O apartamento de Mateus Viana no Leblon, no Rio de Janeiro, não passou pela insperação periódica de gás. O serviço precisa ser contratado pelos moradores. A informação é do jornal Extra. O jovem de 30 anos e a namorada, Nathalia Guzzardi Marques, foram encontrados mortos no imóvel na última quarta-feira. (Leia mais abaixo)
O laudo do IML aponta que os corpos apresentaram “sinais gerais de asfixia, com coloração carminada dos tecidos, sugestivo de intoxicação exógena”. Quando amigos chegaram para esclarecer o que havia ocorrido, o chuveiro, que é aquecido a gás, estava ligado. A polícia acredita que o casal morreu intoxicado por monóxido de carbono, liberado pelo aquecedor, que fica dentro do banheiro e aparentemente está desregulado. Serão realizados exames complementares para analisar se a intoxicação realmente ocorreu por esse motivo.
O prazo para vistoria no gás vencia em setembro de 2020, mas foi prorrogado até março de 2023 por causa da pandemia. Com isso, a falta de insperação no apartamento de Matheus não configura uma irregularidade.
“A responsabilidade da inspeção periódica de gás é do morador. A Naturgy apenas avisa da necessidade de inspeção. A pessoa, então, precisa chamar um órgão credenciado pelo Inmetro. Há, depois, três resultados para a inspeção: o laudo pode dar a aprovação, ou pedir ajustes, ou reprovar. Mas quando não se faz, não há multa”, explicou Luiz Felipe Boueri, engenheiro de distribuição de gás, ao jornal.
Fonte: Terra