As promessas da semana de Bolsonaro e Lula

No Recife, Bolsonaro promete reduzir maioridade penal caso seja reeleito:
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (13/10) que, caso reeleito, reduzirá a atual maioridade penal de 18 anos prevista na Constituição para 16 anos. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa em Pernambuco, onde cumpriu agenda de campanha.

“O Congresso eleito atualmente foi muito mais a centro-direita. Então, pautas como a redução da maioridade penal, obviamente, caso seja reeleito, nós implementamos. Podemos dizer sim. Temos muita chance de aprovar a redução da maioridade penal. Então, a molecada que rouba celular para tomar uma cervejinha… vai acabar essa mamata”.

A proposta de redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos valeria para casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

No Brasil, jovens a partir dos 12 anos de idade já podem responder por atos infracionais, no entanto, seguindo uma linha socioeducativa. Logo, os menores de 18 anos ficam sob as regras estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Como será no dia do segundo turno das eleições
Dia e horário de votação: o segundo turno será no domingo (30/10), das 8h às 17h, no horário de Brasília. A divulgação da apuração dos votos deve começar logo após o fechamento das urnas.

Onde votar: o eleitor pode conferir o local de votação no site do TSE. Ou por meio do aplicativo e-Título, acessando “onde votar”.

Quem deve votar: todos os brasileiros alfabetizados, entre 18 e 70 anos, são obrigados a votar no dia da votação. O voto é facultativo apenas para quem tem entre 16 e 18 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos.

Lula promete boa relação com estados e parlamento: “Até com quem me odeia”:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu nesta quinta-feira (13/10) que terá boas relações com os governadores e parlamentares caso seja eleito em 30 de outubro. “Até com quem me odeia”, disse o petista. Em Aracaju, Sergipe, o candidato afirmou ainda que a relação com os estados não é de amizade, mas entre entes federativos.

“Na relação de Estado para estado, todos serão tratados bem. Até quem me odeia, até quem fala que não gosta de mim, não tem problema. Não quero casar com o governador, quero governar e ajudar a tratar bem o povo dele”, respondeu Lula, em coletiva de imprensa antes de realizar uma caminhada com apoiadores por Aracaju. “A gente não pergunta nunca de que partido é o governo. Isso não é uma pergunta que o presidente da República faz. Ele pergunta se o problema existe, e ele precisa governar para o povo, e não para o governador”, acrescentou. 

Já sobre a composição do Congresso Nacional, Lula disse que não conhece os 44% de parlamentares que entraram agora, citando a taxa de renovação nas eleições deste ano. “Quando for conversar com os deputados, eu vou conversar independentemente do partido que ele pertence, com respeito à votação que ele teve. Um cara de direita, o voto dele não é inferior ao de alguém de esquerda”, afirmou.

Combate à fome será “prioridade zero”
Na entrevista, o petista também foi questionado sobre qual será sua prioridade caso eleito. “A prioridade máxima chega a ser prioridade zero, de tão rápido, que é combater a fome. Não tem explicação científica, econômica, para o terceiro maior produtor de alimento do mundo, do primeiro maior produtor de proteína animal do mundo, não ter comida suficiente”, respondeu o ex-presidente, após ser questionado sobre qual será a prioridade de seu possível governo.

“Nós temos que colocar em prática um conjunto de políticas. Uma delas é gerar emprego imediatamente. Renegociar a dívida de 80 milhões de pessoas nesse país. Nós temos praticamente 80% das pessoas endividadas, com uma dívida de no máximo R$ 4 mil, e que as pessoas não podem pagar mais”, emendou Lula. A proposta é um dos carros-chefe de Ciro Gomes (PDT), que disputou a Presidência da República no primeiro turno.

Lula prometeu ainda que aumentará o salário mínimo acima da inflação todos os anos, e disse não ver sentido no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se o aumento não for repassado à população. Ele também criticou a gestão de Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, nesse ponto. “Faz quatro anos que o salário mínimo não é reajustado. Até a merenda escolar, R$ 0,36 é a parte que toca o governo federal. O que dá para comer com R$ 0,36? Essa desumanidade é o que nós queremos que deixe o cargo para que os brasileiros assumam a Presidência da República”, pontuou.