tônica das medidas ao redor do mundo.


Não está claro ainda se EUA ou Brasil vão adotar o isolamento vertical como arma central no combate à pandemia, mas os dois mandatários já se posicionaram publicamente a favor dessa linha de atuação.


Oito dias depois de decretar estado de emergência e recomendar que todos os americanos ficassem em casa, na segunda, dia 23, Trump afirmou que "os Estados Unidos estarão novamente abertos a negócios em breve. Muito em breve. Muito antes de três ou quatro meses que alguém sugeriu. Muito antes. Não podemos deixar que a cura seja pior que o próprio problema".


E reconheceu que contrariava os médicos que o assessoram nessa nova orientação. Segundo Trump, a sugestão desses profissionais da saúde seria "manter o país fechado por alguns anos". "Você não pode fazer isso com um país, especialmente a economia número 1 do mundo", afirmou.


Nesta terça, 24, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro seguiu a mesma linha, criticou o confinamento por seus efeitos econômicos e na manhã da quarta, 25, disse que "a orientação vai ser o [isolamento] vertical daqui pra frente".


Nos Estados Unidos, a projeção é de que a economia encolha em até 24% no segundo trimestre. A taxa de desemprego voltaria ao patamar de 10%, como durante a crise de 2008.


No Brasil, a expectativa de crescimento do PIB foi zerada para o ano de 2020. Os cenários para número de desempregados oscilam de 20 milhões a 40 milhões, a depender do órgão responsável pelo cálculo.


Afinal, o que é confinamento vertical?


Um dos médicos a formularem esse método é David Katz, diretor do Centro de Pesquisa em Prevenção Yale-Griffin.


Em um artigo publicado no jornal The New York Times, Katz explica a estratégia com uma metáfora bélica. De acordo com o médico, em um momento de "guerra" contra o coronavírus, os governos podem optar por confrontos abertos, com seus resultados mortíferos e efeitos colaterais graves, ou adotar um ataque cirúrgico, com foco específico no ponto de maior perigo.


Para Katz, ordenar quarentena forçada em um país, com fechamento de comércios e escolas, e proibição de circulação de pessoas a menos que por motivos essenciais é o equivalente ao "confronto aberto bélico".


O ataque cirúrgico seria isolar os grupos de risco conhecidos - idosos e pessoas com doenças anteriores - concentrando neles também os recursos de saúde para tratamento e prevenção e deixando o restante da população a mercê dos efeitos do vírus que, em geral, provocam infecções leves e autolimitadas.


A argumentação de Katz se sustenta em números da epidemia obtidos na Coreia do Sul, onde o coronavírus a se espalhou e foi rapidamente contido graças a uma estratégia de testagem massiva da população e de rastreamento de pessoas que estariam potencialmente infectadas.




Período de isolamento é suficiente, mas requer cuidados




25/03/2020 01:01:36.

O isolamento por 14 dias é, em geral, suficiente para garantir que alguém que tenha sido infectado pelo novo coronavírus não contamine pessoas próximas. A garantia fica ainda maior quando embasada por exames laboratoriais, explicam especialistas consultados pela Agência Brasil. Eles, no entanto, alertam para cuidados que se deve ter nos casos em que o doente isolado mora com outras pessoas e, principalmente, quando entre eles há um idoso.


“O prazo de 14 dias corresponde ao tempo de transmissão do vírus”, explica a presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, Heloísa Ravagnani. Segundo a médica, após esse período, o paciente pode voltar às atividades normais. “A princípio, sem restrições, desde que esteja se sentindo bem, sem sintomas e com os exames voltando à normalidade.”


De acordo com Heloísa, as pessoas costumam confundir quarentena com isolamento. Enquanto a primeira medida é determinada pelo governo, estabelecendo um prazo necessário para que todos fiquem afastados socialmente de forma a evitar a disseminação do vírus, o isolamento é diferente, por ser voltado a pessoas com suspeitas ou que, de fato, estejam contaminadas.


“No caso da quarentena, as pessoas só saem de casa para fazer coisas de extrema necessidade, como ir à farmácia, à padaria, ao mercado. Obviamente sob a condição de que não façam disso um evento social. Já os cuidados da pessoa em isolamento são diferentes, pela suspeita de doença”, disse a infectologista à Agência Brasil.


Cuidados durante isolamento


A médica diz que o ideal é que a pessoa fique sozinha em um cômodo, de preferência em um quarto com banheiro. Ela fica dentro desse ambiente, a princípio sem máscara, mas tendo de higienizar com álcool todos os objetos de que fizer uso frequente.


Caso o banheiro seja de uso comum, é importante que a pessoa sob isolamento seja a última a usá-lo e que, sempre após o uso, higienize-o com álcool 70% ou hipoclorito em todos os locais tocados. “E todas vezes que sair do quarto e tiver contato com outras pessoas na casa, tem de usar máscara para evitar a transmissão.Os objetos que serão descartados – caso dos lenços, por exemplo – devem ser fechados em sacos para depois serem juntados ao lixo da família e, enfim, recolhidos pelos serviços de limpeza.


Heloísa acrescenta que o doente não pode dividir talher, copo ou prato com outras pessoas. “É importante que a pessoa troque a própria roupa de cama, que tem de ser colocada em saco plástico para levar e ser lavada em separado”, explica Heloísa.


Membro da Sociedade Brasileira de Infectologista, José David Urbaez Brito diz ser também indicado que a limpeza do quarto seja feita pelo próprio paciente isolado. Já a higiene das mãos deve ser feita com água e sabão, por pelo menos 1 minuto; ou com álcool gel 70%, por 20 ou 30 segundos.


“Quanto à alimentação, o fornecimento tem de ser feito de forma a não possibilitar o contato com o paciente. Se não tiver outro jeito, quem for cuidar do paciente tem de usar máscara cirúrgica, se manter a 2 metros do paciente, e usar avental impermeável”, disse o médico.


Famílias grandes em casas pequenas


A maior preocupação, segundo os dois especialistas, é com os idosos. Principalmente quando a família mora em casas ou apartamentos de pequenos cômodos. “É comum famílias morando em um ou dois cômodos, e em um ambiente muito pequeno não tem jeito: as pessoas vão acabar sendo expostas ao vírus. A começar pelo fato de ser importante que se tenha um colchão específico para a pessoa com a covid-19”, explica Heloísa Ravagnani.


A presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal diz que nessas situações os cuidados devem ser ainda maiores. “Como vive muito próxima a outros, a pessoa ter de usar a máscara todo o tempo. O problema é que a máscara deve ser trocada depois de ficar úmida ou a cada duas horas.”


Idosos


Brito alerta que, no caso dos idosos, é de extrema importância o isolamento total. “Não pode ter contato com ninguém, e essa é a grande angústia quando se tem, entre os familiares que vivem na mesma casa, uma pessoa contaminada.”


Ele aponta como solução as autoridades adotarem medidas que viabilizem outros locais onde o idoso possa permanecer enquanto algum dos entes com quem mora estiver em situação de isolamento.


Uma das possibilidades sugeridas por ele é aproveitar a baixa movimentação de hotéis e albergues para disponibilizá-los a idosos que moram com pessoas infectadas ou com suspeita de contaminação.




Maia quer reduzir salário de políticos para ajudar economia




24/03/2020 02:02:26.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou nesta segunda-feira (23) que o enfrentamento à pandemia de coronavírus pode alcançar R$ 400 bilhões e defendeu a ajuda de todo o poder público para bancar as despesas, o que poderá incluir redução de salários de integrantes do Legislativo, Judiciário e Executivo. Segundo ele, o governo precisará utilizar todos os recursos disponíveis para combater a doença e recuperar a economia.


"Tem que começar a gastar e se precisar tirar da política, judiciário, de quem precisar tirar, porque nós sabemos que o gasto para o enfrentamento dessa crise do ponto de vista social, econômico e principalmente da estrutura de saúde pública para garantir as vidas vai ser na ordem de uns R$ 300, R$ 400 bilhões", afirmou em entrevista ao canal de televisão CNN Brasil.


Questionado se a Câmara discute reduzir salários de deputados, Maia afirmou que todos precisão dar sua parcela de contribuição em algum momento. "Acho que todo o poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas sem impacto fiscal. Os salários no nível federal são o dobro dos seus equivalentes no setor privado, todos com estabilidade pelo mandato ou concurso", afirmou o presidente da Câmara. "Na hora de organizar as despesas, o que a gente pode controlar, é importante que todos os servidores, os que têm mandato, contribuam. Não tenho dúvidas nenhuma de que com a queda da arrecadação todos vão ter que colaborar."


Atualmente, o salário bruto de deputados e senadores é de R$ 33,7 mil. Somados os 594 parlamentares, o valor chega a pouco mais de R$ 20 milhões.


Ainda na entrevista, Maia afirmou que o governo pode usar todos os recursos disponíveis, inclusive dinheiro dos fundos eleitoral, que financia as campanhas eleitorais, e partidário, que custeia as despesas de partidos, para combater a crise. Há também alguns projetos na Câmara sobre esse tema.


"O governo entendendo que precisa usar os R$ 2 bilhões, eu não vejo problema", disse. "O tamanho do nosso problema não é pequeno, é muito grande. Todos os recursos que o governo entender necessários, certamente ele vai poder usar, de todos os Poderes", completou.


Fonte: Terra




Covid-19: cemitérios e funerárias se preparam para aumento da demanda




23/03/2020 19:07:15.

Preocupadas com o aumento da demanda e com os riscos decorrentes do novo coronavírus (covid-19) no Brasil, as empresas funerárias elaboraram um protocolo de procedimentos visando minimizar o risco de contágio durante atividades como remoção dos mortos; contratação do serviço funerário; preparação dos corpos; homenagens póstumas; sepultamento e cremação.


De acordo com a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), entidade que representa mais de 13 mil empresas, o setor oferece mais de 350 mil empregos diretos em todo o país.


A boa estrutura do setor funerário brasileiro dá ao presidente da Abredif, Lourival Panhozzi, confiança de que as empresas estão preparadas para atender ao aumento da demanda. Ele, no entanto, destaca que, para evitar problemas, é fundamental a ajuda do Ministério da Saúde, no sentido de transformar em norma geral o protocolo de procedimentos elaborado e enviado ao ministério pela entidade.


“Os matemáticos dizem que poderemos atingir o pico de 3,5 mil óbitos em um dia”, disse Panhozzi à Agência Brasil. “Nosso setor, inclusive, já identificou um crescimento acentuado no número de óbitos com causa morte identificada com as relacionadas ao novo coronavírus (síndromes respiratórias). Contudo, até porque a confirmação do diagnóstico demora, não estão grafadas como covid-19”, acrescentou.


Segundo ele, por ter contato direto com os corpos de pessoas que morreram em decorrência da covid-19, os profissionais que desenvolvem as atividades funerária estão entre as pessoas que mais correm risco de contaminação.


“Os problemas ocorridos em outros países, com relação à atividade funerária, não deverão ocorrer no Brasil. Nossa estrutura instalada é muitas vezes superior à de muitos países, mas para que ela continue operacional é preciso que o Ministério da Saúde implante nosso protocolo. De nada adianta nossa estrutura física se nosso pessoal for afastado por contaminação”, argumenta Panhozzi referindo-se ao protocolo de procedimentos técnicos já encaminhado ao ministério.


Para a Abredif, a elaboração de protocolos unificados facilita sua implementação em todo o país, de forma a garantir a segurança não só dos trabalhadores do setor como da sociedade como um todo. Panhozzi acrescenta que as empresas do setor já estão se adiantando e, antes mesmo do retorno das autoridades federais, estão buscando a adoção do protocolo, por meio de decretos municipais.


Cemitérios


Alguns cemitérios já estão se preparando para lidar com a situação. No Distrito Federal, o Cemitério Campo da Esperança, concessão pública responsável pela administração de todos os seis cemitérios da unidade federativa, apresenta, desde o dia 17 de março, uma série de recomendações àqueles que perderam seus entes queridos em meio ao aumento de casos de mortes decorrentes do novo coronavírus.


O grupo informa ser rotina de seus funcionários o uso equipamentos de segurança individual, mas que, nesse período de risco de infecção pela covid-19, a necessidade de higienização está sendo reforçada com as equipes.


A duração dos velórios, agora, está limitada a duas horas, além dos 30 minutos de cortejo. “Nos casos de morte pelo novo coronavírus, não haverá velório. Apenas o sepultamento”, informa a assessoria dos cemitérios onde cerca de 490 mil pessoas estão sepultadas. Além disso, durante o velório nas capelas internas do cemitério, só será permitida a presença de apenas dez pessoas por vez. O cemitério, no entanto, reforça que a fiscalização e o controle desse acesso serão de responsabilidade da família.


De acordo com o grupo Boa Esperança, todos os cemitérios do Distrito Federal já adotaram essas medidas. Neles são feitos, em média, cerca de 950 sepultamentos por mês. Ainda não há, segundo a administração, aumento dessa demanda, em função do novo coronavírus.


Protocolo para o setor


protocolo elaborado pela Abredif detalha os procedimentos técnicos a serem adotados nas seis fases da atividade funerária. Compõem essas etapas a remoção dos mortos; a contratação do serviço funerário; a preparação dos corpos; as homenagens póstumas (velório); o sepultamento; e a cremação.


Na medida em que as demandas começarem a aumentar, novas propostas poderão ser agregadas ao protocolo, tendo por base sugestões que venham a ser apresentadas pelas empresas funerárias. “Hoje mesmo estamos estudando a inclusão de procedimentos como a redução do tempo de espera legal e do número de assinaturas [para apenas de um médico] visando a autorização para a cremação”, disse o presidente da Abredif.


Outras medidas que deverão ser incluídas no protocolo já encaminhado ao ministério é a possibilidade de declaração online da família autorizando o registro do óbito; a possibilidade de o sepultamento ser feito apenas com cópia da declaração do óbito; e a prorrogação do prazo legal (de 15 para 60 dias) para que se proceda o registro da declaração de óbito no cartório.




Bolsonaro edita MP e decreto para definir atividades essenciais




22/03/2020 00:12:52.

O presidente Jair Bolsonaro editou na noite desta sexta-feira (20) um decreto e uma medida provisória que garantem ao governo federal a competência sobre serviços essenciais, entre os quais a circulação interestadual e intermunicipal. De acordo com o governo, os dispositivos têm como objetivo “harmonizar as ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus".


Com os dispositivos, que têm força de lei e passam a vigorar imediatamente, caberá ao presidente da República indicar quais serviços públicos e atividades essenciais não podem ser interrompidos em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus. O texto, segundo o governo, busca impedir que a circulação de insumos necessários para a população seja afetada pelas restrições sanitárias e biológicas em vigor em vários estados.


Além de delegar ao presidente a definição de serviços e atividades essenciais, a Medida Provisória 926/2020 determina que qualquer interrupção de locomoção interestadual e intermunicipal seja embasada em normas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A MP altera a Lei 13.979/2020, sancionada em fevereiro por Bolsonaro, que trata do enfrentamento ao coronavírus no país.


A MP entra em conflito com medidas de restrição à locomoção editadas por estados. Na quinta-feira (19), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, editou um decreto que determinava a suspensão do transporte interestadual de passageiros entre o Rio e estados com circulação confirmada do coronavírus ou situação de emergência decretada. Paraná e Maranhão tomaram decisões semelhantes.


Outro ponto da MP simplifica procedimentos para a compra de material e de serviços necessários ao combate à pandemia. O texto flexibiliza e burocratiza a licitação para a aquisição de bens para o Sistema Único de Saúde (SUS).


O decreto detalha os serviços públicos e as atividades “indispensáveis ao atendimento das necessidades” do país. O texto cita a assistência à saúde (incluídos os serviços médicos e hospitalares), o transporte intermunicipal e interestadual de passageiros e os serviços de táxi ou de aplicativo. Em contraste com medidas tomadas por diversos países na prevenção ao coronavírus, o decreto inclui o transporte internacional de passageiros na lista de serviços que não podem ser interrompidos.


De acordo com o decreto, a suspensão desses serviços e dessas atividades essenciais “põe em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”. O decreto proíbe restrições à circulação de trabalhadores que possam afetar os serviços e as atividades e à circulação de cargas de qualquer espécie que resultem em desabastecimento de gêneros necessários à população.


Caberá ao comitê de combate ao novo coronavírus criado pelo governo federal definir outros serviços públicos e atividades considerados essenciais e editar atos para regulamentar e operacionalizar as normas. O decreto estabelece ainda que os órgãos públicos e privados mantenham equipes devidamente preparadas e dispostas à execução, monitoramento e à fiscalização dos serviços públicos e das atividades essenciais, com canais permanentes de diálogo com órgãos federais, estaduais, distritais, municipais e privados.




Estudantes da área de saúde vão poder atuar no combate ao Covid-19




20/03/2020 21:09:43.

Estudantes universitários dos cursos de saúde estão autorizados a fazer estágio em unidades de saúde como reforço no combate ao novo coronavírus (Covid-19), informou nesta sexta-feira (20) o Ministério da Educação (MEC). A medida foi publicada em portaria na edição extra do Diário Oficial da União.


"Ao serem alocados em unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, rede hospitalar e comunidades, os estudantes passarão a integrar de forma auxiliar no enfrentamento da pandemia. Dessa forma, os universitários que participarem desse esforço conjunto de contenção da Covid-19, deverão atuar exclusivamente nas áreas de clínica médica, pediatria, saúde coletiva e apoio às famílias, de acordo com as especificidades de cada curso", informou a pasta.


De acordo com o MEC, a decisão vale para alunos de medicina que cursam os últimos dois anos da graduação e para alunos de enfermagem, farmácia e fisioterapia que estão no último ano do curso. A permissão é temporária enquanto durar a emergência em saúde pública.


Ainda segundo a pasta, a atuação dos alunos será supervisionada por profissionais registrados em seus conselhos e pela orientação docente realizada pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). As instituições de ensino deverão usar a carga horária dedicada pelos alunos nas ações de enfrentamento como horas de estágio curricular obrigatório.


"Essa atuação dos alunos será considerada de caráter relevante para o país e será considerada na pontuação para ingresso nos cursos de residência. Caberá ao Ministério da Saúde a seleção, a capacitação e a alocação dos alunos após articulação com os órgãos de saúde estadual, distrital e municipal", acrescentou o MEC, em nota.




Droga usada para malária tem resultado contra coronavírus




19/03/2020 21:09:22.

Na falta de uma vacina e de antivirais específicos para tratar o novo coronavírus, pesquisadores em todo o mundo têm investigado desde o início do ano se drogas já existentes podem também atuar contra a covid-19. Uma das candidatas é a cloroquina, usada há 70 anos contra a malária, e a hidroxicloroquina, um derivado menos tóxico da droga.


Testes feitos por chineses e sul-coreanos e avaliações posteriores conduzidas por pesquisadores de outros países mostraram que as drogas são efetivae em limitar a replicação do novo coronavírus in vitro. E foi observada uma melhora em pacientes que receberam cloroquina nos dois países asiáticos.


Uma carta escrita por pesquisadores das Universidades Stanford e Columbia destaca que os pacientes que receberam a medicação tiveram um "certo efeito curativo", com "boa eficácia". Houve melhora na febre, nas imagens do pulmão e eles precisaram de menos tempo para se recuperar do que grupos que não receberam a medicação.


Um outro trabalho, divulgado por pesquisadores franceses nesta terça, 17, analisou o efeito da hidroxicloroquina sozinha em 20 pessoas contaminadas e um combinado da droga anti-malária com a azitromicina, um antibiótico tradicional, em outras 6 pessoas.


O primeiro grupo teve uma redução da carga viral após 6 dias, e o segundo houve eliminação do vírus. Um resultado promissor, mas ainda obtido em poucas pessoas, o que demanda mais testes.


Diante dos resultados da cloroquina, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se precipitou nesta quinta-feira, 19, em dizer que a droga tem o potencial de "virar o jogo" do coronavírus. "Resultados iniciais se mostraram muito encorajadores e vamos ser capazes de tornar a droga disponível quase imediatamente", disse o americano, para acrescentar na sequência que ela já tinha sido aprovada para esse uso pela agência de drogas dos EUA, a FDA.


O diretor da agência, Stephen Hahn, porém, que estava ao lado de Trump, foi mais contido. Ele explicou que várias estratégias estão sendo testadas e disse que está considerando administrar cloroquina a grandes de pacientes com coronavírus como parte de um "uso expandido" de um programa de testes clínicos, o que poderia permitir ao FDA coletar dados para medir se a substância de fato funciona.


Como é uma droga que já tem outro uso aprovado, o cronograma de testes clínicos seria mais simples, o que poderia levar a uma aprovação de uso mais rápida do que testar uma droga nova do zero.


"Essa é uma droga que o presidente nos instruiu a examinar mais de perto com uma abordagem de uso expandido para realmente ver se isso beneficia os pacientes. Queremos fazer isso com um ensaio clínico, um grande ensaio clínico pragmático para realmente coletar essas informações e responder a essa pergunta", afirmou Hahn.


Logo após o anúncio, a Bayer, fabricante de um medicamento à base de cloroquina ainda não aprovado pela FDA, doou 3 milhões de tabletes ao governo americano para potencial uso contra o coronavírus.


Ao longo dos anos, a cloroquina passou a ser menos usada porque o Plasmodium falciparum, um dos causadores da malária, desenvolveu uma resistência à droga. E foram relatados casos de envenenamento e morte por overdose da cloroquina. A hidroxicloroquina, por outro lado, é cerca de 40% menos tóxica.


 




Câmara aprova decreto de calamidade pública por pandemia




18/03/2020 22:10:34.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) o projeto do governo que decreta estado de calamidade pública no Brasil em razão da pandemia do novo coronavírus.


Com a aprovação, o texto segue para votação do Senado. A análise do tema, contudo, ainda não foi marcada, mas o mais provável é que seja remota, sem a presença dos senadores em plenário.

Só depois de aprovado nas duas casas legislativas é que o decreto, com vigência até o fim do ano, estará em vigor.


O secretário-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira, disse que a Casa votará o projeto, em sessão virtual, na segunda (23) ou na terça-feira (24).


De acordo com a Presidência da República, com o reconhecimento do estado de calamidade, a União ficará autorizada a elevar gastos públicos e não cumprir meta fiscal prevista para este ano.

O orçamento deste ano, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, admite déficit fiscal de até R$ 124,1 bilhões nas contas públicas. 




Calamidade pública no país: Governo pedirá reconhecimento




17/03/2020 23:11:08.

O governo federal solicitará ao Congresso Nacional que aprove o reconhecimento de estado de calamidade pública no país, com efeito até 31 de dezembro deste ano. A medida, prevista no Artigo 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), dispensa a União do cumprimento da meta de resultado fiscal prevista para este ano, que é de déficit primário de R$ 124,1 bilhões. O estado de calamidade pública também suspende obrigações de redução de despesa com pessoal quando este gasto ultrapassa os limites previstos na própria lei. 


A medida foi tomada em virtude da pandemia de Covid-19, aliada a questões econômicas como a  perspectiva de queda de arrecadação.


"O governo federal reafirma seu compromisso com as reformas estruturais necessárias para a transformação do Estado brasileiro, para manutenção do teto de gastos como âncora de um regime fiscal que assegure a confiança e os investimentos para recuperação de nossa dinâmica de crescimento sustentável", informou a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República, em nota oficial.


Confira a íntegra da nota oficial da Presidência da República que pede o reconhecimento de estado de calamidade pública


NOTA


Em virtude do monitoramento permanente da pandemia Covid-19, da necessidade de elevação dos gastos públicos para proteger a saúde e os empregos dos brasileiros e da perspectiva de queda de arrecadação, o Governo Federal solicitará ao Congresso Nacional o reconhecimento de Estado de Calamidade Pública. A medida terá efeito até 31 de dezembro de 2020. 


O reconhecimento do estado de calamidade pública tem suporte no disposto no Art. 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o qual dispensa a União do atingimento da meta de resultado fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e, em consequência, da limitação de empenho prevista na LRF.


O Governo Federal reafirma seu compromisso com as reformas estruturais necessárias para a transformação do Estado brasileiro, para manutenção do teto de gastos como âncora de um regime fiscal que assegure a confiança e os investimentos para recuperação de nossa dinâmica de crescimento sustentável.




OMS diz que só isolamento controlará covid-19 e anuncia morte de criança




16/03/2020 14:02:50.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) pediu hoje mais empenho dos governos para conter o avanço do novo coronavírus pelo mundo. Em entrevista coletiva, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que é preciso ampliar o número de testes e o isolamento para prevenir novas infecções. Ghebreyesus disse também que, apesar de o maior risco estar no grupo acima de 60 anos de idade, jovens, incluindo crianças, já morreram por causa da doença. 


"Temos uma mensagem simples para todos os países: testem, testem, testem. Testem todo caso suspeito de covid-19. Se o teste der positivo, isole [a pessoa] e descubra quem esteve em contato com ela em até dois dias antes dos primeiros sintomas e os testem também", declarou. Conforme o coronavírus avança em países subdesenvolvidos, a OMS disse estar preocupada com o impacto que ele pode ter em populações com HIV e em crianças com desnutrição. "Estamos chamando todos os países e indivíduos para fazerem tudo o que puderem para pararmos a transmissão", afirmou o diretor-geral da OMS.


Fonte: UOL




Maia diz ser mentira notícia de que está com coronavírus




14/03/2020 11:11:16.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou nesta sexta-feira, 13, estar com coronavírus. Ele afirmou ser mentira a notícia de que foi contaminado pelo vírus.


 Maia esteve na Europa no fim de fevereiro e voltou no início de março ao Brasil. O Congresso determinou quarentena a parlamentares que tiverem viajado para um dos países afetados pelo vírus.


A medida foi adotada com ao menos quatro parlamentares: os senadores Jorginho Mello (PL-SC) e Nelsinho Trad (PTB-MS), além dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC).


Eles estiveram na comitiva presidencial que voltou dos Estados Unidos no início da semana e tiveram contato com o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, diagnosticado ontem com coronavírus, como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo.


Os resultados dos exames dos parlamentares devem ficar prontos ainda nesta sexta-feira.


O presidente da República, Jair Bolsonaro, informou pela sua página oficial no Facebook que exame realizado no Hospital das Forças Armadas atestou negativo para o novo coronavírus.


A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também fez o teste e o jornal O Estado de S. Paulo apurou que o resultado também foi negativo.


Fonte: Estadão Conteúdo




Justiça do Rio suspende sessões e julgamentos devido ao coronavírus




13/03/2020 00:12:07.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou hoje (12), por meio de nota, que o expediente será normal amanhã (13) em todos os fóruns do estado do Rio. Todas as medidas para evitar a transmissão do coronavírus (Covid-19) serão adotadas a partir de segunda-feira (16) após a publicação de atos executivos. O principal é a restrição da circulação nos prédios de público externo, pois entre 40 mil e 50 mil pessoas circulam diariamente somente no Fórum Central. Para facilitar a adoção das medidas, as audiências e sessões de julgamento de 1º e 2º graus serão suspensas por 60 dias.


De acordo com o presidente do tribunal, desembargador Claudio de Mello Tavares, os prazos dos processos físicos serão suspensos por 14 dias, período que pode ser prorrogados, se necessário. “Assim, os advogados e as partes não precisarão ir aos fóruns nos próximos dias. Em relação aos processos eletrônicos, os prazos correrão normalmente”.


O desembargador anunciou as ações após participar de uma reunião, no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, para decidir as medidas que serão tomadas no estado para evitar a transmissão do coronavírus.


Alerj


A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu também adotar medidas de prevenção ao Covid-19. O ato erá publicado nesta sexta-feira (13) e terá vaidade por 30 dias, podendo ser prorrogado. Ficam suspensas audiências públicas e reuniões de comissões de frentes parlamentares, além de visitas guiadas ao Palácio Tiradentes e o atendimento ao público na biblioteca da Alerj. As sessões deliberativas no plenário estão mantidas.


"Estamos monitorando a situação, a partir da informação de que já há casos de transmissão interna no estado. Vamos acompanhar a evolução e não descartamos adotar outras medidas, como a suspensão das sessões plenárias ou mesmo a antecipação do recesso parlamentar", disse o  presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), 


A necessidade de adoção de medidas especiais foi recomendada pela Secretaria de Estado de Saúde, em reunião na tarde desta quinta-feira no Palácio Guanabara. Do encontro, participaram o governador Wilson Witzel, o presidente da Alerj, o procurador-geral do Ministério Público, Eduardo Gussem; o defensor público geral do Estado, Rodrigo Pacheco, e o secretário estadual de saúde, Edmar Santos.


Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado do Rio tem 16 casos confirmados. No país, são 77 casos confirmados.




Bolsonaro diz que "não convocou ninguém" para manifestação




11/03/2020 23:11:00.

O presidenteJair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (11) que não convocou "ninguém" para os atos pró-governo marcados para domingo (15). "Eu não convoquei ninguém, pergunta para quem convocou", disse, ao ser questionado se a disseminação do coronavírus poderia atrapalhar a convocação para as manifestações. Também estão na pauta das manifestações críticas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.


No sábado, 7, no entanto, o próprio presidente havia convocado a população para participar dos atos. Em vídeo publicado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Twitter, o presidente afirmou que a manifestação é "espontânea" e "pró-Brasil", e não contra o Congresso ou o Judiciário. "Participem e cobrem de todos nós o melhor para todo o Brasil", declarou em evento em Boa Vista, Roraima, antes de viajar para Miami, nos Estados Unidos.


O presidente já havia chamado, por WhatsApp, aliados para participarem do ato, conforme revelado pela colunista do Estado e editora do BR Político, Vera Magalhães, o que resultou em uma semana de crise entre Legislativo e Executivo.


Nesta quarta-feira, o perfil oficial da Secretaria de Comunicação do governo destacou a fala do presidente sobre os atos previstos para o próximo domingo. "A visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA incluiu um encontro com a comunidade brasileira que vive na Flórida. Em seu discurso, ele destacou a legitimidade das manifestações populares previstas para o dia 15 de março em todo o Brasil", diz a postagem da Secom, fixada no topo da página e acompanhada de uma imagem com a transcrição do discurso do presidente.


 




Acusados pelas mortes de Marielle e Anderson vão a júri popular




10/03/2020 21:09:42.

Os dois homens acusados pelas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes vão a júri popular. A decisão, do juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal da Capital, foi proferida nesta terça-feira (10).


Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz estão presos na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) desde março do ano passado. Eles negam participação nos dois assassinatos, ocorridos no dia 14 de março de 2018, quando o carro em que Marielle e Anderson estavam foi atingido por diversos disparos, sendo que quatro tiros acertaram a vereadora e três atingiram o motorista.


Na decisão, o juiz explicou que a qualificação do homicídio doloso, quando existe a intenção de matar, foi dada porque os réus agiram por motivo torpe, armaram uma emboscada e dificultaram a defesa das vítimas. Ambos estão respondendo por homicídio triplamente qualificado.


Kalil também manteve a prisão preventiva dos réus durante o processo. As defesas de Ronnie Lessa e Elcio Queiroz pediram a impronúncia do caso e absolvição sumária, alegando não haver indícios suficientes para apontá-los como autores do crime. Cabe recurso da sentença.




Guedes diz que resposta à crise são as reformas




09/03/2020 13:01:46.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (9) que a melhor resposta à crise, impulsionada pelo coronavírus, são as reformas. Segundo ele, a reforma administrativa pode ser enviada ao Congresso Nacional ainda esta semana, após o retorno do presidente Jair Bolsonaro dos Estados Unidos. Ele disse ainda que a “contribuição inicial” do governo à reforma tributária será encaminhada ao Congresso nesta ou na próxima semana.


“Temos que manter absoluta serenidade. E a maior resposta à crise são as reformas. Vamos mandar a reforma administrativa, o pacto federativo já está lá, vamos mandar a reforma tributária e vamos seguir o nosso trabalho. O Brasil tem dinâmica própria de crescimento. Se fizermos as coisas certas, o Brasil reacelerará”, disse ao chegar ao Ministério da Economia.


Guedes disse que o coronavírus está sendo a gota d’água para a redução do crescimento econômico mundial. “O mundo está realmente em um momento crítico. O coronavírus está sendo a gota d’água porque o mundo já estava desacelerando”. Já o Brasil, segundo ele, está em situação contrária. “No quarto trimestre deste ano que acabou [2019] sobre o quarto trimestre do ano anterior [2018] já estava crescendo a 1,7%.”


O ministro destacou que a tragédia de Brumadinho e a crise na Argentina levaram à redução do crescimento econômico do Brasil em 2019. “Com esses dois episódios no início do ano passado, a taxa de crescimento do Brasil rachou pela metade. O Brasil estava crescendo 1,3% e caiu para 0,7% [primeiro trimestre de 2019]. Só que no segundo trimestre já começou a voltar, [subiu] para 0,9%, no terceiro já estava em 1,1% e o no final do ano já estava crescendo 1,7%”, disse.


Juros e câmbio


Guedes disse que a continuidade das reformas – administrativa, tributária e a do pacto federativo – é para consertar o regime fiscal do país. “O Brasil é hoje um país que tem regime fiscal sendo a prioridade. Estamos consertando o regime fiscal brasileiro. Esse novo país tem juros mais baixos e tem um câmbio em uma faixa mais alta”, disse, ao ser perguntado sobre o atual patamar do dólar, hoje oscilando acima de R$ 4,70.


“O Brasil era o paraíso dos rentistas e o inferno dos empreendedores. Justamente porque tinha um juro muito alto e acumulou reserva, várias vezes, o Brasil praticou populismo cambial. Jogava o câmbio para R$ 1,50, R$ 1,20, R$ 1,80. Por muito tempo, o Brasil ficou com os juros muito alto e o câmbio falsificado lá em baixo, exatamente porque tinha reservas e colocava o juros na lua”, disse.


Sobre o preço do petróleo, em queda, Guedes disse que “o preço do petróleo vai cair”.


“Quando o preço do petróleo subiu, todo mundo [disse] ‘greve dos caminhoneiros, terrível, inflação vai voltar’. Aí o preço do petróleo cai e todo mundo vai falar o que agora? O que nós vamos falar?”.




Propina de R$ 2 milhões de ‘rei Arthur’ para delegado do Rio




07/03/2020 10:10:40.

Entre os alvos das buscas determinadas pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, no âmbito da Operação Titereiro, desencadeada na última quinta-feira, 5, consta o endereço do delegado Angelo Ribeiro de Almeida Júnior. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Ângelo teria recebido propina de R$ 2 milhões de Arthur Soares, o ‘Rei Arthur’. A Procuradoria indica que o dinheiro foi pago para beneficiar o empresário em inquéritos e supostamente entregue por meio de Danilo Botelho, filho do ex-secretário nacional de Justiça Astério Pereira dos Santos (governo Michel Temer), preso por ordem de Bretas na quinta, 5.


Entre os principais alvos da ação está o ex-secretário Astério, preso preventivamente sob suspeita de ser sócio oculto de duas empresas que forneciam ‘quentinhas’ à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e ao Departamento Geral de Ações Sócio Educativas (Degase).


As empresas ligadas a Astério teriam faturado cerca de R$ 20 milhões, dos quais R$ 2,9 milhões acabaram repassados a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado como propina.


Os investigadores atribuem a Astério na Operação Titereiro o papel de ‘manipulador de rede de laranjas, feito marionetes’.


O juiz Bretas mandou prender, além de Astério, outros oito investigados, entre eles o filho do ex-Justiça de Temer, o advogado Danilo Botelho dos Santos.


Danilo é acusado de integrar organização criminosa supostamente chefiada pelo pai por lavagem de dinheiro.


Bretas indica ainda que Danilo também teria auxiliado ‘Rei Arthur’ – empresário investigado por compra de votos para a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 – no pagamento de propina para o delegado Ângelo.


O magistrado já havia destacado indícios de que o pai de Danilo, Astério, ajudou ‘Rei Arthur’ a fugir para os Estados Unidos a partir de informações privilegiadas. O ex-sub-secretário da Sead Vinícius Lips afirmou que Astério e Arthur eram ‘muito amigos’.


O delator que revelou a suposta ajuda de Astério a ‘Rei Arthur’ também apontou a relação com Danilo. Ricardo Siqueira Rodrigues, sócio do empresário, afirmou que o filho do ex-Justiça de Temer teria realizado aproximação com o delegado Angelo ‘a fim de discutir inquéritos em andamento relativos a Arthur e que, para tanto, teriam iniciado um empreendimento com a finalidade de escamotear o pagamento de propina’.


No depoimento, Ricardo diz que ‘Rei Arthur’ ‘emprestou’ R$ 2 milhões para a abertura do restaurante L’entrecôte de Paris, em Ipanema.


Ele afirmou que não acreditava que o ‘empréstimo’ seria pago, ‘sendo, na verdade, a forma de viabilizar pagamento de vantagens indevidas para que os inquéritos não chegassem a conclusão contrária aos interesses de (Arthur) Soares’.


Após a delação, o Ministério Público verificou que o restaurante tinha em seu quadro societário, até 2019, Danilo e Renata Almeida, mulher de Angelo.


Na decisão que deferiu as buscas contra o delegado e sua mulher, o juiz federal Bretas menciona mensagens trocadas entre Angelo e ‘Rei Arthur’ sobre a instalação do restaurante.


O magistrado destaca conversa em que tratam da saída de Angelo do posto na Delegacia Fazendária e o ‘suposto auxílio que Arthur poderia lhe ofertar na busca por uma nova lotação’.


Bretas considerou que as questões apontadas pela Procuradoria demonstravam a ‘extrema importância’ da autorização da busca e apreensão no endereço de Angelo e de sua mulher para colher documentos que apontem para a relação entre o ex-delegado e Danilo Botelho.


“Isso porque, há indícios do cometimento dos delitos de corrupção passiva e ativa; lavagem de dinheiro; e organização criminosa, sendo a medida de busca meio hábil para robustecer a investigação e, por conseguinte, indicar a autoria e materialidade dos delitos imputados”, indicou o magistrado.


A reportagem busca contato com a defesa do delegado Angelo Ribeiro de Almeida Júnior, do empresário e a defesa do ex-secretário nacional de Justiça.


Fonte: Isto É




Flávio Bolsonaro admite que 'Aliança' está fora das eleições




06/03/2020 09:09:50.

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) admitiu pela primeira vez que o Aliança pelo Brasil, sigla em criação pelo presidente, não ficará pronta a tempo de disputar as eleições municipais deste ano. Flávio, que também é vice-presidente do partido em formação, gravou um vídeo que foi divulgado na madrugada desta sexta-feira, 6, pela tesoureira do partido, Karina Kufa, em sua conta no Twitter.


"A Aliança pelo Brasil não ficará pronta a tempo para disputar as eleições de 2020. Apesar de todo o suporte técnico que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem dado na criação do partido, ele infelizmente não vai se viabilizar a tempo", disse Flávio.


Em reportagem do Estado da semana passada a cúpula do partido já reconhecia que os apoiamentos necessários não seriam processados e o partido regulamentado pela Justiça Eleitoral até 4 de abril, prazo máximo para filiação partidária para a disputa das eleições deste ano.


Para lideranças do futuro partido próximas ao presidente, no entanto, a ausência de pressa a partir de agora permite que os filtros para convocar quadros conservadores funcionem melhor do que no PSL, que teve filiações de correligionários do então candidato a presidente Jair Bolsonaro em 2018 recrutadas em cerca de três meses.