quinta-feira, 22 de novembro de 2012 (Foto: Divulgação)
SVO já está sendo implantado no HEAA e atenderá a todos os municípios do Norte e Noroeste Fluminense
“Campos mais uma vez é pioneiro em ações de saúde e, em março do próximo ano, passará a contar com o primeiro Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) do Estado do Rio de Janeiro”. A informação é do secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, que se reuniu, na tarde desta quinta-feira (22), com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Rita Vassoleer; com superintendente de Saúde Coletiva, Charbell Kury, e com o diretor geral do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), Jair Araújo, para definir ações e prazos para o novo serviço.
O secretário informou que o SVO já está sendo implantado no HEAA e atenderá a todos os municípios do Norte e Noroeste Fluminense. “É um serviço extremamente importante para o exercício da medicina, uma vez que, somente em Campos, mais de 20% de mortes de natureza não violenta são atestadas como óbitos por causas não determinadas, indefinidas. O SVO possibilitará a identificação precisa da causa da morte, sendo uma ferramenta epidemiológica fundamental para a vigilância em saúde, apontando a necessidade de ações de prevenção e controle de doenças com maiores incidências”, explicou.
A coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica deu mais detalhes do serviço e disse que o índice de óbitos por causa indeterminada é considerável, apesar de oscilar de um município para o outro. No Norte e Noroeste Fluminense, conforme Vassoleer, a média regional é de 16 a 18%:
“Esse primeiro Serviço de Verificação de Óbitos do Estado foi credenciado para funcionar em Campos, no Hospital Álvaro Alvim, que já passa por obras para adaptação do espaço. Além das obras, é necessário um prazo para aquisição de equipamentos, construção de protocolos de atendimento, de fluxos, capacitação de profissionais e atribuição de cada município. A importância do serviço vai além da identificação da causa clínica de óbitos, pois desenhará um quadro com as doenças que mais acometem e provocam mortes nas populações dessas regiões, inclusive propiciando a vigilância quanto a doenças novas e mais letais”.
O diretor do Álvaro Alvim destacou que o SVO, para um hospital escola, fornecerá base para novos estudos, para aprimorar a formação de novos médicos e dar mais subsídios clínicos aos profissionais que já atuam na área.
“Com empreendimentos como o Complexo Farol Barra do Furado e o Porto Açu, a região poderá ter de lidar com doenças importadas de outros estados e até do exterior. Teremos um setor específico no hospital para o SVO, que contará com duas salas de verificação de óbitos, serviço social, capela, parte administrativa e outros espaços. Um outro aspecto importante desse serviço é a garantia de um tratamento mais digno aos familiares da pessoa que morreu, mostrando que todo o cuidado lhe foi dispensado, mesmo após o óbito”
O superintende de Saúde Coletiva de Campos explicou que se trata de um serviço do SUS nos níveis federal, estadual e municipal. “O SVO é estabelecido conforme a política nacional de saúde; o Estado coordena e define um plano para as regiões e o município credenciado executa a estratégia de atendimento a essas populações.
