07/07/2016 17h37 | Foto: Divulgação
Após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à Presidência da Câmara no início da tarde desta quinta-feira (7), os líderes convocaram às pressas uma reunião para o fim da tarde para discutir a sucessão ao cargo. Waldir Maranhão (PP-MA), que ocupa o cargo interinamente, não participará.
Eles pretendem se valer de uma brecha regimental que permite aos líderes fazerem convocações de sessões extraordinárias, ainda que seja para eleger o novo presidente.
Com a intenção de protelar o processo, Maranhão só pretendia convocar sessão na próxima quinta (14). Os líderes querem que a eleição do sucessor de Cunha ocorra entre segunda (11) e terça-feira (12). Eles devem acertar essa data ainda nesta quinta (7).
O clima geral na Casa é de exaustão. A maioria dos parlamentares tem pressa em tirar Maranhão do cargo temporário e fazer a Câmara retomar suas atividades normais.
Isso devido ao jeito do pepista, que ficou conhecido por ser instável, já tendo voltado atrás de várias decisões. Quando preside sessões plenárias, o que é raro, é obrigado a lidar com uma chuva de críticas de deputados.
As normas regimentais preveem que convocação de eleições para nova presidência ocorra em até cinco sessões.
Maranhão já avisou a aliados que não pretende abrir mão da cadeira com tanta facilidade assim. A intenção do presidente interino é só desocupar o cargo após o recesso parlamentar.
Uma arma que teria na mão seria a não convocação de sessões plenárias, argumento desmanchado pelos líderes.
DISPUTA
Pelo menos 12 nomes correm os corredores da Casa entre os interessados no mandato tampão da Presidência da Câmara.
No PMDB, há uma ala que defende que o cargo é do partido, que conquistou o direito de presidir a Casa por dois anos com a eleição de Cunha para o biênio 2015/2016. Entre os defensores, espera-se que haja disputas somente entre peemedebistas.
Essa ideia será apresentada aos líderes na reunião desta tarde, mas não deve ganhar corpo, uma vez que o próprio Cunha articula, de fora, um sucessor. Ele espera emplacar alguém de confiança para presidir a sessão em que será votado seu processo de cassação no plenário, o que deve ocorrer no início de agosto.