O chefe da operação de resgate das vítimas afetadas pelo deslizamento em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, confirmou três novos óbitos no início da tarde desta segunda-feira (31), totalizando 24 mortes decorrentes das fortes chuvas que atingem o estado, sendo oito apenas no município. (leia mais abaixo)
Segundo o Coronel Alessandro da Silva, do Corpo de Bombeiros, apesar de as mortes estarem confirmadas, os corpos das três vítimas ainda não haviam sido retirados dos escombros até o fim da manhã desta segunda. O município de Franco da Rocha é o que apresenta maior número de vítimas devido às chuvas – são oito, no total. (leia mais abaixo)
Das 24 vítimas em todo o estado, ao menos nove são menores de idade – sendo oito crianças e um adolescente. Uma das crianças é um bebê com apenas três meses, que chegou a ser socorrido após um desabamento em Itapevi. A mãe dele, de 27, foi resgatada e está no Hospital Geral de Itapevi. (leia mais abaixo)
A Defesa Civil do estado contabiliza 660 famílias desabrigadas (precisaram sair de casa e estão em abrigos) ou desalojadas (estão em casas de parentes). (leia mais abaixo)
Os temporais também causaram deslizamentos de terra, transbordamento de rios e alagamentos. O governador João Doria anunciou a liberação de R$ 15 milhões para as cidades afetadas. Segundo o governo paulista, cerca de 500 pessoas estão desalojadas em 11 cidades do estado. (leia mais abaixo)
Na manhã desta segunda, a chuva persiste na capital paulista, mas segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), às 9h20 não havia pontos de alagamento. O trânsito também está dentro da média para o horário. (leia mais abaixo)
A situação até o momento, segundo informações do governo de São Paulo e da Defesa Civil:
- Em Várzea Paulista, no interior de São Paulo, cinco pessoas da mesma família morreram após a casa em que moravam ser atingida por um desmoronamento. As vítimas são um casal, um bebê de um ano e duas crianças, uma de 10 e outra de 12 anos; (leia mais abaixo)
- Em Embu das Artes, na Grande São Paulo, três pessoas, também de uma mesma família, morreram após uma casa ser atingida por um deslizamento de terra na madrugada deste domingo. As vítimas são a mãe e dois filhos — uma menina de quatro anos e um rapaz de 21 anos. Quatro pessoas conseguiram escapar; (leia mais abaixo)
- Em Osasco, o desabamento de uma casa deixou uma pessoa ferida; (leia mais abaixo)
- Em Itapevi, um deslizamento matou um bebê de três meses. Bombeiros resgataram a mãe de 27 anos, que está no Hospital Geral de Itapevi; (leia mais abaixo)
- Em Jaú, no interior de São Paulo, um homem de 61 anos morreu afogado após ter a casa invadida pela chuva; (leia mais abaixo)
- Em Arujá, na Grande São Paulo, um homem de 59 anos morreu depois que seu carro ficou submerso; (leia mais abaixo)
- Em Ribeirão Preto, na noite de sexta-feira (28), um homem de 57 anos morreu após ser arrastado pela enxurrada; (leia mais abaixo)
- Quatro pessoas morreram em Francisco Morato, sendo três crianças e um adolescente; (leia mais abaixo)
- Oito pessoas morreram em Franco da Rocha; há ainda feridos e desaparecidos; (leia mais abaixo)
Na manhã desta segunda, o prefeito de Franco da Rocha, Nivaldo Santos (PTB), afirmou que ainda não é possível saber exatamente o número de pessoas desaparecidas. “A gente trabalha com mais de 10 desaparecidos, mas não é um número ainda confirmado”, disse o prefeito. (leia mais abaixo)
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional lamentou “as vidas perdidas” e se disse “à disposição” para ajudar. Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, o coronel Alexandre Lucas visitará São Paulo nesta segunda-feira (31). (leia mais abaixo)
Franco da Rocha tem o maior número de mortes confirmadas
O município de Franco da Rocha confirmou, até o fim da manhã desta segunda, a morte de oito pessoas em decorrência das chuvas. O número pode ser ainda maior, pois existem feridos e desaparecidos. (leia mais abaixo)
Durante todo o domingo, as equipes se mobilizaram no resgate de vítimas de um deslizamento de terra na Rua São Carlos, no Parque Paulista, que fica na divisa com Francisco Morato. (leia mais abaixo)
De acordo com o prefeito de Franco da Rocha, Nivaldo Santos (PTB), são mais de 10 desaparecidos na cidade. Segundo o prefeito, o local onde houve as mortes não estava classificado como de alto risco. (leia mais abaixo)
Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros usaram botes para resgatar moradores. Devido às fortes chuvas que atingiram a região, o Ribeirão Eusébio e o Rio Juquery transbordaram, deixando a área central da cidade alagada. (leia mais abaixo)
Na tarde deste domingo, voluntários cavavam a região afetada em busca de sobreviventes de deslizamento. (leia mais abaixo)
“A situação ainda é bastante preocupante, a água ainda não deu sinal de baixar. Estamos com várias solicitações de atendimento porque houve vários deslizamentos”, disse Nivaldo da Silva Santos, prefeito de Franco da Rocha, em entrevista à GloboNews. (leia mais abaixo)
Segundo o Doutor Nivaldo, como é conhecido o prefeito, a chuva insistente ao longo da semana, com grande volume em um intervalo de 12 horas, causou o problema. “Foram mais de 115 milímetros de água, isso contribuiu para o deslizamento”. (leia mais abaixo)
Na entrevista, o prefeito informou que teve uma conversa por telefone com o governador de São Paulo, João Doria, que se prontificou a enviar suporte à cidade. (leia mais abaixo)
Além do envio, Doria sobrevoou a região nesta tarde junto do Secretário-Chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil, Alexandre Monclús Romanek, e do Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.
Fonte: G1