Segundo o Ministério da Saúde, neste primeiro momento as vacinas serão destinadas a profissionais de saúde (a meta é vacinar um terço deste grupo), à população em instituições para idosos e pessoas com deficiências e cerca de 15% serão para as populações indígenas aldeadas. Esses grupos fazem parte da fase 1 do plano de vacinação divulgado anteriormente. Além deles, também estavam incluídos os idosos acima de 75 anos que não vivem em instituições.
Ainda segundo o plano de imunização, a fase 2 contempla pessoas acima de 60 anos, em geral. Na fase 3, estão incluídos indivíduos com comorbidades como diabetes, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, anemia falciforme, câncer, obesidade grave e que tenham recebido transplante de órgão sólido. A fase 4 inclui professores, forças de Segurança e Salvamento e funcionários do sistema prisional. Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas, pessoas com deficiência permanente severa e a população privada de liberdade também estão incluídas no plano como grupos prioritários, mas o Ministério da Saúde não especificou em qual fase.
Como entrar na fila para ser vacinado? Como saber qual o meu local de vacinação? Vai ser preciso agendar horário?
Essas informações devem variar em cada estado ou município, e ainda não foram divulgadas.
A Secretaria de Saúde da Bahia afirmou que inicialmente as vacinas serão destinadas aos profissionais de saúde da linha de frente, idosos em instituições de longa permanência e população indígena aldeada, e portanto serão levadas para os locais onde esse público trabalha ou reside. As demais etapas da primeira fase serão realizadas em postos de saúde, que serão divulgados pelas prefeituras.
No Rio de Janeiro, o governo estadual planeja utilizar 1.500 postos de saúde e clínicas de vacina no estado. Dependendo da demanda, podem ser criados outros 3 mil pontos improvisados, em centros comerciais, escolas e quartel do Corpo dos Bombeiros. No caso dos idosos em asilos e da população indígena e quilombola, o planejamento é levar a vacina até eles com equipes da saúde da família. Nos outros grupos de idosos, o plano é separar dias específicos apenas para idosos comparecerem em postos de saúde.
Preciso de um cadastro prévio para me vacinar?
O Ministério da Saúde afirmou que, para acompanhamento em tempo real da situação vacinal de cada cidadão brasileiro, disponibilizou o aplicativo Conecte SUS. Por ele, cada dose aplicada será registrada na carteira digital de vacinação do usuário, identificado por meio do CPF ou do Cartão Nacional de Saúde. Também serão registrados o tipo de vacina, seu lote de fabricação e a data em que foi tomada a dose. No entanto, a falta do cadastro não impede que a pessoa seja vacinada. As pessoas que ainda não estejam cadastradas poderão ser registradas pelo profissional de saúde no momento do atendimento, usando o CPF ou o Cartão Nacional de Saúde.
Fonte: O Globo