Campos 24 Horas/Cobertura Eleitoral - O escritor Augusto Cury (Avante), que ficou em terceiro lugar na disputa à Presidência, encaminhou nesta quinta-feira apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Os dois conversaram na manhã desta quinta e o anúncio deve ocorrer ainda hoje.
A expectativa é que isso ocorra durante a live semanal de Flávio —Cury está fora do país. Segundo a assessoria do ex-candidato, foi entregue uma carta de compromissos políticos ao candidato do PL. Flávio assinou o documento.
A informação foi publicada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, e confirmada pelo GLOBO com a assessoria do ex-candidato.
A decisão é um revés para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos últimos dias, aliados do petista buscavam o diálogo com o presidenciável para buscar apoio ou ao menos uma neutralidade.
No documento, intitulado "termo de compromisso público com o Brasil", o senador do PL diz que o termo está "fundamentado na defesa da democracia, na alternância de poder, na pacificação nacional, no desenvolvimento econômico e social e na construção de uma nação mais justa, próspera e preparada para as profundas transformações que a inteligência artificial, a robótica e as novas tecnologias produzirão na sociedade".
Ele diz ainda que o termo foi assinado sem "qualquer troca de cargos, vantagens pessoais". O candidato também afirma que a confiança de Cury "não constitui um cheque em branco", mas estaria condicionado a ao cumprimento dos compromissos listados. "O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos."
O documento lista oito compromissos: fim da reeleição presidencial; revolução da educação e valorização dos professores; revolução da saúde e da telemedicina; proteção integral às mulheres; cooperativismo; financiamento de milhões de microempresas; revolução da agricultura e da produção de alimentos; pacificação nacional: governar para todos os brasileiros.
Cury ficou em terceiro lugar na disputa com 2,89% dos votos no primeiro turno (cerca de 3,4 milhões de votos). Outros presidenciáveis já declararam apoio ao senador: Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O PSD, no entanto, declarou neutralidade na segunda rodada da disputa e liberou os diretórios estaduais.
Fonte: O Globo