Uma vitória, às vezes, pode mascarar problemas que são mais evidentes em empates ou derrotas. Apesar de ter saído com os três pontos na partida contra o Ituano, o Santos voltou a sofrer oscilações e deixou que o adversário tomasse conta da partida, principalmente no final do segundo tempo. (leia mais abaixo)
Contudo, olhando para os pontos positivos, o torcedor pode ver que Lucas Pires pode, sim, lutar por uma vaga de titular no time de Fábio Carille. Substituindo Felipe Jonatan, que sofreu com o desgaste físico e fez péssimo jogo contra o São Bernardo, o jovem novamente não sentiu o peso da camisa e teve uma atuação segura. Apesar de ter falhado no gol do Ituano, não se abalou e compensou com um cruzamento na cabeça de Ricardo Goulart, que fez o gol da vitória. (leia mais abaixo)
Goulart também é outro ponto a se analisar. Em campo, o camisa 10 segue pouco participativo. Sua influência tem sido mais como um segundo técnico dentro de campo, a todo momento orientando os companheiros sobre onde tocar ou qual a melhor jogada a se fazer. O gol veio no momento em que o meia-atacante era mais criticado pela torcida. Alguns até pediam sua substituição. Balançar a rede fez com que Goulart saísse aplaudido, em vez de vaiado.
Um terceiro ponto individual é Vinícius Balieiro. O volante substituiu Camacho e fez partida segura. Não foi uma atuação fora do comum, daquelas de imenso destaque, mas foi uma atuação honesta, sem comprometer. Falhou ao tocar errado para Madson e iniciar a jogada que resultou no gol do Ituano, mas foi um erro geral do time. Defensivamente, teve participação melhor do que Camacho, trouxe maior segurança à frente da defesa.
Também é importante citar a partida realizada por Lucas Braga. O camisa 30 foi o melhor em campo. Correu o tempo todo, buscou lances individuais, abriu espaços na defesa adversária e criou oportunidades de gol para o Peixe. Não foi presenteado com um gol, apesar de merecer.
Mas a despeito de algumas boas atuações individuais, o conjunto parece ainda não ter dado liga. No empate com o São Bernardo, Fábio Carille já havia falado sobre a necessidade de reduzir a oscilação em campo. O treinador quer que o time pare para respirar, não seja vertical o tempo todo. Saiba cadenciar melhor as ações em campo.
Porém, a equipe ainda se mostra, em alguns momentos, desatenta. Principalmente na hora de defender. Não é incomum observar um zagueiro ou um lateral tendo que correr atrás do prejuízo para cobrir uma marcação que ficou exposta pela linha de meio de campo.
No ataque, a equipe teve um pouco mais de equilíbrio, especialmente no primeiro tempo, com toques pelas pontas e infiltrações. Em uma delas, saiu o primeiro gol santista, com belo passe de Zanocelo para Madson, que encontrou Marcos Guilherme sozinho e com o gol aberto.
Carille e a comissão técnica precisam se debruçar também sobre o que ocorre depois que o Santos faz um gol. Esta não foi a primeira vez em que o time pareceu perder a vontade de jogar após criar uma vantagem no placar. A equipe deixa o adversário tomar conta do jogo e passa a sofrer com as ofensivas rivais. Isso poderia até ser normal em jogos fora de casa, mas tem acontecido com regularidade dentro da Vila Belmiro. (leia mais abaixo)
O Santos terá mais três dias para descansar e corrigir erros antes de enfrentar o Mirassol, na quinta-feira, às 19h, no estádio Municipal de Mirassol.
Fonte: Globo Esporte