TSE nega ataque hacker em filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão

O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise


  • 13/08/2026, 14h56, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que a filiação do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária. (Leia mais abaixo)

O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.

A Corte informou ainda que a inclusão do senador no Missão foi realizada no sistema da Justiça Eleitoral por um representante devidamente credenciado pelo próprio partido. Segundo o R7 apurou, essa pessoa vai ter que justificar a atitude dela e pode responder criminalmente.

Como funciona a filiação partidária Os partidos têm representantes autorizados pelo TSE a atualizar suas listas de filiados. Cabe às próprias legendas informar à Justiça Eleitoral as mudanças em seus quadros.

No caso de Flávio, o registro de filiação ao Missão foi feito por um representante da legenda que tinha autorização do partido para atualizar as informações junto ao TSE.

O partido afirma, no entanto, que o caso foi uma tentativa de fraude. (Leia mais abaixo)

Registro impede Flávio de confirmar candidatura A informação ocorre a dois dias do prazo final para que os partidos apresentem à Justiça Eleitoral os pedidos de registro das candidaturas.

Flávio Bolsonaro ainda não oficializou ao TSE a sua candidatura à Presidência, e a mudança na filiação partidária pode atrapalhar esse processo.

Até a publicação desta reportagem, seis candidatos tinham registrado suas candidaturas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).

 



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