A irmã da vereadora Marielle Franco, Anielle Silva, disse que ela não tinha recebido nenhuma ameaça de morte e por isso seguia com suas atividades parlamentares normalmente antes de ser assassinada na noite desta quarta-feira.
Marielle voltava de um evento no centro do Rio quando o carro em que ela estava foi interceptado e alvejado com nove tiros todos no banco de trás e do lado onde Marielle estava sentada.
Quatro atingiram a vereadora e três o motorista , Anderson Gomes, que também morreu. Uma assessora de Marielle, que estava ao lado dela no veículo não foi ferida.
A esposa de Anderson, Agatha Reis, disse que ele estava trabalhando com Marielle há poucas semanas, substituindo o motorista oficial da vereadora que está de licença médica.
O vereador Tarcisio Mota, companheiro de Marielle no Psol disse que não há duvidas de que ela foi vítima de uma execução.
Marielle estava em seu primeiro mandato parlamentar e teve a quinta maior votação para a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, com mais de 46 mil votos.
Antes de se tornar vereadora, ela foi assessora parlamentar por dez anos e tinha uma atuação reconhecida na defesa dos direitos humanos, especialmente das mulheres negras e dos moradores das comunidades do Rio de Janeiro.