Campos 24 Horas - A Secretaria Municipal de Saúde, com apoio da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), realizou, nesta terça-feira (25), no auditório do Conselho Municipal de Saúde, uma oficina de atualização e avaliação do fluxo municipal de atendimento à tuberculose. O encontro reuniu profissionais de diferentes áreas da rede municipal e representantes da SES-RJ, com o objetivo de analisar os avanços do município no enfrentamento da doença e definir estratégias para ampliar e descentralizar o cuidado aos pacientes.
Participaram da oficina representantes e profissionais do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, Atenção Primária à Saúde (APS), Vigilância em Saúde (SUBVS), Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (CDIP), Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) e Programa Consultório na Rua, além da equipe técnica da SES-RJ. (Leia mais abaixo)
Durante a atividade, foram avaliados indicadores relacionados à vigilância, identificação de novos casos e acompanhamento de pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados com tuberculose. Entre os principais pontos discutidos esteve a necessidade de ampliar a descentralização do atendimento, fazendo com que o acompanhamento dos pacientes ocorra cada vez mais próximo de seus locais de residência, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Carneiro, destacou que o município apresenta avanços em alguns indicadores de vigilância. Segundo o subsecretário, a oficina também permitiu identificar as áreas em que o município precisa concentrar esforços para qualificar o atendimento.
“Os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde demonstram o esforço do município com a melhora em alguns indicadores de vigilância, principalmente no rastreamento de novos casos que possam surgir após o contato com indivíduos já diagnosticados com a doença. Porém, também observamos que, na assistência aos pacientes sintomáticos e com tuberculose, o município precisa avançar, principalmente na descentralização do acolhimento desses pacientes. Esse é o próximo passo que a Secretaria de Saúde vai dar, para melhorar a captação desses pacientes na ponta, pelas unidades básicas de saúde”, explicou.
Para a representante da SES-RJ e responsável pelo planejamento estratégico para o enfrentamento da tuberculose no estado, Cláudia Barbosa, a descentralização é fundamental para aproximar o tratamento da realidade dos usuários e ampliar a adesão.
“Estamos aqui em Campos para um dia de trabalho intenso, com o objetivo de intensificar a descentralização do cuidado da tuberculose nas unidades da Atenção Primária, mais próximas dos usuários. Sabemos que a tuberculose tem grande determinação social e atinge pessoas em situação de alta vulnerabilidade. Por isso, é preciso que as unidades de saúde próximas da residência dessas pessoas estejam preparadas para realizar o tratamento e acompanhá-las, garantindo a adesão”, destacou. (Leia mais abaixo)
Cláudia ressaltou ainda que a tuberculose é uma doença curável e que a interrupção do tratamento permanece como um dos desafios no enfrentamento da doença. “É preciso preparar toda a rede de saúde para que alcancemos níveis de cura mais elevados e possamos eliminar a tuberculose como problema de saúde pública no Estado e no município de Campos”, afirmou.
A coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, Ana Paula, explicou que o município já vem trabalhando na descentralização do atendimento, que atualmente ainda está concentrado no programa especializado. “Nós estamos em um processo de descentralização da tuberculose. Hoje, a doença ainda está muito centralizada no nosso programa, então estamos avançando gradualmente nesse processo. A equipe da Secretaria de Estado está aqui para nos ajudar a fazer isso acontecer junto às UBSs e aos agentes comunitários de saúde, que terão um papel muito importante para a nossa população”, explicou.
A proposta de descentralização busca fortalecer a atuação da Atenção Primária no diagnóstico, acolhimento, tratamento e acompanhamento dos pacientes, ampliando a integração entre os diferentes setores da rede municipal. A estratégia também pretende facilitar a identificação de pessoas que tiveram contato com casos confirmados e ampliar o acesso ao tratamento preventivo da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB).
A equipe da SES-RJ presente na oficina foi composta por Daniella Cavalheire, monitora de Campos e enfermeira; Priscilla Nascimento, monitora das unidades prisionais e enfermeira; Josimar Alves, apoio técnico do Núcleo de Apoio à Proteção Social (NAPS) e assistente social; Neidi Aparecida, apoio técnico de farmácia e farmacêutica; Raquel Piller, apoio técnico do tratamento preventivo e médica; Cláudia Barbosa, responsável pelo planejamento e gestão das ações do projeto; e Regiane Regis, apoio técnico da Atenção Primária e enfermeira.