Campos 24 Horas - Graça Maria Silva de Souza, diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio, foi afastada do cargo por suspeita de desviar alimentos da unidade prisional. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) nesta quinta-feira (22).
Segundo a pasta, a ação ocorreu através da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) e pela Corregedoria da instituição, após o recebimento de uma denúncia e monitoramento.
A servidora foi flagrada em uma situação suspeita de desvio de produtos alimentícios e encaminhada à 21ª DP (Bonsucesso), onde acabou autuada em flagrante por peculato. Alimentos como carne, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados foram encontrados no porta-malas do seu carro.
Além do afastamento imediato da função, o órgão instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta da diretora na esfera administrativa.
"A Seppen reforça que não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores, e mantém atuação permanente no combate a essas práticas, por meio da Corregedoria e da Ssispen", acrescentou a secretaria em nota. A reportagem não localizou a defesa de Graça. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
Gerente de farmácia é demitido após agressão Um gerente de uma farmácia foi demitido após denúncia de agressão a uma funcionária na Grota, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Segundo testemunhas, a violência teria sido motivada pelo fato da vítima beber água no salão de atendimento. O caso foi divulgado nas redes sociais por uma cliente, que mostrou a funcionária visivelmente abalada, com uma garrafa de água na mão. Após a repercussão, a Rede Cumani, responsável pela farmácia, emitiu uma nota nas redes sociais nesta quarta-feira (21) e informou a demissão do colaborador por justa causa.
"A gravidade do ocorrido é incompatível com os valores da empresa. Não toleramos violência, intimidação ou qualquer forma de desrespeito. Manifestamos nossa solidariedade à colaboradora e permanecemos à disposição para prestar o apoio necessário", diz um trecho da nota.
A empresa reforçou ainda que impedir o acesso à água ou restringir indevidamente o descanso e o uso de assentos não faz parte das diretrizes da Cumani. "Nossos profissionais devem ser tratados com dignidade e respeito. Nosso RH é responsável por reforçar os critérios de seleção e preparação das lideranças e as orientações às equipes, com foco na prevenção de novas ocorrências. A demissão foi uma medida concreta diante do ocorrido. Nosso compromisso segue sendo assegurar que o respeito às pessoas esteja presente na prática diária de todas as unidades", acrescentou.