Campos 24 Horas - O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, recuou e anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. Segundo ele, a decisão foi tomada para atender "a maioria da população". A votação está marcada para esta quarta-feira (14), no Senado.
"Estou rodando o Brasil, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1. Então, vou votar a favor do fim da 6x1. Mas defendemos algo ainda melhor. Queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho", declarou, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio defendeu que cabe ao governo compensar eventuais prejuízos aos empresários. "Quem vai pagar essa conta vai ter de ser o governo, porque os empresários estão sufocados. O governo vai ter de bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas", afirmou.
Até então, Flávio criticava a PEC que acabava com a escala 6x1 e defendia um outro modelo, o de remuneração por hora trabalhada. "O governo Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento, achando que isso vai dar voto para ele", disse na última semana.
A visita de Flávio a Jair Bolsonaro, aconteceu depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizá-lo a retomar os encontros com pai, que cumpre, em prisão domiciliar, pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
O aval de Moraes ocorre após o encerramento do prazo de 90 dias de restrições, imposto pelo ministro em decorrência de descumprimento de medidas cautelares. Em 11 de julho, Jair escreveu carta em apoio à candidatura de Flávio, que leu o documento em transmissão ao vivo.
Clima de 'já ganhou' A menos de duas semanas do segundo turno, o candidato à Presidência pelo PL negou que sua campanha esteja de 'salto alto' ou em clima de 'já ganhou' e voltou a pedir que seus apoiadores mantenham sua mobilização para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Apesar de as pesquisas estarem favoráveis, e ao contrário de alguns veículos de comunicação falarem que a gente está de salto alto, em clima de já ganhou, é mentira. Não tem clima de já ganhou na nossa campanha, está todo mundo na rua", declarou.
Flávio pediu que parlamentares do PL usem suas redes sociais e atos de rua para sua campanha e disse que até o 2º turno deve viajar a Estados do Sudeste, do Norte, do Nordeste e do Sul.
Ele comentou ainda a visita ao pai. "Estou muito feliz com meu pai e poder voltar visitá-lo. Mais uma vez me dá muito mais força, muito mais entusiasmo, ainda mais vontade de estar na rua para defender o nosso País", falou.
Segundo o senador, Jair Bolsonaro "está bem, fazendo aquelas piadinhas sem graça que ele faz sempre", além de ter demonstrado otimismo com a eleição para o Congresso. "A maioria do povo brasileiro deu um Senado forte para a legislatura a partir de 2027. Deu uma Câmara ainda mais forte também, mais à direita. A expectativa dele é a melhor possível com relação ao futuro do nosso Brasil", disse.
Flávio afirmou ainda que "o principal pilar da campanha do PT" e que espera que o adversário se comprometa "a parar de mentir".