Campos 24 Horas – Sete projetos de escolas municipais de Campos e um de unidade de ensino estadual foram selecionados na XII Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (FEMuCTI) para participar da Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro (FECTI), na categoria Anos Finais e Ensino Médio. Os projetos foram apresentados durante a XIII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada em outubro, no Jardim São Benedito, pela Gerência de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). A programação também reuniu a VII Feira de Ciências dos Anos Iniciais, que teve oito projetos selecionados e outros trabalhos indicados para menção honrosa.
A Escola Municipal Cláudia Almeida Pinto de Oliveira teve três projetos selecionados para a FECTI, o maior número entre as unidades municipais. Foram classificados “Rota Azul: economia circular com resíduos do pescado no Farol de São Thomé”, “Avaliação de plantas nativas na fitorremediação” e “Bioprospecção da serrapilheira de casuarina”. Também seguem para a feira estadual “Além da transparência: investigando a qualidade da água e as condições de armazenamento na comunidade escolar”, da Escola Municipal Santa Maria, “Experiência territorial imersiva a partir do Quilombo Lagoa Fea”, da Escola Municipal Maria Antônia Pessanha Trindade, e dois trabalhos da Escola Municipal Clóvis Tavares, “Vozes de Campos: memórias campistas entre a oralidade e o digital” e “Física na pista: Cinemática e Educação no Trânsito na ponta dos dedos”.
Além das escolas municipais, a relação de classificados para a FECTI inclui “Mulheres na suinocultura: produção, inovação e segurança no trabalho”, do Colégio Universitário de Aplicação Antônio Sarlo, que é estadual. Na mesma categoria de Anos Finais e Ensino Médio, 13 projetos receberam indicação para menção honrosa. Entre as unidades municipais contempladas estão as escolas Frederico Paes Barbosa, Professora Eleonora da Silva Pinto Viana, Carlos Chagas, Dr. Luiz Sobral, Dr. Alcindor de Moraes Bessa, Olga Linhares Corrêa, Cláudia Almeida Pinto de Oliveira e Manoel Coelho, além do Ciep Wilson Batista.
Para Carla Salles, gerente de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Seduct e organizadora da SNCT, a participação dos estudantes evidencia a diversidade dos temas trabalhados nas escolas. “Os projetos selecionados para participar da FECTI representam uma conquista importante para estudantes e professores. São pesquisas desenvolvidas nas escolas municipais, que abordam questões relevantes da realidade local e demonstram a capacidade dos nossos alunos de investigar, propor soluções e produzir conhecimento. A participação na etapa estadual amplia a visibilidade desse trabalho, valoriza o esforço das comunidades escolares e oferece aos estudantes a oportunidade de compartilhar suas experiências com outras instituições”, afirmou.
A edição de 2026 da FECTI reúne trabalhos de estudantes das redes pública e privada e prevê uma etapa de avaliação dos projetos, seguida de apresentação presencial no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), no Rio de Janeiro. A apresentação está prevista para o dia 12 de dezembro, com cerimônia de premiação no dia 13.
Feira de Ciências – Anos Iniciais - Nos Anos Iniciais, oito projetos foram selecionados na VII Feira de Ciências. A Escola Municipal Instituto São José teve dois trabalhos escolhidos, “GOTTA: Teatro, Ciência, Diversidade e Inovação Social na escola” e “O olhar científico e tecnológico sobre o rio Paraíba: fotografia, investigação e transformação”. Também foram selecionados “Operação água invisível: protagonismo científico e reuso de condensação no 2º ano do ensino fundamental I”, da Escola Municipal Joanir Sanguedo Boynard, “Alfabetização digital na EJA: investigação do uso de aplicativos educacionais no desenvolvimento da leitura em adultos não alfabetizados”, da Escola Municipal Maria Lúcia, “Memórias da gruta de Cambaíba: patrimônio, fé, território e inovação social no espaço rural”, da Escola Municipal Dr. Luiz Guaraná, e “Vozes da Alfabetização: Descobrindo o Mundo pela Leitura”, da Escola Municipal Pequeno Jornaleiro. Também foram selecionados “Clube de Ciências Prisquinho e Almeidinha: Os Sinais da Ciência”, de Prisco de Almeida, e “Páginas e sabores: o impacto das rodas de leitura mediada e experiências”, do Ciep Maestro Villa Lobos.
A Feira teve ainda seis indicações para menção honrosa. Foram reconhecidos “Saberes que geram descobertas”, da Escola Municipal Sagrada Família, “Clique consciente: contra as fake news”, da Escola Municipal Pequeno Jornaleiro, “Aproveitando ao máximo energia grátis”, da Escola Municipal Eloy Ornelas, “Cultivando saberes: a horta escolar como laboratório vivo de ciências”, da Escola Municipal Joanir Sanguedo Boynard, “Do prato à Terra: a compostagem como estratégia de Educação Ambiental, gerenciamento de resíduos orgânicos e economia circular no Ensino Fundamental I”, da Escola Municipal Branca Peçanha Ferreira, e “Conecta escola: laboratório de Mídias digitais”, do Ciep Maestro Villa Lobos.
A programação teve ainda duas categorias especiais. A premiação especial contemplou “Nossa arte brilha! Cores que brilham no escuro”, da Creche Escola Municipal Olímpio Paulo da Silva, e “Pequenas Cientistas, Grandes Descobertas”, da Creche Escola Municipal João Siqueira dos Santos. Já o Prêmio Meninas na Ciência foi concedido a “Exploradoras da ciência: mulheres que inspiram”, do Ciep Wilson Batista.
Para Carla Salles, o reconhecimento dos projetos valoriza o trabalho desenvolvido nas escolas e estimula o interesse pela ciência desde a infância. “É muito significativo perceber como o interesse pela investigação científica começa a ser desenvolvido desde os primeiros anos escolares, com crianças participando ativamente da construção do conhecimento. As categorias especiais também têm um papel importante nesse reconhecimento. A premiação especial valoriza iniciativas que ampliam as possibilidades de aprendizagem e expressão dos estudantes, enquanto o Prêmio Meninas na Ciência destaca o protagonismo feminino e incentiva as meninas a reconhecerem seu espaço na ciência e na produção de conhecimento”, declarou.