19/06/2016 08h51 | Foto: Divulgação
O governo interino está se preparando para enfrentar uma possível cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Para que isso ocorra será preciso abrir mão de instrumentos tradicionais: muitos cargos e recursos para obras paroquiais. O presidente em exercício, Michel Temer, terá de providenciar uma candidatura única à sucessão de Cunha, unindo o grupo à antiga oposição, liderada por PSDB e DEM.
O Ministério Público Federal aposta que o parlamentar afastado se tornará réu em mais uma ação no Supremo Tribunal Federal na próxima quarta-feira (21).
“É um pênalti batido em uma ladeira e com o goleiro amarrado”, anuncia um procurador.
Na opinião de um ministro de peso do governo sobre a cobrança de Cunha por apoio do Planalto para se livrar da cassação: “Ele procura um Dom Quixote para defendê-lo. Não terá.”