PF pede mais 45 dias ao STF para concluir inquérito sobre suposta prevaricação de Bolsonaro

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal mais 45 dias para concluir o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro cometeu o crime de prevaricação no caso da vacina Covaxin. (leia mais abaixo)

As investigações começaram em julho e o prazo inicial, de 90 dias, já se encerrou. Os investigadores ainda têm diligências pendentes.(leia mais abaixo)

Prevaricação é um crime contra a administração pública e ocorre quando um funcionário público, tomando conhecimento de supostas irregularidades, deixa de comunicar a suspeita às autoridades – à Polícia Federal e ao Ministério Público, por exemplo.(leia mais abaixo)

A relatora do inquérito é a ministra Rosa Weber, a quem caberá decidir sobre o pedido de prazo.(leia mais abaixo)

As investigações têm como ponto de partida os depoimentos à CPI da Covid do funcionário do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda e do irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).(leia mais abaixo)

Em 25 de junho, os irmãos afirmaram à CPI que avisaram o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeitas de corrupção na negociação para a compra da vacina Covaxin. Relembre:(leia mais abaixo)

O preço da Covaxin foi o maior entre todas as vacinas que o governo negociou: R$ 80,70 por dose – quatro vezes mais cara que a AstraZeneca, da Fiocruz, que é a de menor custo. A rapidez para fechar o contrato chamou a atenção e teve a participação de uma empresa intermediária, a Precisa Medicamentos. O contrato de compra só foi suspenso pelo governo depois das denúncias.(leia mais abaixo)
 
No caso de Bolsonaro, a apuração envolve se houve omissão ou não a respeito das supostas irregularidades no processo de contratação da vacina, e também se o presidente, de alguma forma, se beneficiaria pessoalmente com isso.(leia mais abaixo)
 
O pedido da PF 
Ao STF, a PF argumentou que precisa ainda ter acesso a documentos que envolvem as tratativas da Covaxin, mas que o Ministério da Saúde decretou sigilo às informações .(leia mais abaixo)

“Após as inquirições de Antonio Elcio Franco Filho e de Jonathas Vieira Coelho verificou-se a necessidade de acesso aos processo do Ministério da Saúde sobre a contratação e a importação da vacina Covaxin e a íntegra do processo sobre os pedidos de autorização de uso emergencial realizados, primeiro, pela empresa Precisa Comercialização Medicamentos e depois pelo próprio Ministério da Saúde, junto à Anvisa. Ocorre que, recentemente, o Ministério da Saúde classificou os processos como sigilosos; circunstância que, legalmente impede o acesso aos processos”, escreveu o delegado William Marinho.(leia mais abaixo)

 Marinho pediu que o Supremo determine que: o Ministério da Saúde envie cópia integral dos processo de contratação e importação da vacina Covaxin;
a Anvisa envie cópia integral dos processo de autorização do uso emergencial da vacina Covaxin.(leia mais abaixo)
 
A PF informou que ainda analisa o material que recebeu do processo de fiscalização da CGU , do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público do DF.(leia mais abaixo)
 
Já foram ouvidos pelos investigadores nesse inquérito:
Luis Ricardo Miranda – servidor do Ministério da Saúde
Luis Claudio Miranda – deputado
Francisco Maximiano – dono da Precisa Medicamentos
Emanuela Medrades – Precisa Medicamentos
Eduardo Pazuello – Ex-ministro da Saúde
Antonio Elcio Franco Filho – ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde
Jonathas Diniz Vieira Coelho – ajudante de ordens
 
 *Fonte: G1