Campos 24 Horas - O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) é marcado pela presença diária nos territórios, pela orientação aos moradores e pela atuação na prevenção de doenças. Em Campos, esses profissionais estão presentes nas comunidades, acompanhando famílias, identificando necessidades de saúde e levando informações que contribuem para o cuidado e a qualidade de vida da população. Neste domingo (4), o Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde e do Agente de Combate às Endemias reforça a importância desses profissionais para o fortalecimento das ações de saúde no município.
Para a Agente Comunitária de Saúde Paula Barreto Muniz, da UBSF Félix Miranda, cada visita representa uma oportunidade de orientar, acolher e contribuir para a prevenção de doenças. Segundo ela, o trabalho também é fundamental para estabelecer uma ligação entre a comunidade e as equipes de saúde.
“No trabalho do agente comunitário de saúde, cada visita é uma oportunidade de levar informação, prevenir, acolher e fazer a diferença na vida das pessoas. Mas o nosso trabalho vai muito além das visitas. É orientar, cuidar do usuário e fazer o elo entre a comunidade e a equipe de saúde. No final, o mais gratificante é saber que o nosso trabalho pode melhorar a vida de uma família”, afirmou.
Essa proximidade também facilita o acesso dos moradores aos serviços da rede municipal. É o que relata Regina de Fátima Ribeiro Machado, de 62 anos, moradora do Parque Guarus. Ela conta que o acompanhamento dos agentes tornou mais simples o acesso a consultas e outros atendimentos para ela e seus familiares.
“Melhorou bastante. Elas vêm à nossa casa, conversam com a gente e já marcam as consultas. A gente não precisa mais sair de casa para ir atrás de ficha. Elas colocam no nosso telefone o dia e o horário da consulta, tudo certinho, e a gente só vai para ser atendida. Meu marido, meu neto e meu sobrinho também já foram atendidos por meio desse trabalho. Minha família toda foi beneficiada. Estou muito feliz com elas. Esse trabalho tem que continuar”, contou.
Enquanto os ACS atuam no acompanhamento das famílias e na aproximação entre a comunidade e a unidade de saúde, os Agentes de Combate às Endemias desenvolvem ações voltadas principalmente à prevenção e ao controle de doenças e seus vetores. O trabalho inclui visitas a imóveis, identificação de possíveis criadouros de mosquitos e orientação aos moradores.
Há sete anos atuando como ACE, Vitor das Chagas Espírito Santo, destaca que a atuação dos agentes depende também da participação da população. Ele destaca que, além de levar informação aos moradores, é necessário que a comunidade receba os profissionais e contribua para as ações de prevenção.
“Nós trabalhamos diariamente de imóvel em imóvel, identificando possíveis criadouros de mosquitos e levando as informações necessárias aos moradores para evitar a proliferação de doenças e os casos de endemias. É um trabalho de prevenção, que acontece todos os dias. Mas esse trabalho precisa do engajamento da população. Nós somos agentes multiplicadores: levamos a informação e cada morador também pode repassá-la para o vizinho e para os familiares”, explicou.
Vitor reforça ainda a importância de os moradores permitirem a entrada dos agentes nos imóveis durante as ações de rotina. “É muito importante que o morador nos receba e nos atenda da melhor maneira possível. O agente está ali para levar informação, contribuir para a saúde e o bem-estar das famílias e, consequentemente, de toda a sociedade. Eu sozinho posso chegar mais rápido, mas unidos vamos mais longe”, destacou.
Nas áreas rurais, a atuação dos agentes também contribui para reduzir dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Na UBSF Campelo, o Agente Comunitário de Saúde Rafael Gomes acompanha de perto as necessidades dos moradores e destaca como a presença dos profissionais no território pode facilitar o atendimento.
“Aqui na localidade do interior, a gente percebe a importância desse trabalho porque muitas pessoas têm dificuldade de ir até o centro. Quando conseguimos ir até a casa delas e aproximá-las da UBSF, facilitamos muito a vida desses moradores. É muito gratificante ver a satisfação e a felicidade deles quando conseguem ser atendidos”, relatou.
Presentes diariamente nos bairros, comunidades e áreas rurais do município, ACS e ACE exercem funções diferentes, mas que se complementam na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Seja acompanhando as famílias, orientando sobre os cuidados com a saúde ou atuando no controle de vetores e endemias, os profissionais fazem da presença no território uma ferramenta de cuidado e prevenção.
Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde conta com 366 Agentes Comunitários de Saúde e 386 Agentes de Combate às Endemias.