Nova caneta brasileira chega às farmácias hoje; veja preço

Medicamento foi aprovado pela Anvisa em agosto para o tratamento do diabetes tipo 2. Fabricante anuncia preços a partir de R$ 333 por unidade na compra de três canetas


  • 06/11/2026, 13h59, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – Uma nova caneta de semaglutida produzida no Brasil começa a ser comercializada nesta sexta-feira (6). O medicamento, chamado Semaclique, será vendido pela Brace Pharma, empresa do Grupo EMS, por R$ 464,81 a unidade. Na compra de três canetas, o preço cai para R$ 333 cada, totalizando R$ 999.

O medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto deste ano para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. Embora a semaglutida também seja utilizada em medicamentos para perda de peso, o Semaclique não tem indicação aprovada para o tratamento da obesidade.

(Leia mais abaixo)

A substância é a mesma presente no Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e no Wegovy, utilizado no tratamento da obesidade. Apesar disso, medicamentos com o mesmo princípio ativo não possuem necessariamente as mesmas indicações autorizadas pela Anvisa.

O lançamento ocorre em meio à chegada de novas canetas de GLP-1 ao mercado brasileiro, após o fim da patente da semaglutida, em março de 2026, que abriu caminho para a entrada de outros fabricantes.

Em 2026, a Anvisa já autorizou diferentes versões de semaglutida, incluindo o Ozivy, também desenvolvido pelo Grupo EMS. Mais recentemente, em 29 de outubro, a agência aprovou cinco novas canetas para diabetes e obesidade.

A aprovação sanitária, no entanto, não significa que todos esses medicamentos já estejam disponíveis nas farmácias. A comercialização depende de outras etapas, como a definição de preços e a distribuição dos produtos.

Como funciona a nova caneta? O Semaclique contém semaglutida sintética, substância que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1.

(Leia mais abaixo)

Esses medicamentos imitam a ação de um hormônio produzido pelo intestino, que participa do controle da glicose no sangue e da regulação do apetite. Entre seus efeitos estão o estímulo à liberação de insulina quando a glicemia está elevada, a redução do esvaziamento gástrico e o aumento da sensação de saciedade.

A aplicação é semanal, por via subcutânea.

Segundo a fabricante, o dispositivo utiliza um sistema de seleção de doses por cliques, que permite realizar ajustes graduais conforme a prescrição médica, sem a necessidade de adquirir uma apresentação diferente a cada alteração de dose.

Isso não significa, porém, que o paciente possa modificar a quantidade aplicada por iniciativa própria. A definição da dose e os ajustes ao longo do tratamento devem seguir a orientação médica e as instruções da bula. Assim como outras canetas de semaglutida, o medicamento pode provocar efeitos adversos, principalmente gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Também existem riscos menos frequentes, mas potencialmente graves, como pancreatite.

A venda exige receita médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia. O produto deve ser mantido sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, inclusive após o início do uso.

(Leia mais abaixo)

Outras canetas já foram aprovadas no Brasil - O lançamento ocorre em meio à ampliação do número de medicamentos à base de semaglutida e de outras substâncias da classe dos agonistas de GLP-1 disponíveis ou autorizados no país.

Esse movimento ganhou força após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026, que abriu caminho para a entrada de novos fabricantes no mercado.

Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, primeira versão sintética da semaglutida autorizada no Brasil. O medicamento foi registrado para o tratamento do diabetes tipo 2.

Em julho, outras cinco canetas à base de semaglutida receberam autorização: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todas com indicação para diabetes tipo 2.

Já em agosto, a agência aprovou o primeiro genérico de semaglutida do país, também desenvolvido pela EMS, além do Semaclique, registrado como medicamento similar pela Germed, outra empresa do grupo.

(Leia mais abaixo)

Mais recentemente, em 29 de outubro, a Anvisa autorizou cinco novas canetas para diabetes e obesidade, elevando para 20 o número de registros dessa classe concedidos em 2026.

Entre as últimas aprovações estão Aribet, Embeltah e Sevema, indicadas para diabetes, além de Lyrza e Wylovol, autorizadas para o tratamento da obesidade.

A concessão do registro sanitário, entretanto, não significa que todos esses medicamentos já estejam disponíveis nas farmácias. A comercialização depende de etapas posteriores, incluindo a definição dos preços e a distribuição pelas fabricantes.

A chegada de novas marcas pode ampliar a concorrência no mercado brasileiro, mas não garante, por si só, a redução dos custos do tratamento.

No caso do Semaclique, os preços anunciados pela fabricante ainda não permitem concluir que o custo total do tratamento será menor do que o de outras opções. Essa comparação depende da dose prescrita, da quantidade de medicamento utilizada e das condições de venda de cada produto.

(Leia mais abaixo)

Fonte: g1



fique bem informado