Servidores da Seduct participaram do V Seminário Estadual por uma Educação Antirracista


  • 02/11/2026, 12h21, Foto: Ascom .

Campos 24 Horas - Servidores da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) participaram do V Seminário Estadual por uma Educação Antirracista, na última quinta-feira (29), promovido pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ). O evento integra as ações do Programa de Formação por uma Educação Antirracista e aconteceu no auditório da Seeduc.

O objetivo foi consolidar práticas pedagógicas inclusivas, valorizar as identidades afro-brasileiras e indígenas, e fortalecer a aplicação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 nas escolas públicas do estado do Rio de Janeiro. O seminário contou com a palestra “Diversidade, Afetos e Educação: princípios para um currículo antirracista”, do professor e doutor Renato Noguera dos Santos Junior, e foi organizado em parceria com a Griot Consultoria, Arte, Cultura e Educação Ltda. no âmbito das políticas estaduais de promoção da igualdade racial na rede de ensino.

(Leia mais abaixo)

Participaram a supervisora de Educação em Tempo Integral da Seduct, Ana Márcia Scot; supervisor de Arte, Edeilson Alves Fernandes; articuladora municipal do CNCA, Paula Gomes de Azeredo; gerente do Ensino Fundamental, Jossana Bartolazzi; gerente de Diversidade e Inclusão da Seduct, Diego Henrique Nascimento; técnica em Acompanhamento de Gestão Escolar, Edilane Silva dos Santos Costa; professora de Arte, Diana Barreto; e professora de História, Polyyana Paes.

Houve, ainda, atividade cultural com a professora Keila Gomes (docente da Metropolitana IV); mesa de debates sobre o Panorama do Programa “Por uma Educação Antirracista”: Caminhos percorridos e Próximos passos; e Mesa sobre Práticas Pedagógicas e a interlocução entre diferentes sujeitos da Comunidade Escolar para a Promoção da Educação nas Relações Étnico-raciais no Cotidiano Escolar.

Para Jossana, participar do evento foi uma experiência de grande relevância para a trajetória profissional e para o fortalecimento do compromisso com uma educação mais justa e equitativa.

“As reflexões sobre o PNEERQ e as contribuições dos palestrantes como Renato Nogueira nos convidam a compreender que a educação antirracista vai muito além do cumprimento de uma legislação: exige transformação de mentalidades, revisão de práticas pedagógicas e reconhecimento das histórias e identidades que constituem nossa sociedade. É fundamental reconhecer a resistência histórica da população negra, especialmente das mulheres negras, que ainda precisam lutar cotidianamente por reconhecimento, valorização e direitos”, disse.

Segundo ela é preciso romper com as estruturas que perpetuam desigualdades e construir uma escola que valorize a ancestralidade, respeite as diferenças e promova relações étnico-raciais verdadeiramente democráticas.

(Leia mais abaixo)

“Como educadora, acredito que é extremamente importante percorrer um caminho para fortalecer a formação dos profissionais da educação e consolidar práticas pedagógicas antirracistas em nossas redes de ensino. Afinal, reconhecer nossa história, valorizar nossas raízes e transformar o presente são passos essenciais para construir um futuro que respeite a ancestralidade e celebre a diversidade”, completou.

Na opinião de Paula Gomes, o Seminário ajudou a reafirmar o compromisso com uma educação pública que promova a equidade, valorize a diversidade e enfrente o racismo.

“Como profissional da educação, atuando na alfabetização e no letramento, acredito que esse compromisso deve começar desde a infância, por meio de práticas pedagógicas que valorizem a ancestralidade, a história e os saberes da população negra. Uma educação antirracista se constrói diariamente, nas escolhas pedagógicas, nos currículos e nas relações que estabelecemos com nossas crianças. Precisamos garantir que cada uma delas se reconheça, seja respeitada e encontre na escola um espaço de pertencimento e possibilidades”, finalizou.



fique bem informado